Os médicos e a racionalização das práticas hospitalares: novos limites para a liberdade profissional?

dc.contributor.advisorCecilio, Luiz Carlos de Oliveira [UNIFESP]
dc.contributor.authorAbou Jamra, Carolina Chaccur [UNIFESP]
dc.contributor.institutionUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.date.accessioned2015-07-22T20:50:32Z
dc.date.available2015-07-22T20:50:32Z
dc.date.issued2010-04-28
dc.description.abstractBrazilian hospitals, either in public or private sectors, have experienced a remarkable rationalization process in their practices through strategies aimed at regulate, discipline and control the diverse dimensions of hospital life. Such strategies convey a specific, instrumental rationality that is outlined by the search for greater institutional efficiency and effectiveness. Regarding the existence of a dual system of authorities in hospitals composed by both medical and administrative powers, the introduction of a rationalizing logic by the hospital administration potentially impacts the power of decision-making within the clinical board, whose professionals, on their turn, activate autonomy conservation strategies ultimately concerned with the maintenance of their power in the institution. The present study is aimed at understanding how medical doctors experience and assign meaning to the rationalizing hospital management policies implemented by the management board of a hospital belonging to the State Health Department of São Paulo. This hospital is managed by a university through a formal agreement as a teaching hospital. It is also certified by the National Accreditation Organization as an institution of excellence. As a case study carried out through an analytical qualitative methodology, which, from semi-structured interviews performed with six medical doctors directly concerned with health care, this research is able to identify an apparent paradox involving the evident advancement of the institutional mechanisms of control over medical work as well as the ―subjective‖ perception of such advancements by the physicians, who do not recognize them as limits for their technical autonomy. In addition, it demonstrates how far the resistance of physicians against the rationalizing measures is made in act, when performing their work, when creating informal networks of contact and knowledge, which follow through by producing flows, ways of operation for the hospital, ways of producing care, which go far beyond the rationality, the formalism, and the previsibility as aimed by the administration.en
dc.description.abstractOs hospitais brasileiros, tanto do setor público quanto privado, vêm experimentando um marcado processo de racionalização de suas práticas, através de estratégias que visam disciplinar, regulamentar e controlar as várias dimensões da vida no hospital, portadoras de uma racionalidade ―instrumental‖ caracterizada pela busca de maior eficiência e eficácia institucional. Considerando a existência de um sistema dual de autoridades no hospital composto pelos poderes médico e administrativo, a introdução de uma lógica racionalizadora pela administração hospitalar impacta potencialmente no poder de decisão do corpo clínico que, por sua vez, ativa estratégias de conservação de autonomia que visam, em última instância, a manutenção do seu poder na instituição. Este estudo tem como objetivo compreender como os médicos vivenciam e dão sentido às políticas racionalizadoras da gestão hospitalar implementadas pela direção de um hospital da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo gerenciado por uma universidade através de convênio, contratualizado como hospital de ensino e certificado como de excelência pela Organização Nacional de Acreditação. Trata-se de um estudo de caso, com metodologia qualitativa de análise, que, a partir de entrevistas semi-estruturadas realizadas com seis médicos ligados diretamente à assistência, pôde identificar um aparente paradoxo entre os evidentes avanços dos mecanismos de controle institucional sobre o trabalho médico e a percepção ‖subjetiva‖ de tais avanços pelos médicos, que não os reconhecem como limites para sua autonomia técnica. Além disso, demonstra o quanto a resistência dos médicos às medidas racionalizadoras se faz em ato, na realização do seu trabalho, na criação de redes informais de contatos e conhecimentos que vão produzindo fluxos, modos de funcionamento do hospital, de produção do cuidado, que extravasam a racionalidade, o formalismo e a previsibilidade desejadas pela direção.pt
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2015-07-22T20:50:32Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2010-04-28en
dc.description.sourceTEDE
dc.description.sourceBV UNIFESP: Teses e dissertações
dc.format.extent176 p.
dc.identifier.citationJAMRA, Carolina Chaccur Abou. Os médicos e a racionalização das práticas hospitalares: novos limites para a liberdade profissional?. 2010. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2010.
dc.identifier.fileTese-12089.pdf
dc.identifier.urihttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9892
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectAccreditationen
dc.subjectAcreditaçãopt
dc.subjectAutonomia profissionalpt
dc.subjectCorpo clínico hospitalarpt
dc.subjectHospital clinical boarden
dc.subjectHospital-Physician relationsen
dc.subjectProfessional autonomyen
dc.subjectRelações Hospital-Médicopt
dc.subjectAdministração hospitalarpt
dc.subjectHospital administrationen
dc.titleOs médicos e a racionalização das práticas hospitalares: novos limites para a liberdade profissional?pt
dc.title.alternativePhysicians and the rationalization of hospital practices: new limits for professional freedom?en
dc.typeDissertação de mestrado
unifesp.campusSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)
unifesp.graduateProgramSaúde Coletiva - São Paulo
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