PPG - Gastroenterologia

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    Evolução dos pacientes submetidos a transplante renal com infecção crônica ou pregressa pelo vírus da Hepatite B
    (Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), 2021) Leopercio, Ana Paula Serra [UNIFESP]; Ferraz, Maria Lucia Cardoso Gomes [UNIFESP]; Universidade Federal de São Paulo
    Chronic hepatitis B virus (HBV) infection has a high prevalence among patients with advanced renal disease stage in relation to the general population, and previous HBV infection is common among kidney transplant recipients, with rates ranging from 2.2% to 20.9%. The presence of the virus in this group of patients is associated with increased morbidity, mortality, loss of renal graft, besides the risk of reactivation after transplantation. Objective: This study aimed to evaluate patients undergoing kidney transplantation from January 1993 to December 2012 with chronic infection or previous contact with HBV seeking to verify clinical outcomes: reactivation of HBV, liver decompensation, loss of graft, hepatocellular carcinoma, liver transplantation and death. Impact of co-infection with HCV on outcomes and antiviral therapy for HBV. Results: From a total of 10,493 transplants performed in the period, 203 patients were included. The mean age was 40.2±1.2 years and 66% were male. Viral recurrence occurred in 19.6% of HBsAg+ versus anti-HBcT+ patients (9.8%). Being on pre-reactivation prophylactic antiviral treatment was the only variable that was associated with a lower occurrence of reactivation.As for the final outcome, after an average follow-up period of 11.3±5.6 years, 19.2% resulted in renal graft rejection, 4.4% in liver decompensation and death in 23% of cases. The presence of anti-HCV was associated with a greater risk of kidney graft loss. The occurrence of hepatic decompensation was uncommon and most deaths were not related to the liver cause. Finally, patient and renal graft survival was lower in HBsAg + patients when compared to anti-HBcT +. Conclusion: This study allowed us to conclude that being on pre-reactivation prophylactic antiviral treatment was the only variable that was associated with a lower occurrence of reactivation. The presence of anti-HCV correlated with a higher risk of kidney graft loss. The occurrence of hepatic decompensation was uncommon and most deaths were not due to hepatic causes. Finally, patient and renal graft survival was lower in HBsAg+ patients when compared to anti-HBcT+ patients.
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    Comparação entre uma dieta líquida hipocalórica e uma dieta normocalórica, ambas pobres em fibras, para preparo de colonoscopia: estudo prospectivo randomizado e controlado
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-02-16) Lescano, Manuel Lescano [UNIFESP]; Miszputen, Sender Jankiel [UNIFESP]; Rohr, Maria Rachel da Silveira [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/5606158921899036; http://lattes.cnpq.br/9830119051933185; http://lattes.cnpq.br/1477236562619014
    Objetivos: 1) Avaliar a qualidade, tolerância e preferência do preparo para colonoscopia de uma dieta líquida hipocalórica, quando comparada com uma dieta normocalórica, ambas pobres em fibras 2) Reconhecer fatores preditores de preparo inadequado, e 3) Avaliar a associação entre a descrição dos efluentes retais referida pelo paciente antes da colonoscopia com a qualidade do preparo. Métodos: Trata-se de um estudo randomizado, controlado, observador “cego”, para comparar duas dietas de preparo para colonoscopia (dieta líquida hipocalórica e dieta normocalórica, ambas pobres em fibras). Foi utilizada a escala de Boston para avaliar a qualidade do preparo, sendo considerado adequado BBPS ≥ 6 na avaliação global e ≥ 2 em cada segmento. Foi prescrito o mesmo laxativo e o regime “split-dose” para ambos os grupos. Resultados: Foram incluídos 136 indivíduos em cada grupo. O preparo adequado foi alcançado em 90,4% dos indivíduos alocados no grupo da dieta líquida e 92,6% da normocalorica. Não houve diferença significativa na qualidade do preparo e na tolerância entre ambas as dietas. Observou-se maior aceitação de repetir o procedimento se necessário, no grupo da dieta normocalórica quando comparado ao da dieta líquida hipocalórica (p=0,005). O gênero masculino foi a única variável que se associou com o preparo inadequado (OR 0,40, IC 95% 0,17; 0,95, p=0,039). Na análise da amostra global e da dieta normocalórica, o relato de efluentes: escuro grosso, laranja escuro ou marrom grosso, apresentou maior chance de preparo inadequado (OR 4,26, IC 95% 1,51; 11,14, p=0,004 – toda a amostra e OR 6,32, IC 95% 1,20; 28,10, p=0,018 – dieta normocalórica). Conclusões: A dieta normocalórica pobre em fibras não é inferior que à líquida hipocalórica na qualidade do preparo para colonoscopia, ambas apresentam tolerância similar, porém com maior aceitação da dieta normocalórica quando comparada à líquida hipocalórica. O gênero masculino é uma variável associada ao mau preparo. O relato do efluente retal escuro grosso, laranja escuro ou marrom grosso pelo paciente é um preditor de preparo inadequado na análise do endoscopista.
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    Alfa fetoproteína e marcadores séricos de fibrose hepática como preditores do desenvolvimento do carcinoma hepatocelular após terapia antiviral para o vírus da hepatite C
    (Universidade Federal de São Paulo, 2022-08-24) Seixas, Daniela Antenuzi da Silva [UNIFESP]; Ferraz, Maria Lucia Cardoso Gomes [UNIFESO]; Silva, Ivonete Sandra de Souza e [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/5846912595934815; http://lattes.cnpq.br/1870810357457710; http://lattes.cnpq.br/9407885153275794
    Introdução: A ameaça do desenvolvimento de carcinoma hepatocelular (CHC), apesar de reduzida, não é eliminada mesmo após erradicação do vírus da hepatite C, com o tratamento. Identificar aqueles que estão sob maior risco de desenvolver essa complicação é desafiador. Objetivos: Avaliar o comportamento de alfa- fetoproteína (AFP) e de marcadores séricos de fibrose hepática (MSF) entre o pré e pós-tratamento, bem como seu valor preditivo no desenvolvimento de CHC. Metodologia: Pacientes portadores de hepatite C crônica submetidos ao tratamento baseado em interferon e/ou DAAs e que alcançaram resposta virológica sustentada (RVS), foram selecionados. Dados clínicos e laboratoriais foram coletados dos prontuários, no pré e no pós-tratamento para o cálculo dos MSF: AAR, King Score, Fibro-Q, APRI, GUCI, Lok-index, Fibro-α, FIB-4 e BRC. Aqueles que desenvolveram CHC tiveram seus dados comparados com o grupo que não desenvolveu CHC. Valores de p<0,05 foram considerados significantes. Resultados: Dos 2122 prontuários revisados, foram incluídos 578 pacientes, 46,6% do sexo masculino, 59% com fibrose hepática avançada e o tempo médio de acompanhamento após a RVS foi de 38 ± 36 meses. Os valores de AFP e a maioria dos MSF caíram após o tratamento. Desenvolveram CHC 19 (3,3%), com tempo médio entre RVS e diagnóstico de CHC de 60,8 ± 58,9 meses. Na análise multivariada, sexo masculino, AFP pós-tratamento > 3,67ng/mL e Fibro-α pós-tratamento > 1,61 foram os fatores preditores para CHC após RVS. Conclusão: Houve diferença estatisticamente significativa entre os valores pré-tratamento e pós-RVS da AFP e dos MSF e os resultados deste estudo sugerem que pacientes do sexo masculino com AFP e Fibro-α elevados, ambos no pós RVS, apresentam risco de desenvolver CHC. Tais achados sugerem que a hepatocarcinogênese, neste cenário, pode estar envolvida com questões hormonais e a um microambiente celular desfavorável pela fibrose hepática avançada.
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    Avaliação do uso de simbiótico (Smbioflora®) em pacientes com doença de crohn em atividade: estudo piloto
    (Universidade Federal de São Paulo, 2022-09-20) Frade, Rogério Eduardo Tavares [UNIFESP]; Paiotti, Ana Paula Ribeiro [UNIFESP]; Miszputen, Sender Jankiel [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/9830119051933185; http://lattes.cnpq.br/9404512862732685; http://lattes.cnpq.br/9425683849656676
    Introdução: A doença inflamatória intestinal (DII) é uma denominação genérica que engloba várias entidades patológicas, sendo as mais comuns: retocolite ulcerativa inespecífica (RCUI) e doença de Crohn (DC), que acometem o trato gastrointestinal. Alguns estudos têm sido desenvolvidos a fim de testar a eficácia dos prebióticos, probióticos e simbióticos na melhora do quadro clínico de indivíduos com doença de Crohn, principalmente por ser conhecida a capacidade desses compostos de melhorar a integridade da mucosa intestinal e modular a microbiota e as respostas imunoinflamatórias. Objetivo: Avaliar os efeitos do simbiótico simbioflora® x placebo sobre a atividade clínica e inflamatória em pacientes com doença de Crohn e associar os resultados da intervenção sobre o peso; índice de massa corporal (IMC); proteína C reativa (PCR); Índice de Harvey Bradshaw (IHB) e Escala de Bristol. Métodos: Trata-se de um estudo intervencional, duplo-cego com participação final de 8 voluntários adultos, de ambos os sexos, com diagnóstico de doença de Crohn em atividade inflamatória, atendidos no Ambulatório de Doenças Inflamatórias intestinais da Disciplina de Gastroenterologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) para avaliação dos efeitos da utilização do simbiótico (SIMBIOFLORA®). Resultados: Nos resultados encontrados foi possível observar que o uso do simbiótico diário durante o período de 2 meses resultou em melhorias estatisticamente significativas (p < 0,05) em relação a condição inicial (pré – intervenção) em todas as variáveis estudadas. Conclusão: Os resultados do presente estudo sugerem que o simbiótico pode ter auxiliado na diminuição dos episódios de evacuações liquidas diárias, dor abdominal, melhora na consistência das fezes e na redução dos níveis plasmáticos da PCR.
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    O estudo da qualidade de vida do cuidador de paciente com câncer gastrointestinal
    (Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), 2020-12-07) Rosa, Lilian Nascimento [UNIFESP]; Forones, Nora Manoukian [UNIFESP]; Universidade Federal de São Paulo
    The caregivers of cancer patients may experience changes in their routine that affect their quality of life. These alterations of quality of life can be measured. The aim of the study was to identify the domains that compromise the quality of life of the caregiver of patients with gastrointestinal cancer through the questionnaires SF-36 (Short Form Health Survey 36) and CBS (Caregiver Burden Scale). Methods: A descriptive, observational study with caregivers who spend most of the time with patients diagnosed with gastrointestinal cancer during chemotherapy with or without radiation therapy was done. The study was approved by the local ethics committee no. 04338518.2.0000.5505 and was carried out at the gastro-oncology outpatient clinic of the Federal University of São Paulo. The caregivers with more than 18 years old answer 2 questionnaires, the SF-36 and the CBS. The SF-36 has eight domains that vary (0-100), where 0 is the worst and 100 is the best. The CBS contains 22 items where each item has a score ranging from 1 to 4. Higher scores indicate higher levels of caregiver burden, while lower scores indicate lower levels of caregiver burden. In CBS, higher burden was identified by increased scores. Results: We investigated 100 caregivers who spend most of the time with 100 patients on chemotherapy treatment for cancer of the gastrointestinal tract. Most patients were elderly with a mean age of 69.5 years, single (54%) and male (52%). Patients with colorectal cancer (66%) and stage II/III (81%) were more frequent. Among caregivers, 81% were less than 60 years old and 76% were female. According to the SF-36, lower levels were observed in the domain of emotional aspects (14.7), physical aspects (26.8), vitality (35). The best average value was found in functional capacity (80.9). Regarding the caregiver burden, assessed by the CBS instrument, it was observed that the general tension domain (20) was more overloaded, followed by disappointment (15), isolation (8.5), environment (9) and emotional involvement (4). Conclusion: Most caregivers were women and younger compared to the patients. The caregivers of the patients studied showed changes in quality of life in both physical and emotional aspects.