O receptor B1 de bradicinina não participa da resposta hipertensiva portal, mas pode participar da apoptose de hepatócitos no modelo de isquemia e reperfusão

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Data
2011-01-26
Autores
Paio, Mayra de Almeida [UNIFESP]
Orientadores
Nagaoka, Márcia Regina [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
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Resumo
As ações biológicas e os efeitos farmacológicos da bradicinina (BK) são mediados por dois receptores, um constitutivo e outro induzido. No fígado, BK tem papel no controle da microcirculação hepática, já que induz resposta hipertensiva portal, a qual nós verificamos que é mediada pelo receptor B2, mas não pelo receptor B1, tanto em ratos normais quanto naqueles submetidos a diferentes agentes de agressão hepática (de inflamação a cirrose). Nesta última situação, verificamos que há aumento da expressão do receptor B1 com a progressão para a cirrose (Nagaoka e cols., 2006). Transplante hepático é uma terapia bem aceita para hepatopatias em estágio avançado, como a cirrose. A incidência de disfunção primária e de mau funcionamento inicial do enxerto é dependente do tempo de preservação a frio e está relacionada com lesão associada com a colheita do órgão, preservação e reperfusão, isto é, lesão por isquemia-reperfusão (IRI). O mecanismo básico da IRI é ainda pouco entendido. Verificamos que a IRI em fígado de rato é caracterizada por dois processos de morte celular, sendo um evento inicial de necrose das células endoteliais sinusoidais seguida de uma fase tardia com apoptose dos hepatócitos (Huet e cols., 2004). Durante isquemia, há perda do equilíbrio entre mediadores vasoativos causando forte alteração na microcirculação hepática. Na reperfusão, há ativação das células de Kupffer e subsequente síntese de citocinas inflamatórias, que agrava ainda mais as alterações na microcirculação. O papel da bradicinina e do seu derivado des-Arg9-BK (DABK) na IRI foi pouco estudado. Esta dissertação visa entender a resposta ou participação do sistema cinina neste modelo de isquemia e reperfusão e com isso melhorar a qualidade do fígado a ser transplantado e consequente sobrevida do receptor. Especificamente, estudamos a resposta hipertensiva portal a agonistas das cininas neste modelo experimental e o possível papel do B1R na morte celular com a utilização de um antagonista e através de TUNEL, atividade da caspase-3 e análise da fragmentação do DNA (laddering). Nesta dissertação apresentamos os resultados dos marcadores séricos (AST, ALT e LDH) para caracterização do animal, viabilidade hepática (depuração da bromossulfaleína, liberação de glicose e secreção de bile) e verificamos que os animais eram normais e os fígados permaneceram viáveis neste modelo de IRI. A resposta hipertensiva portal à BK foi mantida, embora DABK não participe dessa resposta, como ocorre em fígados não isquêmicos. Nós detectamos a expressão do B1R pelo fígado após todos os tempos de isquemia estudados. Quanto à morte celular, nossos dados sugerem que o B1R participa da mortalidade celular principalmente por apoptose, já que na presença de antagonista de B1R houve diminuição do índice de morte celular.
Descrição
Citação
PAIO, Mayra de Almeida. O receptor B1 de bradicinina não participa da resposta hipertensiva portal, mas pode participar da apoptose de hepatócitos no modelo de isquemia e reperfusão. 2011. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2011.