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Efeitos do Hidrogel/AnxA12-26 na periodontite em camundongos selvagens e geneticamente deficientes para Anexina A1 (AnxA1-/-)
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-06) Silva, Bruna Carolina [UNIFESP]; Oliani, Sonia Maria [UNIFESP]; Stabili, Morgana Rodrigues Guimarães ; http://lattes.cnpq.br/6182929017622942; http://lattes.cnpq.br/5102737730539655; http://lattes.cnpq.br/2013164121026399
A periodontite é uma inflamação crônica do periodonto, em que os patógenos bacterianos iniciam uma resposta inflamatória local, que estimula o sistema imune inato e pode progredir por meio dos tecidos periodontais pela ação de citocinas e mediadores biológicos. Diversos estudos clínicos e pré-clínicos têm investigado a eficácia de agentes modulatórios da resposta imune no tratamento adjunto da periodontite, e os resultados têm se mostrado promissores. Considerando as diversas atividades biológicas previamente descritas, a proteína Anexina A1 (AnxA1) é uma importante moduladora endógena do processo inflamatório. Várias pesquisas têm mostrado o efeito protetor do peptídeo mimético Ac2-26 nos processos inflamatórios agudos e crônicos em resposta à infecção. No entanto, as ações da AnxA1 têm sido pouco estudadas na periodontite. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da aplicação local do Hidrogel/AnxA12-26 sobre a degradação dos tecidos periodontais mineralizados e não mineralizados, associado a progressão da periodontite em camundongos selvagens (WT) e geneticamente deficientes para AnxA1 (AnxA1-/-). A periodontite foi induzida com ligadura no 1° molar superior de camundongos machos C57BL/6, WT e AnxA1-/-(n = 10/grupo), seguida de aplicações locais de Hidrogel/AnxA12-26 e/ou água destilada (H2Od), por 7 e 14 dias. Os seguintes aspectos foram analisados: análises histopatológicas (Hematoxilina-Eosina, Azul de Toluidina e Picrosirius Red), imuno-histoquímicas para as expressões de ANXA1 e FPR2, ainda TNF-α, MMP-13, Runx2 por RT-qPCR, reabsorção óssea por Microtomografia computadorizada (µCT) e para análises de colágeno a Microscopia por Geração de Segundo-Harmônico (SHG). Após lesão, os animais tratados com Hidrogel/AnxA12-26 não apresentaram reações adversas e as avaliações histopatológicas, após 7 e 14 dias, mostraram redução das células inflamatórias no tecido gengival desse grupo experimental. Enquanto, nos camundongos WT e AnxA1-/-tratados com H2Od observamos exacerbado infiltrado inflamatório e aumento dos mastócitos de mucosa (MMCs). A aplicação local do hidrogel na mucosa diminuiu a expressão do mediador pró inflamatório TNF-α, enquanto nos AnxA1-/-a expressão foi significativamente aumentada. O tratamento Hidrogel/AnxA12-26, pelas análises de Picrosirius e SHG, mostra eficiência para impedir degradação do colágeno na matriz extracelular dos tecidos gengivais e redução na expressão de MMP-13. Diferentemente, os grupos tratados com água destilada apresentam maior perda do colágeno, com fibras desorganizadas e irregulares, e aumento na degradação de MMP-13. A maturação óssea foi avaliada pela expressão de Runx2 nos tecidos periodontais monstrando que os animais AnxA1-/- tiveram redução significativa da expressão de Runx2. Além disso, observamos imunorreatividade para ANXA1-FPR2 nas células ósseas (osteócitos, osteoblastos e osteoclastos) em todos os grupos com periodontite. Na análise de µCT, os camundongos AnxA1-/- demonstram maior perda óssea alveolar em 7 dias, enquanto os tratados com Hidrogel/AnxA12-26 não mostram efeitos significativos na periodontite experimental. No entanto, este tratamento reduz o número de osteoclastos nas lacunas de Howship no período de 7 dias. Em conjunto, nossos resultados mostram que o Hidrogel/AnxA12-26 é um biomaterial compatível com os tecidos gengivais, eficiente na regulação do processo inflamatório e remodelamento tecidual, contribuindo assim para aumentar o arsenal terapêutico na doença periodontal.
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A influência do estilo de apego na clínica e no tratamento de mulheres com Transtorno de Estresse Pós Traumático após violência sexual
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-05-03) Maciel, Mariana Rangel [UNIFESP]; Mello, Andrea de Abreu Feijó de [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/5024373026936383; http://lattes.cnpq.br/4304514986088514
Introdução: Estilos inseguros de apego estão estabelecidos como fator de risco para desenvolvimento de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e como preditores de evolução e resposta ao tratamento do quadro. Estilo de apego no adulto pode mudar a depender das experiências ao longo da vida e com o próprio tratamento. Objetivos: Procuramos investigar as dimensões de apego em mulheres adultas com TEPT após violência sexual, tratadas por 14 semanas com psicoterapia interpessoal ou medicação sertralina. Investigamos se houve mudança nas dimensões de ansiedade e evitação do apego ao longo do tempo; avaliamos se estas mudanças nas dimensões de apego foram mediadoras da resposta ao tratamento; e verificamos se a resposta ao tratamento esteve associada com as dimensões de ansiedade e evitação de apego. Métodos: Um grupo de 74 mulheres foi acompanhado por 14 semanas. Foram aplicadas a Escala de TEPT Administrada pelo Clínico-5 (CAPS-5) e a Escala Revisada de Apego no Adulto (RAAS) no início do estudo, na semana 8 e na semana 14 de tratamento. Realizamos um modelo paralelo de mediação para explorar se havia papel mediador de mudança no apego na redução dos sintomas do TEPT causada pelos dois tratamentos realizados, ou seja, efeito indireto via dimensões de evitação e ansiedade. Modelo linear múltiplo foi desenvolvido para explicar os valores das dimensões de apego no início do estudo. Dois modelos lineares mistos foram estruturados para verificar como cada uma das duas dimensões de apego variou ao longo do tempo de seguimento (desfecho RAAS), e como os sintomas de TEPT variaram ao longo das 14 semanas de acompanhamento em função das dimensões de apego e de outras variáveis relevantes (desfecho CAPS-5). Resultados: O modelo de mediação não evidenciou efeito indireto das intervenções nos sintomas de TEPT via dimensões de apego. Observamos no início do estudo relação de maior ansiedade do apego com experiências adversas na infância e adolescência; nenhuma variável relacionou-se com a dimensão evitação. A dimensão ansiedade do apego não mudou ao longo do tratamento. Já a dimensão evitação do apego apresentou aumento ao longo das 14 semanas, maior para as pacientes com mais sintomas de TEPT, de origem étnica não-branca (negras, pardas e asiática), e mais jovens. Analisando o desfecho dos sintomas de TEPT ao longo do tempo, observamos interação significativa e negativa com o tempo – redução dos sintomas de TEPT em relação ao início do estudo. A redução dos sintomas de TEPT foi quase 5 pontos maior nas mulheres negras, pardas ou asiáticas. Houve associação entre os sintomas de TEPT e apego; quanto maior o escore de ansiedade, maior o nível de sintomas de TEPT. Essa relação teve interação estatisticamente significante com tempo: valores maiores da CAPS são encontrados à medida que o escore de ansiedade do apego fica mais alto. Conclusão: As dimensões de apego apresentaram comportamento diferente do esperado, com aumento do nível de evitação ao longo do tratamento, apesar da redução dos sintomas de TEPT; este aumento foi maior nas mulheres que se mantiveram mais sintomáticas do TEPT. Maior ansiedade do apego esteve associada com pior resposta ao tratamento do TEPT.
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Todo paciente que você vê é uma lição muito maior que a doença que sofreu: uma análise da percepção sobre ciências de alunos fora de tratamento oncológico
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-04-25) Silva, Jailson Alves da [UNIFESP]; Rosalen, Marilena Aparecida de Souza [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/4999365849570415; http://lattes.cnpq.br/1842148474502844
Esta dissertação está inserida no debate educacional sobre a percepção dos conceitos em Ciências de alunos/pacientes fora de tratamento oncológico atendidos no ambiente escolar hospitalar do hospital do Grupo de Apoio ao Adolescente e a Criança com Câncer do Instituto de Oncologia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo (GRAACC-IOP-UNIFESP). Por meio de referenciais teóricos da área, busca-se compreender o conjunto de características relacionadas com os conceitos em Ciências aprendidos por esses alunos, como também as necessidades, interesses e motivações para o ensino de Ciências nesse ambiente escolar hospitalar, sendo nesse caso, um desdobramento de trabalho de conclusão de curso. A relevância dessa temática justifica-se na ideia de que o ensino de Ciências precisa ser planejado para ir além dos conceitos subjetivos de Ciências, avançando para leitura da sua linguagem, compreendendo a sua estrutura sintática e discursiva por meio de atividades práticas e de uma linguagem acessível para uma melhor assimilação dos conteúdos. Assim, o objetivo deste trabalho é conhecer e analisar a percepção dos alunos, que estiveram em tratamento oncológico, sobre estudar Ciências, buscando entender quais os significados atribuídos as Ciências por esses alunos. Para alcançar esse objetivo optou-se por uma pesquisa de campo qualitativa e descritiva no setor da EMAE – Escola Móvel/Aluno Específico e da clínica do Cfort – Clínica fora de tratamento no Hospital do GRAACC. Destaca-se que a proposta foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP e do Hospital do GRAACC. Como instrumentos de coleta de dados foram utilizados: análise de documentos oficiais da Escola Móvel; observação de aulas de Ciências; entrevista com alunos da clínica do Cfort. A análise ocorreu por meio da triangulação de dados. Como resultados foi possível destacar a importância das ciências para os alunos entrevistados e de como o ambiente hospitalar facilitou os estudos, uma vez que estes alunos tinham interesse em entender mais sobre sua doença e do seu tratamento.
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Eficácia e mecanismos de atividades condicionantes na melhora do desempenho físico
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-05-31) Vasconcelos, Gustavo César de [UNIFESP]; Pires, Flávio de Oliveira [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/1256465247257763; http://lattes.cnpq.br/4511607189631279; Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Objetivos: Esta tese é dividida em dois estudos, com objetivo de investigar à eficácia e mecanismos de atividades condicionantes na melhora do desempenho físico. O estudo um foi uma revisão sistemática com metanálise (RSMA) desenhada para quantificar o tamanho do efeito melhoria do desempenho pós-ativação (Post-activation performance enhancement; PAPE) no desempenho endurance, analisar a qualidade metodológica e o nível de evidência da literatura. O estudo dois verificou o nível de alteração na excitabilidade córtico-espinhal, potencialização pós ativação (PPA) e força de contração voluntária máxima (CVM) obtidas durante exercício de membro inferior, após contrações voluntárias condicionantes em membro superior e inferior. Métodos: A RSMA foi conduzida de acordo com as diretrizes da Cochrane, realizada a partir da busca em dez bases de dados sem restrição de idioma. O risco de viés foi analisado através da Rob2 e certeza da evidência pelo GRADE. Foi realizada uma metanálise de tamanhos de efeito por modelo de efeitos aleatórios. O estudo dois utilizou uma CVM de flexão de cotovelo e extensão de joelho (2 x 5 s) para potencializar o desempenho na CVM e no tempo limite (Tlim) da contração a 70% da CVM para tarefa de extensão de joelho, enquanto medidas da excitabilidade córtico-espinhal e muscular de membros inferiores foram obtidas. Resultados: A RSMA revelou um efeito PAPE muito pequeno no desempenho de endurance (Z = 2,49; SMD = 0,15), sem influência do intervalo entre a execução das rotinas de condicionamento e o exercício de endurance ou da duração do exercício de endurance. O estudo 2 mostrou que exercício condicionante localizado apresenta melhores resposta de desempenho para CVM (p = 0,01), com efeitos nulos para tarefa de carga sustentada (p = 0,98), nenhuma alteração nas respostas neural quando comparado ao grupo remoto e controle. Conclusão: Concluímos que estratégias com exercícios de condicionamento são ineficazes para melhorar o desempenho de endurance, uma vez que o mecanismo clássico da PPA não tem efeito sobre tipo de exercício. Os resultados reforçam a eficácia de um exercício condicionante localizado na melhora do desempenho de força muscular.
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Vozes indígenas na UNICAMP: permanência e formação acadêmica na ótica dos estudantes, uma perspectiva crítica das políticas de apoio estudantil
(Universidade Federal de São Paulo, 2024-03-22) Santos, Vanilda Soares [UNIFESP]; Souza, Edvânia Ângela de [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/7361975407662731; http://lattes.cnpq.br/6364741632256911; Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Este estudo investiga as políticas de ações afirmativas na educação superior, com ênfase para a permanência estudantil de indígenas na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Busca compreender a efetividade dos auxílios ofertados pelo Serviço de Apoio ao Estudante (SAE), órgão que gerencia o programa de permanência estudantil da Unicamp, na perspectiva dos estudantes indígenas, A pesquisa empírica contemplou estudantes indígenas, admitidos no primeiro vestibular indígena da UNICAMP em 2019, adotou uma abordagem qualitativa e exploratória, empregando métodos de análise bibliográfica, documental e de campo. Baseando-se em fundamentos histórico-dialéticos e análise de conteúdo, o estudo focalizou o perfil socioeconômico, cultural e demográfico dos estudantes indígenas, beneficiários dos auxílios de permanência estudantil matriculados em 2019. Também foram realizadas entrevistas em profundidade com oito estudantes indígenas, com vistas a compreender a sua percepção em relação ao programa de permanência estudantil oferecido pela UNICAMP. Os dados revelam que os estudantes enfrentam dificuldades materiais, sociais e acadêmicas. Espera-se que este estudo, possa subsidiar o aprimoramento e a adaptação das políticas vigentes, promovendo, assim, um ambiente acadêmico mais inclusivo e acessível aos estudantes indígenas na UNICAMP e quiçá em outras universidades.