Relação da presença de hiperacusia em pacientes com paralisia facial periférica de Bell

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Data
2004-12-01
Autores
Liriano, Raquel Ysabel Guzmán [UNIFESP]
Magalhães, Sandra Lira Bastos De
Barros, Flávia [UNIFESP]
Testa, Jose Ricardo Gurgel [UNIFESP]
Fukuda, Yotaka [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Artigo
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Resumo
Bell's palsy is a unilateral facial paralysis of sudden onset and unknown cause. It may affect salivation, taste and lachrymation depending on the site of facial nerve involvement. Patients can report supersensitive hearing. The stapedius reflex is absent in patients with Bell's palsy. AIM: The objective of the present study was to check if patients with Bell's palsy present hyperacusis. STUDY DESIGN: Clinical prospective. MATERIAL AND METHOD: Eighteen patients with peripheral facial paralysis were randomly selected and examined. Complete ENT evaluation was performed, including Hilger facial nerve stimulator, Schirmer's test, electrogustometry, pure tone testing, speech audiometry, immittance testing and discomfort loudness levels. The group aged 31-40 years was the most affected by peripheral facial paralysis in this sample. RESULTS: The incidence was higher in females (61%). The right side of the face was involved in 56% of patients. As to local involvement, grade IV was observed in 44% of cases and grades III and V in 28% of patients each. Only one patient (5.5%) complained of hyperacusis. All studied patients presented reduced tolerance threshold in the audiometric graphs, and stapedius reflex protects these patients by 16dB on average. CONCLUSION: Therefore, we could conclude that the frequency of complaints of hyperacusis in patients with Bell's palsy was similar to that of the general population; however, in audiometric terms, the tolerance threshold in the paralyzed side was lower when compared with the normal side.
A paralisia de Bell é uma paralisia facial unilateral de início súbito e de causa desconhecida. Pode afetar a salivação, o paladar e o lacrimejamento dependendo do topografia do acometimento do nervo facial, e os pacientes podem referir hipersensibilidade auditiva. Nos pacientes com paralisia de Bell, o reflexo estapediano está ausente. OBJETIVO: O objetivo desta investigação foi o de verificar se os pacientes com paralisia de Bell apresentam hiperacusia. FORMA DE ESTUDO: Clínico prospectivo. MATERIAL E MÉTODO: Foram examinados 18 pacientes aleatórios apresentando paralisia facial periférica de Bell. Foi realizada avaliação otorrinolaringológica completa, teste de Hilger, teste de Schirmer, gustometria, audiometria tonal e vocal, imitanciometria e teste de desconforto auditivo. A faixa etária entre 31 e 40 anos foi a mais afetada pela PFP nesta amostra. RESULTADO: Os pacientes do sexo feminino foram os mais afetados estando acometidos em 61% dos casos. A hemi-face direita foi acometida em 56% dos casos. O grau de acometimento local mais encontrado foi o grau IV em 44% dos casos e os graus III e V em 28% dos casos cada. A queixa de hiperacusia esteve presente em apenas um paciente, o que representa 5,5% dos casos. Todos os pacientes estudados apresentaram diminuição nos gráficos audiométricos do limiar de tolerância auditiva, sendo que o reflexo estapediano protege, em média 16 dB, nestes pacientes. CONCLUSÃO: Portanto, concluímos que pacientes com paralisia de Bell apresentam clinicamente queixas de hiperacusia semelhantes da população geral, porém, audiometricamente, o limiar de tolerância auditivo no lado paralisado é menor do que em relação ao do lado normal.
Descrição
Citação
Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. ABORL-CCF Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, v. 70, n. 6, p. 776-779, 2004.