Percepção de risco de acidentes de trabalho e o viés otimista na perspectiva do trabalhador de unidade de alimentação e nutrição: um estudo sobre o uso de equipamentos de proteção individual

dc.audience.educationlevelMestrado
dc.contributor.advisorStedefeldt, Elke [UNIFESP]
dc.contributor.authorLuz, Debora Boutin Sagatink Da [UNIFESP]
dc.contributor.institutionUniversidade Federal de São Paulopt
dc.date.accessioned2022-07-21T16:53:43Z
dc.date.available2022-07-21T16:53:43Z
dc.date.issued2020-11-26
dc.description.abstractA hipótese deste estudo é que o trabalhador de Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) treinado para o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) tem um conhecimento correto sobre a importância do EPI mas negligencia o seu uso em função da baixa percepção de risco de acidente de trabalho, apresentando uma tendência ao viés otimista. Assim, o objetivo foi investigar os elementos cognitivos, de percepção de risco e ambientais relacionados ao uso de Equipamentos de Proteção Individual por parte do trabalhador de Unidade de Alimentação e Nutrição. Trata-se de um estudo analítico, transversal com abordagens quantitativa e qualitativa, no qual foram aplicados 203 questionários e 40 entrevistas semiestruturadas aos trabalhadores de UAN. Os instrumentos para coleta dos dados contemplaram o perfil sociodemográfico, conhecimento em EPI e percepção de risco de acidente de trabalho. Para análise dos dados quantitativos foram calculadas medidas descritivas e construídas tabelas de contingência, apropriadas para o tipo de variável e desenho do estudo. Aos dados qualitativos foi aplicada a análise de conteúdo do tipo temática. Dentre os resultados quantitativos, os trabalhadores apresentaram alta percepção de risco de acidentes de trabalho em relação ao não uso do EPI e não mostraram tendência ao fenômeno associado à percepção de risco: o viés otimista. Correlação entre a percepção de risco de acidente de trabalho sem o uso do EPI de acordo com o tempo total de trabalho na profissão foi identificada. Sugere-se que os trabalhadores com menos tempo de trabalho estão mais suscetíveis a acidentes de trabalho. Por meio da análise qualitativa foram identificados os elementos intervenientes segundo níveis da teoria sociológica de Dwyer: Comando: distribuição inadequada das atividades de trabalho; Organizacional: confusão dos conceitos relacionados a função do EPI; hábito de uso do EPI e incompatibilidade com o tamanho do EPI e sua indisponibilidade; Indivíduo-membro: incômodo/ desconforto durante a utilização do EPI; indisponibilidade de tempo para colocar o EPI; incerteza quanto à função de proteção. Para além, foram identificados elementos intervenientes não exemplificados na teoria sociológica de Dwyer, sendo eles: viés otimista, lócus de controle externo, medo/angústia ao usar o EPI, falta de atenção durante a atividade e incerteza quanto à probabilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. Propõe-se que estes elementos poderiam ser inseridos no nível indivíduo-membro com a disposição de um subnível nomeado “percepções”. A percepção de risco de acidentes de trabalho é uma variável a ser estudada nas pesquisas tanto com abordagem qualitativa como quantitativa. A hipótese deste estudo foi refutada. Este trabalho possibilita o contato com o relato da experiência de trabalho com EPI pelos trabalhadores, no qual não há um olhar e um debruçar-se expresso pelos líderes aos elementos intervenientes. Por outro lado, os líderes exigem dos trabalhadores a compreensão e a conscientização do cuidado ao risco que estão expostos.en
dc.description.abstractA hipótese deste estudo é que o trabalhador de Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) treinado para o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) tem um conhecimento correto sobre a importância do EPI mas negligencia o seu uso em função da baixa percepção de risco de acidente de trabalho, apresentando uma tendência ao viés otimista. Assim, o objetivo foi investigar os elementos cognitivos, de percepção de risco e ambientais relacionados ao uso de Equipamentos de Proteção Individual por parte do trabalhador de Unidade de Alimentação e Nutrição. Trata-se de um estudo analítico, transversal com abordagens quantitativa e qualitativa, no qual foram aplicados 203 questionários e 40 entrevistas semiestruturadas aos trabalhadores de UAN. Os instrumentos para coleta dos dados contemplaram o perfil sociodemográfico, conhecimento em EPI e percepção de risco de acidente de trabalho. Para análise dos dados quantitativos foram calculadas medidas descritivas e construídas tabelas de contingência, apropriadas para o tipo de variável e desenho do estudo. Aos dados qualitativos foi aplicada a análise de conteúdo do tipo temática. Dentre os resultados quantitativos, os trabalhadores apresentaram alta percepção de risco de acidentes de trabalho em relação ao não uso do EPI e não mostraram tendência ao fenômeno associado à percepção de risco: o viés otimista. Correlação entre a percepção de risco de acidente de trabalho sem o uso do EPI de acordo com o tempo total de trabalho na profissão foi identificada. Sugere-se que os trabalhadores com menos tempo de trabalho estão mais suscetíveis a acidentes de trabalho. Por meio da análise qualitativa foram identificados os elementos intervenientes segundo níveis da teoria sociológica de Dwyer: Comando: distribuição inadequada das atividades de trabalho; Organizacional: confusão dos conceitos relacionados a função do EPI; hábito de uso do EPI e incompatibilidade com o tamanho do EPI e sua indisponibilidade; Indivíduo-membro: incômodo/ desconforto durante a utilização do EPI; indisponibilidade de tempo para colocar o EPI; incerteza quanto à função de proteção. Para além, foram identificados elementos intervenientes não exemplificados na teoria sociológica de Dwyer, sendo eles: viés otimista, lócus de controle externo, medo/angústia ao usar o EPI, falta de atenção durante a atividade e incerteza quanto à probabilidade de ocorrência de acidentes de trabalho. Propõe-se que estes elementos poderiam ser inseridos no nível indivíduo-membro com a disposição de um subnível nomeado “percepções”. A percepção de risco de acidentes de trabalho é uma variável a ser estudada nas pesquisas tanto com abordagem qualitativa como quantitativa. A hipótese deste estudo foi refutada. Este trabalho possibilita o contato com o relato da experiência de trabalho com EPI pelos trabalhadores, no qual não há um olhar e um debruçar-se expresso pelos líderes aos elementos intervenientes. Por outro lado, os líderes exigem dos trabalhadores a compreensão e a conscientização do cuidado ao risco que estão expostos.pt
dc.description.sourceDados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2020)
dc.identifierhttps://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9815853
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11600/64586
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.rightsAcesso restrito
dc.subjectOccupational Risksen
dc.subjectAccidents At Worken
dc.subjectWorker's Healthen
dc.subjectFood Servicesen
dc.subjectKnowledgeen
dc.subjectRiscos Ocupacionaispt
dc.subjectAcidentes De Trabalhopt
dc.subjectSaúde Do Trabalhadorpt
dc.subjectServiços De Alimentaçãopt
dc.subjectConhecimentopt
dc.titlePercepção de risco de acidentes de trabalho e o viés otimista na perspectiva do trabalhador de unidade de alimentação e nutrição: um estudo sobre o uso de equipamentos de proteção individualpt
dc.typeDissertação de mestrado
unifesp.campusSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)pt
unifesp.graduateProgramNutriçãopt
unifesp.knowledgeAreaNutriçãopt
unifesp.researchAreaEpidemiologia Nutricional, Políticas Públicas, Segurança Dos Alimentos E Ambiente Alimentarpt
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