Papel do polimorfismo de BDNF Val66Met na variação de ritmo circadiano e atenção em adolescentes

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Data
2022
Autores
Lopes, Luísa da Costa [UNIFESP]
Orientadores
Mello, Claudia Berlim de [UNIFESP]
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
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Resumo
Hábitos de sono tem papel determinante no desenvolvimento de adolescentes, de maneira que a sua privação pode impactar tanto a saúde física quanto mental. Variações nos mecanismos circadianos possibilitam a existência de diferentes preferências individuais de horário para se manter ativo, tais variações são denominadas cronotipos e podem ser: matutinos, vespertinos e neutros. Um dos parâmetros que influencia no cronotipo é a idade, na adolescência existe uma maior tendência a vespertinidade, a qual somada com alta demanda de obrigações sociais leva à redução do tempo de sono. O polimorfismo Val66Met do gene BDNF, Brain-Derived Neurotrophic Factor, mostrou relação com funções cognitivas e com os diferentes padrões de sono e ritmo circadiano. Para tal, O presente projeto teve como objetivo avaliar como tendências cronotípicas e a presença do polimorfismo do BDNF se associam ao desempenho atencional, e consequentemente acadêmico. Para tal, foi realizada a aplicação da Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção (BPA), avaliação de cronotipo foi feita a partir do questionário de matutinidade e vespertinidade de Horne e Österberg e actigrafia. Os achados centrais foram: associação do horário de estudo com o desempenho atencional; associação da presença do alelo da metionina com maior desempenho de atenção alternada; concordâncias entre os parâmetros de ritmo obtidos pelas duas ferramentas utilizadas; associação negativa entre o desempenho de atenção dividida e a média de atividade das 10 horas mais ativas do dia; associação do tempo total de sono e jet lag social com a presença do alelo da metionina para o BNDF. Apesar das hipóteses criadas, não foi verificada associação do cronotipo com o desempenho de atenção, e nem mesmo com a presença do alelo para a metionina no gene do BDNF. Portanto, os resultados aqui obtidos reforçam achados anteriores e abrem novas possibilidades para o estudo dessas inter-relações, levando em consideração os bons resultados das ferramentas aqui utilizadas e também suas limitações.
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