A sociedade do contágio: sobre a proliferação das imagens e dos vírus

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Data
2020-03-03
Autores
Cordeiro, Gabriel Dominguez [UNIFESP]
Orientadores
Barbosa, Andréa Claudia Miguel Marques
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
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Resumo
No final do ano de 2019, o governo da China alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o surgimento de um vírus respiratório potencialmente letal e até então pouco conhecido pela comunidade científica. Em razão da sua rápida proliferação e infecção descontrolada que já atingia todos os continentes, em 11 de março de 2020, se iniciou oficialmente a pandemia do novo coronavírus SARS-CoV-2. Após pouco mais de um ano do seu início, o Estado brasileiro desempenha uma estratégia de enfrentamento criminosa e se aproxima dos 300 mil mortos em decorrência da doença infecciosa causada pelo vírus, a Covid-19. Diante desse cenário, o país vive uma profunda crise social, sanitária, política e econômica. Dessa forma, busca-se compreender por meio da linguagem visual, quem são as principais vítimas da pandemia e de que forma são representadas através da fotografia documental. Para isso, a pesquisa se ampara nas ferramentas conceituais de biopoder e precariedade, propostas por Michel Foucault e Judith Butler. Objetiva-se, também, refletir como a fotografia ¬– em momento de isolamento social e banalização da morte ¬– exerce importante função que documenta a barbárie e conduz o luto coletivo para transformação política.
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