Identidades dos profissionais na socioeducação: autopercepções sobre o papel, atribuições e práticas cotidianas do orientador socioeducativo

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Data
2021-12-15
Autores
Lopes, Marília Mendes [UNIFESP]
Orientadores
Vóvio, Claudia Lemos
Tipo
Dissertação de mestrado
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Resumo
Esta pesquisa visa investigar como profissionais denominados orientadores socioeducativos, que atuam na socioeducação e desenvolvem práticas em Projeto que executa o serviço de medida socioeducativa em meio aberto, percebem seu papel, práticas e atribuições, e como se autoidentificam profissionalmente. Na atualidade, profissionais com formação inicial nas mais diversas áreas encontram-se, cada vez mais, inseridos em Organizações da Sociedade Civil (OSC), desenvolvendo variadas atividades, dentre elas, aquelas que perfazem a socioeducação. Esses profissionais, com designações e atribuições variadas (educadores sociais, orientadores socioeducativos, técnicos sociais, entre outras), compõem equipes multidisciplinares, em um amplo leque de programas e projetos articulados às políticas da Assistência Social. Trata-se de um território marcado pela heterogeneidade de organizações, metodologias e perspectivas educacionais. Nesse sentido, o estudo busca compreender, por meio de pesquisa qualitativa, como se dá o processo de tornar-se socioeducador/a, como se aprende a ser na/com a prática profissional. Mobiliza-se, para tanto, um quadro teórico que advém da Teoria da Prática Social (LAVE; PACKER, , 2011; LAVE, 2013; 2015a; 2015b), da Psicologia Social Crítica (CIAMPA, 1998; 2012) e de Estudos da Educação (TRILLA, 2008). Três socioeducadores/as narraram suas trajetórias e os modos como atuavam em um projeto organizado por uma OSC, no município de Guarulhos-SP. A partir da análise das trajetórias de vida destes profissionais, exploramos como narram seus processos de aprendizagem anteriores à atuação como orientadores socioeducativos e em suas práticas cotidianas mais recentes com a socioeducação; e como representam a si mesmos, como se percebem sendo orientadores socioeducativos, considerando suas personagens e práticas atuais de trabalho. Os resultados encontrados nos indicam que os profissionais ingressam nesse campo e aprendem a ser orientadores socioeducativos como/na prática cotidiana de trabalho. Percebem-se centralmente desempenhando papel que visa contribuir no processo de conscientização, pautado em mudanças de perspectivas dos atendidos. Valorizam em suas práticas a construção do vínculo, a escuta das demandas reais dos adolescentes e o trabalho colaborativo entre a equipe multidisciplinar. Verificamos que os profissionais vão se engajando de diversos modos em suas práticas profissionais, que os aspectos e as personagens que constituem suas trajetórias de vida se mobilizam para suas percepções enquanto atores desse campo. E que ao tecerem suas relações cotidianas aprendem dia a dia com os diversos atores, (re)construindo, assim, as percepções sobre si, sobre seu papel profissional e do próprio campo da socioeducação.
Este trabajo busca investigar como los profesionales que trabajan con la socio educación, llamados de orientadores socioeducativos y desarrollando practicas en proyectos de servicios de medida socio educativa en medio abierto saben de su trabajo, practicas y atribuciones y como se identifican profesionalmente. En la actualidad, profesionales con formación de las más distintas están trabajando en Organizaciones de la sociedad civil (OSC), desarrollando muchas tareas así como aquellas que son de la socioeducación. Estos profesionales con tareas distintas (educadores sociales, orientadores socioeducativos, técnicos sociales, y otros más) son equipos multidisciplinares en una amplio programas y proyectos juntos a las políticas de asistencia social. Son territorios distintos por la heterogeneidad de las organizaciones y metodología en educación. Este trabajo busca comprender, por una investigación cualitativa, como es volverse socioeducador, como se volver y ser en la práctica profesional. Para eso fue necesario estudiar la teoría de la práctica social (LAVE; PARKER, 2011; LAVE, 2013; 2015a; 2015b), de la Psicologia Social Crítica (CIAMPA, 1998; 2012) e de Estudios de Educación (TRILLA, 2008). Tres trabajadores socioeducadores hablan de sus trayectorias y formas de trabajar en un proyecto hecho por una OSC en la ciudad de Guarulhos-SP. Desde sus trayectorias de vida exploramos como hablan de sus procesos de estudios antes de trabajaren como orientadores socioeducativos en sus prácticas cotidianas más recientes con socio educación; y como se perciben siendo orientadores socioeducativos, considerando sus prácticas actuales de trabajo. Los resultados que vimos nos muestran que estos profesionales llegan para trabajar y aprenden volviéndose orientadores socioeducativos con y en su practica diaria de trabajos. Se reconocen desarrollando sus trabajos construyendo conciencia en cambios de las vidas de sus atendidos. Se comprenden en sus prácticas para la construcción afecto, y la escucha de las vida reales de los adolescentes y un trabajo colaborativo entre la equipo multidisciplinar. Vimos que los profesionales van empleando sus muchos modos en sus prácticas profesionales, que ellos van constituyendo sus trayectorias de vida. Y que trabajando al diario van volviéndose construyendo así sus percepciones sobre ti mismo, sobre su trabajo y del proprio campo de la socioducación.
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LOPES, Marília Mendes. Identidades dos profissionais na socioeducação: autopercepções sobre o papel, atribuições e práticas cotidianas do orientador socioeducativo. 2022. Dissertação (Mestrado em Educação)- Programa de Pós Guaduação em Educação, Universidade Federal de São Paulo, Guarulhos, 2021.