Uso de técnicas ultrassonográficas para estimativa do trofismo muscular dos membros inferiores de fetos com disrafismo espinhal aberto lombossacral

Imagem de Miniatura
Data
2021
Autores
Milani, Herbene Jose Figuinha [UNIFESP]
Orientadores
Moron, Antonio Fernandes [UNIFESP]
Tipo
Tese de doutorado
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Resumo
Objective: to evaluate the use of ultrasound techniques of fractional thigh volume (TVOL) and circumference and area of the leg to estimate the muscle trophism of lower limbs in fetuses with lumbosacral spinal dysraphism, comparing these techniques between normal fetuses and fetuses with spine bifida (SB); and correlating these techniques with the subjective evaluation of the lower limbs (muscle echogenicity and movement patterns) in fetuses with SB. Patients and Method: an observational crosssectional study was carried out between 2016 and 2019. Pregnant women with 26 weeks were included, dividing them into 2 groups: fetuses with lumbosacral SB; and normal fetuses. Initially, fetal biometry and morphology were evaluated. In fetuses with SB, the type and anatomical level of the lesion was described, and a subjective evaluation of the lower limbs was performed (describing muscle echogenicity and movement patterns). For the evaluation of the thigh, TVOL was used. To assess the leg, the measurement of the area and circumference of the upper, middle and lower third of the leg was standardized, and the reproducibility of this method was studied. Results: Thirty-one fetuses with SB and 51 normal fetuses were evaluated in the study. In the SB group, the injury level was L3 / L4 in 80.64% of the cases. There was no significant difference for TVOL between fetuses with SB and normal fetuses (p = 0.623). The measurements of the area and circumference of the legs (in the upper, middle and lower thirds) were statistically lower in the SB group than in the normal group (p = 0.002 for the upper third area; p <0.001 for the other parameters). When subjective ultrasound assessment demonstrated hypotrophy of the lower limbs, the measurements of the area and circumference of the leg (in the upper, middle and lower thirds) were statistically lower when compared to the measurements of the fetuses classified as normal (p <0.001), except for TVOL (p = 0.148). Fetuses with open SB with abnormal lower limb movements had lower measurements for TVOL and area and circumference of the leg (in all segments) than fetuses with a normal movements (p <0.001). The technique of area and circumference of the leg proved to be highly reproducible (ICC > 0.95). Conclusions: There was no significant difference for TVOL between fetuses with lumbosacral SB and normal fetuses. Measurements of the area and circumference of the leg (in the upper, middle and lower thirds) were statistically lower in fetuses with lumbosacral SB compared to normal fetuses. In the group of fetuses with SB, a high correlation was observed between subjective findings of lower limb hypotrophy and lower measurements of the area and circumference of the leg (in the upper, middle and lower thirds), and this correlation was not observed for TVOL. In fetuses with SB, there was a high correlation between changes in the movement patterns of the lowers limbs and lower measurements for TVOL and area and circumference of the leg. The technique of evaluating the leg by area and circumference proved to be highly reproducible.
Objetivo: avaliar o uso das técnicas ultrassonográficas do volume fracionado da coxa (TVOL) e área e circunferêncida perna para estimar o trofismo muscular dos membros inferiores de fetos com disrafismo espinhal lombossacral, comparando estas técnicas entres fetos normais e fetos com espinha bífida (EB); e correlacionando-as com a avaliação subjetiva dos membros inferiores (ecogenicidade da musculatura e padrão de movimentação) nos fetos com EB. Pacientes e Método: foi realizado um estudo observacional de corte transversal entre 2016 a 2019. Foram incluídas gestantes com 26 semanas, dividindo-as em 2 grupos: fetos com EB aberta lombossacral; e fetos normais. Inicialmente, avaliou-se a biometria e morfologia fetal. Nos fetos com EB foi descrito tipo e nível anatômico da lesão, além de estudo subjetivo dos membros inferiores (ecogenicidade da musculatura, padrão de movimentação). Para avaliação da coxa, utilizou-se o TVOL. Para avaliação da perna, padronizou-se a medida da área e circunferência do terço superior, médio e inferior da perna, além de estudo da reprodutibilidade deste método. Resultados: Trinta e um fetos com EB e 51 fetos normais foram avaliados no estudo. No grupo EB, na maioria dos casos, o nível da lesão foi L3/L4 (80,64%). Não foi observado diferença significante para o TVOL entre fetos com EB e fetos normais (p=0,623). As medidas da área e circunferência da pernas (nos terço superior, médio e inferior) foram estatisticamente menores no grupo EB que no grupo normal (p=0,002 para área do terço superior; p<0,001 para os demais parâmetros). Quando avaliação ultrassonográfica subjetiva demonstrou hipotrofia dos membros inferiores, as medidas da área e circunferência da perna (nos terços superior, médio e inferior) foram em média estatisticamente menores quando comparadas com as medidas dos fetos classificados como sem hipotrofia (p<0,001), exceto para o TVOL (p=0,148). Os fetos com EB aberta com movimentos dos membros inferiores considerado alterado apresentaram em média menores medidas do TVOL e da área e circunferência das perna (em todos segmentos estudados) que os fetos com padrão de movimentação considerado normal (p<0,001). A técnica de avaliação da perna pela área e circunferência nos terços superior, médio e inferior se mostrou altamente reperodutível (CCI >0,95). Conclusões: Não foi observado diferença significante para o TVOL entre fetos com EB aberta lombossacral e fetos normais. As medidas da área e circunferência da perna (nos terços superior, médio e inferior) foram estatisticamente menores nos fetos com EB aberta lombossacral em relação aos fetos normais. No grupo de fetos com EB, houve alta correlação entre achados subjetivos de hipotrofia dos membros inferiores e menores medidas da área e circunferência da perna (nos terços superior, médio e inferior), correlação não observada para o TVOL. Nos fetos com EB, houve forte correlação entre a alteração do padrão de movimentação dos membros inferiores e menores medidas para o TVOL e área e circunferência da perna. A técnica de avaliação da perna pela área e circunferência se mostrou altamente reprodutível.
Descrição
Citação