Análise proteômica comparativa de isolados de p. brasiliensis e sua relação com a virulência fúngica

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Data
2018-06-07
Autores
Amaral, Cristiane Candida do [UNIFESP]
Orientadores
Camargo, Zoilo Pires de [UNIFESP]
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
Paracoccidioidomycosis (PCM) is a systemic mycosis commonly found in Latin America that is caused by two distinct species of Paracoccidioides genus, Paracoccidioides brasiliensis complex (S1, PS2, PS3 e PS4) and Paracoccidioides lutzii. Its pathobiology has been recently explored by different approaches to clarify the mechanisms of host-pathogen interactions underpinning PCM. The diversity of clinical forms of this disease has been attributed to both host- and fungus-related factors. For better understanding of the molecular underpinnings of host-fungus interactions, we evaluated in vivo virulence of nine Paracoccidoides brasiliensis isolates and correlated it to protein expression profiles obtained by two-dimensional gel electrophoresis. Based on the recovery of viable fungi from mouse organs, the isolates were classified as those having low, moderate, or high virulence. Highly virulent isolates overexpressed proteins related to adhesion process and stress response, probably indicating important roles of those fungal proteins in regulating the colonization capacity, survival, and ability to escape host immune system reaction. Moreover, highly virulent isolates exhibited enhanced expression of glycolytic pathway enzymes concomitantly with repressed expression of succinyl-CoA ligase beta chain, a protein related to the tricarboxylic acid cycle. Our findings may point to the mechanisms used by highly virulent P. brasiliensis isolates to withstand host immune reactions and to adapt to transient iron availability as strategies to survive and overcome stress conditions inside the host.
A Paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica endêmica na América Latina, causada por espécies do gênero Paracoccidioides, Paracoccidioides brasiliensis e Paracoccidioides lutzii. A diversidade de formas clínicas da PCM tem sido atribuída tanto a fatores relacionados à resposta imune do hospedeiro quanto a fatores intrínsecos ao fungo. Desta forma, para desenvolver ferramentas diagnósticas e terapêuticas é importante elucidar como o fungo interage com o hospedeiro e ainda se a expressão de determinadas proteínas se relaciona com a virulência fúngica. Assim, nós avaliamos o perfil de virulência de nove isolados de P. brasiliensis e relacionamos a virulência fúngica a expressão diferencial de proteínas por meio da análise proteômica. Os isolados de P. brasiliensis foram classificados em diferentes graus de virulência, alto, médio e baixo, com base na contagem de fungos viáveis nos órgãos de camundongos BALB/ e B10. Isolados apresentando alta virulência induziram a expressão de proteínas relacionadas à adesão celular e resposta ao estresse. Provavelmente estas proteínas estejam relacionadas na regulação da capacidade de colonização, sobrevivência e a habilidade de escapar do sistema imune dos hospedeiros. Além disso, isolados de alta virulência induziram a expressão de enzimas da via glicolítica concomitantemente a supressão da enzima succinil-CoA ligase de cadeia beta, proteína relacionada ao ciclo do ácido tricarboxílico. Esses resultados podem indicar um mecanismo pelo qual isolados altamente virulentos de P. brasiliensis se adaptam à disponibilidade transitória de ferro, como uma estratégia para sobreviver e superar condições de estresse no hospedeiro.
Descrição
Citação
AMARAL, Cristiane Candida do. Análise proteômica comparativa de isolados de P. brasiliensis e sua relação com a virulência fúngica. 2018. 148 f. Tese (Doutorado em Infectologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2018.