PPG - Medicina (Obstetrícia)

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    Acesso aberto (Open Access)
    A experiência de gestar na pandemia de COVID-19: um estudo qualitativo
    (Universidade Federal de São Paulo, 2024-03-28) Lopes, Mariana Corniani [UNIFESP]; Abuchaim, Erika de Sá Vieira [UNIFESP]; Beck, Cheryl Tatano; https://nursing.uconn.edu/person/cheryl-beck/; http://lattes.cnpq.br/9049493842666015; lattes.cnpq.br/7963862721230512
    Introdução: Inicialmente, as gestantes não foram consideradas população de risco. Após as gestantes e puérperas se mostrarem potenciais vítimas deste vírus, essa posição foi revista. Na tentativa de conter a disseminação da doença, medidas de distanciamento social foram tomadas impactando diretamente a dinâmica de vida destas mulheres que gestaram durante a pandemia. Objetivo: Descrever a experiência das mulheres acerca da vivência da gestação na pandemia Covid-19. Métodos: A Análise de Conteúdo de Krippendorff foi adotada como referencial teórico e metodológico. O estudo foi desenvolvido em duas unidades de uma maternidade privada localizada no município de São Paulo. A população investigada foi composta de mulheres com 18 anos ou mais, que pariram com IG ≥36 semanas e estavam com mais de 24h pós-parto. A amostra, definida por conveniência temporal, estabeleceu-se com 106 mulheres. Os dados foram coletados entre novembro de 2020 a maio de 2021, por meio de uma equipe de coletores previamente treinados. Entrevistas semiestruturadas foram realizadas, transcritas e posteriormente analisadas segundo as etapas preconizadas pelo referencial escolhido. Resultados: Seguindo os pressupostos da análise de Krippendorff, quatro temas principais emergiram: Medo, Cuidando e comemorando a gestação, Malefícios do Isolamento e Benefícios do Isolamento. Os achados deste estudo se alinham à literatura internacional. Conclusão: A pandemia influenciou negativamente a vivência das gestantes, quebrando suas expectativas e tornando a gravidez solitária, exaustiva e ocasionando importante sofrimento mental a essas mulheres. Porém, para uma parcela, houve um importante “lado bom”. A pandemia foi considerada um momento propício de dedicação à gestação, de tranquilidade, fortalecimento de vínculo familiar e de oportunidade de mudanças.
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    Acesso aberto (Open Access)
    Correlação do sítio de implantação placentário frente às principais intercorrências da transfusão intrauterina pela aloimunização ao fator RH
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-12-04) Pacheco, Gilda Helena Arruda Sousa [UNIFESP]; Pares, David Baptista da Silva [UNIFESP]; Lobo, Guilherme Antonio Rago [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/0616754415902415; http://lattes.cnpq.br/6323380679327937; http://lattes.cnpq.br/1610210738310090
    RESUMO Objetivos: este trabalho teve como proposição estudar a correlação do sítio de implantação placentário frente às principais intercorrências da transfusão intrauterina pela aloimunização ao fator Rh, através da análise dos resultados do programa de TIU da Escola Paulista de Medicina (EPM), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no período entre janeiro de 1991 e julho de 2021. Foram também avaliadas as associações entre a localização do sítio placentário com as seguintes intercorrências: aumento do tempo de procedimento, aumento do tempo de sangramento, hidropsia fetal e bradicardia fetal e também em relação ao desfecho adverso do óbito fetal e neonatal, bem como, do óbito global. Método: Foram avaliadas retrospectivamente 388 TIUs realizadas em 169 fetos de mães aloimunizadas, entre janeiro de 1991 e julho de 2021. Regressões logísticas univariadas e multivariadas e também o modelo linear foram utilizados para avaliação da ocorrência das seguintes intercorrências do procedimento: aumento do tempo do procedimento, aumento do tempo de sangramento do cordão umbilical e bradicardia fetal frente a localização placentária e verificação da associação desses fatores com a ocorrência tanto do óbito fetal quanto do neonatal. Fetos com hidropisia e bradicardia fetal que foram submetidos ao procedimento foram analisados quanto ao desfecho através de modelos logísticos. Resultados: A idade média da população materna estudada foi de 29,3 anos. A maioria dos procedimentos (56,4%) ocorreram em idade gestacional entre 28 e 32 semanas. A taxa global de sobrevida foi de 79%, com 8% de óbitos fetais e 13% de óbitos neonatais. Quanto à localização placentária, 60,6% estavam localizadas na parede anterior e 39,4% na parede posterior. O tempo de realização do procedimento foi menor nas placentas anterioresem relação às posteriores. Em média, as TIUs nas placentas posteriores têm 5,40minutos a mais do que naquelas na parede anterior. TIUs realizadas em pacientes com placenta localizada na parede posterior têm 30,1 vezes maior chance de tempo de sangramento maior. Em nosso estudo, apenas 13,1% das transfusões apresentaram tempo de sangramento superior a 120 segundos. Destes, 31,7% ocorreram em fetos com hidropisia e 60,6% nas placentas localizadas na parede anterior. De forma global, a análise dos óbitos (fetal e neonatal) foram percentualmente maiores no grupo com tempo de sangramento superior a 120 segundos (56,7%) e com placenta localizada na parede posterior (de forma global) em 32,8%. Resta final que a chance de óbito em casos de hidropisia é 97,57 vezes maior do que em casos sem essa condição; de 97,99 vezes maior nos casos de bradicardia em relação aos casos sem essa condição e finalmente 78% maior nos casos de placenta posterior em relação àqueles com sítio de implantação placentário na parede anterior. Conclusões: A TIU para correção da anemia fetal é método seguro. Neste trabalho, conseguimos demonstrar que há correlação entre o sítio de implantação placentário e o maior risco de intercorrências e complicações nesses procedimentos. Nas TIUs de fetos com placenta posterior, a chance de óbito é 78% maior em relação aos fetos com placenta localizada na parede anterior. A hidropisia é condição que sempre remonta a maior risco, sendo marcador importante de gravidade diante de qualquer abordagem terapêutica fetal. Em nosso estudo a chance de óbito fetal nas TIUs nos casos de hidropisia é 131,1 vezes maior e de óbito global (incluindo fetal e neonatal) é 97,57 vezes maior.
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    Acesso aberto (Open Access)
    Fatores preditivos da gastrosquise observados em gestantes e a influência do líquido meconial nos resultados pós-natais
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-12-06) Muniz, Thalita Diógenes [UNIFESP]; Araújo Junior, Edward [UNIFESP]; Paiato, Liliam Cristine Rolo; http://lattes.cnpq.br/7732742031806411; http://lattes.cnpq.br/5590809884662013; http://lattes.cnpq.br/2539017312881228
    Objetivos: O objetivo deste estudo foi avaliar os fatores de risco para gastrosquise, além de analisar se a presença de mecônio ao nascimento estava associada com desfechos neonatais adversos. Métodos: Trata-se de um estudo de coorte observacional e retrospectivo que inclui 52 recém-nascidos com gastrosquise cujas mães tiveram parto em nosso serviço entre janeiro de 2009 e dezembro de 2020. As variáveis observadas foram as seguintes: 1) dados sociodemográficos, 2) dados ultrassonográficos, 3) dados de nascimento e 4) resultados neonatais. Modelos de regressão logística simples (univariada) e múltipla (multivariada) foram utilizados para examinar a influência do mecônio nos resultados neonatais. Resultados: A média de idade materna e índice de massa corporal (IMC) das gestantes foi de 21,9 anos e 23,3 kg/m2, respectivamente. Houve semelhança entre as raças parda (50%) e branca (48,1%), e 27,7% (13) relataram fazer uso de anticoncepcional oral (ACO). A média de peso ao nascer foi de 2.386,9 gramas e 24 dos neonatos (46,2%) eram prematuros (<37 semanas). A maioria dos neonatos apresentou sepse neonatal (40,4%) e 39 foram internados na unidade de terapia intensiva neonatal com mediana de tempo de internação de 31 dias. Quarenta neonatos necessitaram de ventilação mecânica, com mediana de duração de 5 dias. O fechamento primário foi alcançado em 50% (26) dos casos. Não houve diferenças estatísticas entre os grupos que tiveram ou não mecônio ao nascer em relação aos desfechos neonatais. Embora não significativa e com baixa precisão, a estimativa pontual sugeriu que a presença de mecônio ao nascimento, em média, reduziu a chance de fechamento primário (odds ratio - OR=0,26, intervalo de confiança de 95% - IC [0,06; 1,16], p=0,077). Conclusão: Gestantes com fetos com gastrosquise apresentaram maior probabilidade de serem jovens, primigestas, com IMC normal, brancas ou pardas e com história de uso de ACO. Não houve evidência de associação entre a presença de mecônio ao nascimento e resultados neonatais adversos.
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    Embargo
    Orientação nutricional através da mídia digital para controle glicêmico de mulheres com Diabetes Mellitus Gestacional
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-11-13) Valença, Marlene Carvalho Teixeira [UNIFESP]; Traina, Evelyn [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/7969829121564214; http://lattes.cnpq.br/6093614239154278
    Introdução: O diabetes mellitus gestacional (DMG) acomete cerca de 18% das gestações. O tratamento do DMG se baseia em dieta adequada, prática de atividades físicas e terapia farmacológica, quando necessária. A orientação e adesão à dieta são pontos fundamentais no manejo de doença e estratégias que otimizem esse cuidado podem ter papel fundamental na assistência à essa população. Objetivos: Comparar a efetividade da orientação nutricional ambulatorial complementada por mídia digital com a orientação nutricional ambulatorial em gestantes com DMG. Pacientes e métodos: ensaio clínico randomizado, cegado para paciente, realizado no ambulatório de diabetes e gravidez da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP entre fevereiro de 2021 e janeiro de 2023. Incluídas gestantes com DMG randomizadas através de sorteio em dois grupos: grupo controle (GC): recebeu orientação e seguimento nutricional ambulatorial; grupo intervenção (GI): além das orientações ambulatoriais recebeu também lembretes por WhatsApp. Foram avaliados: controle glicêmico, necessidade de terapia farmacológica e consumo alimentar (calorias, carboidratos, lipídios, proteínas e fibras) através da realização de recordatório alimentar de 24h (R24h). As análises estatísticas foram calculadas no programa SPSS 22.0. Para as variáveis numéricas foi utilizado o teste de Mann-Whitney. Para as categóricas o teste exato de Fisher ou Qui-quadrado. O nível de significância adotado foi p≤0.05. Resultados: foram incluídas 86 mulheres, sendo 5 excluídas por não completarem o seguimento. Trinta e quatro foram randomizadas para o GC e 47 para o GI. Os grupos foram homogêneos quanto às características clínicas e sociodemográficas. As pacientes foram seguidas por um período de 4 a 8 semanas. A porcentagem de mulheres que atingiu controle glicêmico adequado foi maior no GI na terceira, quarta, quinta, sexta e sétima semanas de seguimento. Não houve diferença quanto à necessidade de tratamento medicamentoso. Foram realizados 188 R24 no GC e 290 no GI. Houve aumento no consumo de lipídios no GI ao longo do seguimento, com diferença estatisticamente significante em relação ao GC (p<0.001). Conclusões: não houve diferença na necessidade de insulina, mas o controle glicêmico foi melhor no GI em determinadas semanas. Houve aumento do consumo de lipídios em ambos os grupos, mais pronunciado no GI.
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    Embargo
    Relação entre a resposta inflamatória e a dieta em gestantes adultas e adolescentes
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-06-26) Moreto, Vanessa Migray [UNIFESP]; Daher, Silvia [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/5938358901097469
    Sabe-se que o padrão nutricional está relacionado com o desenvolvimento da gestação. De modo geral, as adolescentes apresentam maior número de complicações gestacionais. Objetivo: Avaliar o padrão alimentar de mulheres saudáveis adultas e adolescentes, grávidas ou não, e relacionar com o perfil clínico, laboratorial com os desfechos obstétricos. Casuística e Métodos: Foram selecionadas 40 participantes que atendiam os critérios de seleção estabelecidos, sendo 10 adultas não grávidas (ANG) e 10 grávidas (ADG); e 10 adolescentes não grávidas (ADONG) e 10 grávidas (ADOG). Foram coletados dados nutricionais (dois contatos), clínicos, coletadas amostras de sangue periférico para dosagem de citocinas, e no caso das gestantes houve uma nova abordagem pós-parto para coleta de informações sobre o desfecho obstétrico. Resultados: Não foram identificadas diferenças quanto as características de peso, IMC e hábitos entre os grupos avaliados tanto por idade como por gestação. As adolescentes relataram fazer menos exercício físico do que as adultas, além disso, embora não tenha sido significante notamos nas adolescentes uma tendência a apresentar níveis mais elevados de citocinas inflamatórias (TNF-α, IL-6). Em relação aos nutrientes observamos que as adolescentes gestantes consomem mais ômega 3 do que as demais participantes. Por outro lado, este subgrupo consome menos alimentos saudáveis (in natura). Entre adolescentes gestantes uma delas apresentou cefaleia e depressão pós-parto, e outra desenvolveu préeclâmpsia e o recém-nascido foi pequeno para a idade gestacional, esta última paciente produziu níveis mais elevados de TNF-α. Entre as adultas duas desenvolveram diabetes mellitus gestacional, mas não foi observada nenhuma relação com o padrão de citocina e alimentar. Conclusões: O padrão alimentar das participantes (adultas e adolescentes, gestantes ou não) foi muito similar. Não foi possível relacionar os diversos parâmetros XIV avaliados (nutricional, clínico, laboratorial e obstétrico) entre si. O monitoramento multidisciplinar parece contribuir para o sucesso gestacional.