Novos prescritores do gosto? A aparição de minorias sociais nas páginas da Casa Vogue

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Data
2023-07
Autores
Feliciano, Karina Batista Pereira [UNIFESP]
Orientadores
Pulici, Carolina Martins [UNIFESP]
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
Título da Revista
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Resumo
A revista Casa Vogue Brasil, empreendimento editorial mensal da editora Globo em parceria com o grupo Condé Nast que se dirige a um leitorado pertencente às classes que o mundo do marketing chama de “AB” desde sua criação em 1975, passou, em torno do ano de 2019, a apresentar recorrentemente matérias que retratam profissionais da casa (arquitetos, designers de interiores, paisagistas, etc.) e personalidades representativos de minorias sociais e/ou grupos historicamente estigmatizados como negros, por exemplo, bem como reportagens destinadas a inculcar aspirações “progressistas” como as que tratam das urgências ambientais e das mazelas sociais de um país como o Brasil. Se no passado o título se limitava a apresentar os projetos sociais patrocinados pelo grupo Globo Condé Nast junto a populações vulneráveis de diversas partes do país, no presente momento, muitos agentes originários de diferentes minorias sociais passaram a ser retratados como educadores do gosto, seja por meio da divulgação de suas produções artísticas, seja por meio da exaltação de seus ambientes domésticos. Em vista disso, pretendemos identificar as visões de mundo, subentendidos sociais e lógicas distintivas que depreendem de semelhante reorientação editorial mediante o tratamento serial, quantitativo e qualitativo dos trinta e quatro exemplares da revista publicados entre 2019 e 2022.
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