Impacto do uso do filtro amarelo na sensibilidade ao contraste em pacientes com baixa visão

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Data
2022
Autores
Nascimento, Allyne
Santos, Karoline Ribeiro dos
Dourado, Kerson Bruno Vieira
Orientadores
Ferraz, Nívea Nunes [UNIFESP]
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
Título da Revista
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Resumo
Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do uso do acetato amarelo na sensibilidade ao contraste em pacientes com baixa visão. Métodos: Foram incluídos participantes com idade maior ou igual a 14 anos e acuidade visual para longe no melhor olho com a melhor correção óptica entre 0,6 logMAR e 1,3 logMAR encaminhados para reabilitação visual de baixa visão. Os pacientes foram submetidos a: a) medida da acuidade visual (AV), monocular e binocular, para longe e para perto utilizando-se tabelas logarítmicas; b) avaliação da sensibilidade ao contraste (SC) por meio da tabela VCTS (Vision Contrast Test System) 6000, binocular para perto, sem e com o uso do acetato amarelo sobreposto à tabela. Para análise dos resultados de SC, foi utilizado o maior escore (logaritmo da SC) alcançado pelo participante. Os resultados foram analisados utilizando-se o aplicativo Stata Data Analysis and Statistical Software versão 14. Os resultados dos participantes com e sem queixa de fotofobia foram comparados considerando-se o escore e a diferença (ganho) de SC sem e com o acetato amarelo, bem como a melhora do conforto e da qualidade da imagem com o acetato amarelo. Os modelos estatísticos incluíram os testes não paramétricos de Wilcoxon, de Mann-Whitney e Exato de Fisher. Resultados: O estudo incluiu 24 participantes elegíveis (50% mulheres) com idade variando de 14 a 92 anos de idade (média= 58 ± 19 anos). A AV para longe no melhor olho foi em média 0,90 ± 0,21 logMAR (0,58 a 1,30 logMAR) e para perto 0,90 ± 0,21 logMAR (0,40 a 1,30 logMAR). Os resultados de SC foram comparáveis com e sem o uso do filtro, e o mesmo foi observado na análise dos participantes com (n=12) e sem fotossensibilidade (n=12). O ganho no escore de SC com o uso do filtro amarelo foi em média 2,3 ± 5,6, sendo que os participantes com fotossensibilidade apresentaram ganho médio no escore de SC maior (3,0 ± 7,4) quando comparados àqueles sem fotossensibilidade (1,5 ± 3,0) com a sobreposição do acetato amarelo, porém sem diferença estatisticamente significante (Mann-Whitney; p=0,8750). A porcentagem de participantes com queixa de fotofobia que relatou melhora do conforto com o acetato amarelo foi significantemente maior, quando comparados aos participantes sem queixa (Exato de Fisher; p=0,036), e o mesmo foi observado para a qualidade da imagem (Exato de Fisher; p=0,036). Conclusões: O acetato amarelo não impactou de maneira quantitativa na medida da sensibilidade ao contraste, mas qualitativamente trouxe maior conforto ou melhora da qualidade da imagem, relatados principalmente por pacientes com queixa de fotofobia. O filtro amarelo deve ser considerado no programa de reabilitação visual de baixa visão como recurso não óptico para melhora do conforto e da visão funcional em casos de fotofobia.
Descrição
Citação
NASCIMENTO, A.; SANTOS, K. R. dos; DOURADO, K. B. V. Impacto do uso do filtro amarelo na sensibilidade ao contraste em pacientes com baixa visão. São Paulo, 2023. 49 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Tecnologia Oftálmica) - Escola Paulista de Medicina (EPM), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, 2023.