Dinâmica da transmissão familiar do SARS-CoV-2 entre profissionais de saúde e pacientes de dois hospitais da cidade de São Paulo

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Data
2021
Autores
Carvalho, Joseane Mayara Almeida [UNIFESP]
Orientadores
Bellei, Nancy Cristina Junqueira [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
Título da Revista
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Resumo
Objective: To evaluate the dynamics of SARS-CoV-2 transmission in family groups of healthcare workers and patients in two hospitals in the city of São Paulo: Hospital São Paulo (HSP) and Hospital Infantil Sabará (HIS). Methods: Sixty index cases with Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) were selected: 30 health professionals from the HSP and their 93 household contacts; and 30 patients from the HIS and their 89 household contacts. Asymptomatic and symptomatic individuals participating in the study were tested for COVID-19 and followed for 14 days. However, If the result was positive, a new collection was not performed. Otherwise, a new collection was performed in the second week to carry out a more rigorous epidemiological investigation. Tests were performed by reverse transcription followed by real-time polymerase chain reaction assay (RT-qPCR). Results: 242 family members were tested. The secondary attack rate in the HSP family groups of healthcare workers was 37.6% (95% CI 0.28-0.47), while in the HIS group of patients, the attack rate was 68. 5% (95% CI 0.58-0.77). The attack rate of infection in the families of patients treated at the HIS was higher than that observed in the families of healthcare workers from the HSP, indicating a different pattern in the dynamics of SARS-CoV-2 infection in family groups of healthcare workers and patients. The average number of days that a family member tested positive for SARS-CoV-2, after the index case result, was 4 days for home contacts of healthcare workers and 3 days for home contacts of patients. Conclusion: Home contacts of HIS patients were the most infected. The higher attack rate in this group is probably due to the fact that healthcare workers have a greater perception of the risk of transmission and greater knowledge of preventive methods.
Objetivo: Avaliar a dinâmica de transmissão do SARS-CoV-2 em grupos familiares de profissionais de saúde e pacientes em dois hospitais da cidade de São Paulo: Hospital São Paulo (HSP) e Hospital Infantil Sabará (HIS). Métodos: Foram selecionados 60 casos índices com a Doença do Coronavírus 2019 (COVID-19), sendo 30 profissionais de saúde do HSP e seus 93 contatos domiciliares, e 30 pacientes do HIS e seus 89 contatos domiciliares. Os indivíduos assintomáticos e sintomáticos, participantes do estudo, foram testados para a COVID-19 e acompanhados por 14 dias. Os contatos familiares foram acompanhados por 14 dias, e realizaram a primeira coleta na primeira semana do resultado positivo do caso índice. Se esse resultado fosse positivo, não era realizado uma nova coleta. Do contrário, era realizado uma nova coleta na segunda semana para realizar uma investigação epidemiológica mais rigorosa. Os testes foram realizados pelo ensaio de transcrição reversa seguida de reação em cadeia pela polimerase em tempo real (RTqPCR). Resultados: Foram testados 242 membros familiares. A taxa de ataque domiciliar secundário nos grupos familiares de profissionais de saúde do HSP foi de 37,6 % (IC 95% 0,28-0,47), enquanto que no grupo dos pacientes do HIS a taxa de ataque foi de 68,5 % (IC 95% 0,58-0,77). A taxa de ataque de infecção nas famílias de pacientes atendidos no HIS foi maior do que a observada nas famílias dos profissionais de saúde do HSP, indicando que há um padrão diferente na dinâmica da infecção pelo SARS-CoV-2 em grupos familiares de profissionais de saúde e pacientes. A média de dias que um membro da família teve resultado positivo para SARS-CoV-2, após o resultado do caso do índice, foi de 4 dias em contatos domiciliares de profissionais de saúde e 3 dias para contatos domiciliares dos pacientes. Conclusão: Os contatos domiciliares dos pacientes do HIS foram os mais infectados. A taxa de ataque maior nesse grupo se deve, provavelmente, pelo fato de que os profissionais de saúde têm uma maior percepção do risco de transmissão e maior conhecimento dos métodos preventivos.
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