A Influência de Síria e Israel na Guerra Civil Libanesa (1975-1990)

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Data
2022-08-12
Autores
Reis, Andrey Santos [UNIFESP]
Orientadores
Santos, Fábio Luís dos [UNIFESP]
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
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Resumo
A ascensão do nacionalismo árabe, em especial, a partir da eleição de Gamal Abdel Nasser no Egito, em 1954, inundou as populações da região com projetos alternativos de sociedade, e não foi diferente no Líbano. O chamado “país dos cedros” manteve o sistema confessional, mesmo após a independência, o que significava uma distribuição das cadeiras do executivo e do gabinete ministerial de acordo com a representatividade de cada religião na sociedade libanesa. Conforme a característica demográfica do país se alterava, em favor da população muçulmana, começou a gerar incômodo entre os maronitas (cristãos), os quais também passam a aumentar a pressão sobre o governo para não se envolver nas questões do mundo árabe, temendo perda de representatividade política ou até uma mudança de regime. A incapacidade do governo de lidar com as questões internas, somada ao agravamento dos conflitos confessionais e à mudança demográfica levam ao estopim da guerra civil, em 1975. E, apesar da intervenção Síria, e da própria invasão de Israel na tentativa de expulsar a OLP, o conflito só se encerra em 1990. Sendo assim, o presente trabalho busca entender as reais motivações por trás dessas duas ingerências, bem como a influência de seus interesses estratégicos para o agravamento do conflito.
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