A formação de pós-graduandos para o desenvolvimento tecnológico e para a inovação em saúde no Brasil. Um estudo a partir dos projetos pedagógicos e grades curriculares dos programas acadêmicos de pós-graduação da Grande Área Ciências da Saúde - Medicina III

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Data
2017-07-31
Autores
Bernardes, Linda Omar Alves [UNIFESP]
Orientadores
Azevedo, João Luiz Moreira Coutinho De [UNIFESP]
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
With the new global economy, the competence of a country has been increasingly related to their ability to convert knowledge into innovation, and therefore, universities and research institutions around the world have incorporated, in addition to teaching and scientific research, the responsibility for transferring the knowledge produced to the productive sector, developing relationships with companies and the government, in the innovation systems of their countries. Thus, one of the major challenges of global and national science and technology policy has become the stimulus for the rapprochement of these actors within a knowledge transfer system that aims to accelerate the processes between research and its application. In Brazil, the relationship between university and business is still a recent phenomenon, and we do not know if postgraduate programs are preparing their graduate students, considered the main actors in this process of innovation and technology transfer, to work with these new demands, according to the guidelines and goals of the 2011-2020 National Graduate Plan, or if they are adapting their pedagogical projects and curricula to meet the new system that aims to consolidate a postgraduate and research policy for Brazil, committed to competitiveness and the development of the country. The objective of this study was to know the way in which postgraduate programs are forming masters and PhDs in the areas of Technological Development and Innovation, based on the graduate programs of the Great Area Health Sciences – Medicine III. This was a practical study with a quantitative-qualitative approach and exploratory objective. Among the programs, the conclusion is that there are different positions and different levels of openness for innovation, for the development of technological research, and for scientific entrepreneurship, and that the pedagogical project and the curriculum of most programs do not yet include practices to stimulate, in the productive sector, training and experience to transform the excellence of Brazilian scientific research into innovative practices in the healthcare area, to generate patents and to transfer the new knowledge to the market, which can result in an even greater delay for the economic and social advance of the country. We hope that this study will contribute to further reflection on the subject and to a better analysis of the role of postgraduate in the human resources formation for the country's innovation system.
INTRODUÇÃO: Com a nova economia global, a competência dos países ficou cada vez mais relacionada à sua capacidade de converter conhecimento em inovação e, por isso, as universidades ao redor do mundo passaram a incorporar a responsabilidade pela transferência do conhecimento produzido para o setor produtivo, tendo que desenvolver relacionamentos com empresas e com o governo, nos sistemas de inovação de seus países. No Brasil, a relação entre universidade e empresa é um fenômeno ainda recente, e não sabemos se os programas de pós-graduação estão preparando seus pós-graduando para atuar com essas novas demandas, conforme estabelece as diretrizes e metas do Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020 da CAPES, adequando seus projetos pedagógicos e grades curriculares para consolidar uma política de pós-graduação e pesquisa para o Brasil, comprometida com a competitividade e com o desenvolvimento do país. Como o tema é amplo e os cursos são muitos, elegeu-se para o estudo a área da saúde, e optou-se por estudar os programas acadêmicos de pós-graduação da Grande Área Ciências da Saúde – Medicina III, que têm apresentado um viés muito propulsor de inovação. OBJETIVOS: Conhecer, através de estudo minucioso dos sites, levantamento em banco de dados de patentes, e entrevista com os coordenadores, a maneira como os programas estão formando mestres e doutores para as áreas de Desenvolvimento Tecnológico e para a Inovação, tendo como base seus projetos pedagógicos e grades curriculares. MÉTODOS: o estudo teve natureza aplicada, abordagem quanti-qualitativa e objetivo exploratório. RESULTADOS: No geral, os projetos pedagógicos e as grades curriculares dos programas eleitos para esse estudo, não demonstram estar alinhados com as diretrizes e metas do PNPG 2011- 2020 da CAPES, no tocante à formação de recursos humanos para o desenvolvimento tecnológico e para a inovação, pois a natureza das propostas desses programas, não evidenciam interesses acadêmicos na formação de pós-graduandos, em processos que vão além da pesquisa e de sua publicação. A maioria dos programas também não demonstra manter áreas de concentração e linhas de pesquisa desenvolvidas em parceria com o setor produtivo, visando o desenvolvimento de novos produtos e patentes, processos de transferência de tecnologia para o mercado, criação de startups e spin-offs, além de teses e publicações. Não demonstra também disponibilizar disciplinas para formação de pós-graduandos para o desenvolvimento tecnológico e inovação. Grande parte dos programas também não dispõe de cláusulas em seus regulamentos que estimulem e sistematizem atividades inovadoras em parceria com empresas. As ações que são desenvolvidas por parte dos programas, ficam geralmente sob o acompanhamento e supervisão de professores orientadores interessados nesse tipo de pesquisa, seguindo paralela e concomitantemente aos projetos pedagógicos e às grades curriculares dos cursos, que não são flexíveis, a ponto de absorver essas ações e resultados. CONCLUSÃO: Como no Brasil a política de inovação está ancorada nas ICTs e nos egressos dos programas de pós-graduação, essa discussão precisa avançar e gerar mudanças que requerem um repensar de novas propostas pedagógicos para fazer frente a essa nova realidade, tendo em vista que, para o desenvolvimento de uma cultura empreendedora, é importante que haja flexibilidade nas grades curriculares para que conhecimentos, competências, habilidades e atitudes sejam plenamente desenvolvidos pelo corpo discente dos programas.
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