Navegando por Palavras-chave "Extreme events"
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- ItemAcesso aberto (Open Access)Análise de eventos extremos entre 2004 e 2014 no litoral da Baixada Santista (São Paulo, Brasil)(Universidade Federal de São Paulo, 2021-02-23) Pieroni, Carlos Eduardo Junqueira Netto [UNIFESP]; Watanabe, Wandrey de Bortoli [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/6241297377328814; Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)O presente trabalho tem como tema uma análise do clima das ondas de gravidade de superfície do oceano em uma faixa próxima ao litoral da Baixada Santista, detectando a frequência de eventos extremos (ressacas), como forma de prevenção para a população urbana adjacente e tomada de decisões dos órgãos públicos. O objetivo é fazer um levantamento estatístico de dados de ondas e seus parâmetros a partir de resultados de simulação numérica fornecidos pela Marinha do Brasil e compará-los com estudos e a realidade histórica divulgada nos meios de comunicação. O principal parâmetro é a altura significativa das ondas, pois a energia da onda é diretamente proporcional à sua altura. Verificou-se que o período de maior incidência de eventos extremos é de abril a setembro de cada ano, sendo os meses de abril e setembro os que apresentam as maiores alturas significativas, no entanto são os meses de maio, agosto e setembro que apresentam a maior constância de mares grandes.
- ItemAcesso aberto (Open Access)Eventos climáticos extremos e seus reflexos na vulnerabilidade social e ambiental em Santos/SP(Universidade Federal de São Paulo, 2022-08-04) Kiguti, Lívia Sayumi Honda [UNIFESP]; Avancini, Gabriella Forato [UNIFESP]; Martins, Fernando Ramos [UNIFESP]; Franco, Pacita Lopez; http://lattes.cnpq.br/3240440463632016; http://lattes.cnpq.br/9012359647335296; http://lattes.cnpq.br/6999260536507436; http://lattes.cnpq.br/4558633486414889; Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Segundo relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), Santos aparece na lista de cidades brasileiras litorâneas com grau de vulnerabilidade elevado aos impactos das mudanças do clima, junto com Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Vitória. A vulnerabilidade social e ambiental ocasionada por eventos climáticos extremos pode ser notada mais frequentemente em regiões costeiras, isso se deve à predominância de chuva intensas, tempestades, inundações e erosão costeira, que provocam enchentes, deslizamentos e inundações, além de afetarem a infraestrutura dessas regiões. Dessa forma, é proposto realizar uma investigação sobre vulnerabilidade social e ambiental com relação às alterações climáticas na cidade de Santos, município litorâneo do estado de São Paulo, visto que grande parte da cidade está em áreas altamente vulneráveis à eventos extremos de chuva, visando assim, verificar os eventos climáticos históricos da cidade e seus impactos socioambientais. A presente pesquisa tem como objetivo analisar a frequência de eventos extremos na região de Santos-SP associando-os ao histórico de chuvas e às mudanças climáticas.
- ItemAcesso aberto (Open Access)Eventos climáticos extremos no ABC Paulista: identificação via Índice Padronizado de Precipitação, condições oceânicas associadas e impactos no nível do reservatório Rio Grande(Universidade Federal de São Paulo, 2021-08-12) Oliveira, Marina de [UNIFESP]; Drumond, Anita Rodrigues de Moraes [UNIFESP]; Rosário, Nilton Manuel Évora do [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/9719233997872020; http://lattes.cnpq.br/3317951774132214; http://lattes.cnpq.br/5620682111415152As alterações no clima têm contribuído com o aumento da ocorrência e intensidade de eventos climáticos extremos. A precipitação é uma das variáveis que permite caracterizar a variabilidade do clima. O Índice Padronizado de Precipitação (SPI) é um indicador que permite detectar eventos climáticos secos e úmidos através de dados de precipitação acumulada em diferentes escalas. Além disso, estudos têm explorado as interações oceano-atmosfera e a influência dos seus modos de variabilidade na climatologia da América do Sul. Entre eles destacam-se o ENOS (El Niño-Oscilação Sul) e o DSAS (Dipolo Subtropical do Atlântico Sul) associados a anomalias de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) nos oceanos Pacifico e Atlântico Sul, respectivamente. Os eventos climáticos, tanto os secos como os úmidos, podem gerar impactos negativos ambientais e socioeconômicos, incluindo o desabastecimento hídrico. Regiões mais vulneráveis tendem a ser mais impactadas por eventos extremos. O ABC Paulista, localizado a sudeste da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), é considerado uma região vulnerável diante de extremos climáticos. Compreende sete municípios e abrange a Represa Billings, que possui um dos importantes sistemas de abastecimento hídrico para a RMSP, o reservatório Rio Grande. Os objetivos deste trabalho foram (i) identificar e caracterizar os eventos climáticos secos e úmidos que ocorreram no ABC Paulista no período de 2000-2020 por meio do SPI, (ii) analisar possíveis relações entre os modos de variabilidade climática ENOS e DSAS e a ocorrência desses eventos e, (iii) a partir de um estudo de caso, avaliar a aplicabilidade do SPI no monitoramento e a análise da variação do nível do reservatório Rio Grande. Dados de precipitação do produto de satélite GPM/IMERG foram utilizados no cálculo do SPI para as escalas de acumulação de 1, 3, 6 e 12 meses visando a identificação dos eventos climáticos. As condições climáticas anômalas foram classificadas em leve, moderada, severa ou extrema, e os eventos úmidos e secos identificados segundo os parâmetros de duração, severidade, intensidade e pico. Os índices oceânicos EN3.4 (ENOS), SASDI e SAODI (DSAS) foram extraídos do CPC/NOAA e da página de Teleconexões da UNIFEI. Foram feitas correlações de Pearson entre o SPI e os índices oceânicos para avaliar a variabilidade linear conjunta. Já os dados do nível (m) do reservatório Rio Grande foram obtidos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). As análises dos eventos climáticos utilizando o SPI mostraram que as condições úmidas predominaram na primeira década (2000-2010) e as secas na segunda (2010-2020). Foram encontrados 27 eventos úmidos e 25 secos (SPI-1), 15 úmidos e 13 secos (SPI-3), 6 úmidos e 6 secos (SPI-6) e 2 úmidos e 1 seco (SPI-12). O SPI se mostrou eficaz na identificação desses eventos. A correlação entre o SPI e o EN3.4 apresentou valores positivos ao longo do ano (com valor significativo de 0,50 a 95% em novembro), exceto em abril, outubro e dezembro. A correlação entre o SPI e o SASDI não apresentou nenhum mês com significância estatística, enquanto que, para o SAODI, foi encontrada correlação negativa (-0,40) com significância estatística em setembro. Os resultados confirmam a complexidade dos processos que controlam a precipitação no sudeste brasileiro, e particularmente a variabilidade associada ao DSAS precisa ser melhor explorada. Na análise com o nível, utilizou-se a escala SPI-12 e foram identificados dois eventos úmidos, o primeiro atingindo a categoria extremo (Jul/2009-Jan/2012) e o segundo na categoria moderado (Mar/2012-Nov/2013); e um seco na categoria severo (Dez/2013-Jun/2019). Anomalias positivas do SPI-12 coincidiram com anomalias positivas do nível do reservatório, assim como anomalias negativas em ambas as séries. Esse resultado mostra que o SPI, como indicador das condições climáticas, pode ser útil para o planejamento hídrico e alertas no contexto do reservatório Rio Grande.