Impacto da magnitude da curvatura espinhal na capacidade de exercício de indivíduos com escoliose idiopática do adolescente

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Data
2016-03-22
Autores
Almeida, Bruna Marques de [UNIFESP]
Orientadores
Vidotto, Milena Carlos [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
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Resumo
Adolescent idiopathic scoliosis (AIS) is the most common cause of spinal deviations. The different degrees of scoliosis curvature can influence the respiratory mechanics during exercise and contribute to decreased exercise capacity. Objective: To evaluate the distance traveled (ISWTD) and physiological responses during the Incremental Shuttle Walk Test (ISWT) in patients with AIS. In addition to assessing the magnitude of spinal curvature, respiratory muscle strength, pulmonary function and its correlation with the physiological responses during ISWT. Methods: This was a cross-sectional study, which were included 46 adolescents with EIA. These were divided into two groups, adolescents with spinal angle, measured by the Cobb method, more than 45 ° (EIA> 45 °) lower than 45 ° (EIA <45 °). The control group consisted of 20 healthy adolescents. The adolescents were submitted to ISWT using a gas analyzer, which quantified the physiological responses such as oxygen consumption (VO2), VO2 corrected for body mass (VO2kg), the efficiency of oxygen capitation (OUES), tidal volume (VT), minute volume (VE) and ventilatory pattern (?VC / ?lnVE). Pulmonary function test was performed and obtained the value of forced vital capacity (FVC) and forced expiratory volume in 1° second (FEV1). Results: Patients with AIS > 45 ° showed lower values when compared to the AIS < 45 ° and control group for the following variables: ISWTD (p <0.001), VO2 / kg (p <0.001), VT (p = 0.001), VE (p = 0.001), OUES intercept (p = 0.043), VFC (p = 0.001) and FEV1 (p = 0.005). In patients with EIA were found moderate correlations between VFC (r = - 0.506), VT (r = - 0.476) with the angle of thoracic main Cobb. The ISWTD correlated with VE (r = 0.609) and VO2 / kg (r = 0, 541); as well as the ?VC / lnVE correlated with VO2 (r = 0.411) and OUES (r = 0.562). Conclusion: The ISWT was a test able to identify lower exercise capacity in patients with EIA. Given that, adolescents with angulation> 45 ° run lower distances and have worse VO2 and OUES values. Moreover, the worse the spinal curvature, the worse exercise capacity and lung function of adolescents with EIA, therefore, we can conclude that the magnitude of spinal curvature exerts influence on the variables studied.
Introdução: A escoliose idiopática do adolescente (EIA) é a causa mais comum de desvios da coluna. Os diferentes graus da curvatura escoliótica podem influenciar a mecânica ventilatória durante o esforço e contribuir para diminuição da capacidade de exercício. Objetivo: Avaliar a distância percorrida (ISWD) e as respostas fisiológicas durante o Incremental Shuttle Walk Test (ISWT) em pacientes com EIA. Além de avaliar a magnitude da curvatura espinhal, força muscular respiratória, função pulmonar e suas correlações com as respostas fisiológicas durante o ISWT. Métodos: Este foi um estudo transversal, onde foram incluídas 46 adolescentes com EIA. Estas foram divididas em dois grupos, adolescentes com angulação mensurada pelo método de Cobb, maior que 45° (EIA > 45°) e menor que 45° (EIA < 45°). O grupo controle foi composto por 20 adolescentes saudáveis. As voluntarias foram submetidas ao ISWT utilizando um analisador de gases, que quantificou as respostas fisiológicas como: consumo de oxigênio (VO2), VO2 corrigido pela massa corporal (VO2/kg), a eficiência da capitação de oxigênio (OUES), volume corrente (VC), volume minuto (VE) e padrão ventilatório (?VC/?lnVE), além da distância percorrida no teste (ISWTD). Foi realizado teste de função pulmonar e obtido o valor da capacidade vital forçada (CVF) e do volume expiratório no 1° segundo (VEF1). Resultados: Pacientes com EIA > 45° apresentaram valores menores quando comparado ao grupo EIA < 45° e controle para as seguintes variáveis: ISWTD (p < 0,001), VO2/kg (p < 0,001), VC (p = 0,001), VE (p = 0,001), o OUES intercepto (p = 0,043), CVF (p = 0,001) e VEF1 (p = 0,005). Pacientes com EIA apresentaram correlações moderadas entre CVF (r = - 0,506), VC (r = - 0,476) com o ângulo de Cobb principal torácico; a ISWTD se correlacionou com o VE (r = 0,609) e VO2/kg (r = 0, 541); assim como o ?VC/lnVE se correlacionou com o VO2 (r = 0,411) e o OUES (r = 0,562). Conclusões: O ISWT foi um teste capaz de identificar menor capacidade de exercício em pacientes com EIA, visto que adolescentes com angulações > 45° percorrem distâncias inferiores e apresentam piores valores de VO2 e OUES. Além disso, quanto pior a curvatura espinhal, pior é a capacidade de exercício e função pulmonar das adolescentes com EIA, portanto, podemos concluir que a magnitude da curvatura espinhal exerce influencia sobre as variáveis estudadas.
Descrição
Citação
ALMEIDA, Bruna Marques de. Impacto da magnitude da curvatura espinhal na capacidade de exercício de indivíduos com escoliose idiopática do adolescente. 2016. 46 f. Dissertação (Mestrado Interdisciplinar em Ciências da Saúde) - Instituto de Saúde e Sociedade, Universidade Federal de São Paulo, Santos, 2016.