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Title: Fatores associados ao consumo de alimentos ultraprocessados em adolescentes brasileiros - Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE (2012 e 2015)
Authors: Konstantyner, Tulio [UNIFESP]
Silva, Janiquelli Barbosa [UNIFESP]
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Keywords: Adolescent
Food Consumption
Industrialized Foods
Health Surveys
Adolescente
Consumo Alimentar
Alimentos Industrializados
Inquéritos Epidemiológicos
Issue Date: 16-Dec-2019
Publisher: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Abstract: Objective: To identify the prevalence and factors associated with consumption of ultra-processed foods in Brazilian adolescents. Methods: Cross-sectional population-based study in a representative sample of adolescents participants of the National School Health Survey (PeNSE-2015), a Brazilian survey conducted by a self-administered questionnaire on students enrolled from the 6th grade of elementary school to the 3rd year of high school. Specifically, a representative variable of weekly consumption of ultra-processed foods was constructed through the estimated and weighted consumption of soft drinks, candies, fried salty, salty processed foods and fast food. Excessive consumption of ultra-processed foods was attributed to consumption more than seven times a week. Descriptive and inferential analysis of demographic, socioeconomic, behavioral and environmental characteristics potentially associated with the outcome was performed. A multiple logistic model was adjusted to control confounding. Results: A total of 16,324 adolescents were studied. The prevalence of excessive consumption of ultra-processed foods in Brazil was 75.4% (CI 95%: 73.3% - 77.3%). The highest prevalence was estimated in the Southeast and the lowest in the North. Nine factors independently associated with the consumption of ultra-processed foods were identified; eight at risk: < 15 years of age (OR:1.42;p <0.001), daily sitting time greater than 4 hours (OR:1.81; p<0.001), eating watching TV or studying for more than 4 days at week (OR:1.45;p <0.001), daily TV use time greater than 3 hours (OR:1.44; p<0.001), breakfast frequency less than 4 days per week (OR:1.17; p <0.001), have a cell phone (OR:1.49; p<0.001), attend private school (OR:1.26; p=0.003) and located in the urban area (OR:1.50; p=0.004); and one of protection: absent maternal scholarity (OR:0.66;p <0.001). Conclusion: The results express the multifactorial characteristic of the consumption of ultra-processed foods and suggest the need for the elaboration and execution of health policies to guide the damages of the excessive consumption of these foods and the importance of adopting healthy behaviors for this population group. The dimensions of determination of the identified factors point to opportunities for intervention in different contexts, such as actions to regulate the availability, labeling and advertising of ultra-processed foods; and measures that promote the adoption of healthy lifestyles with a focus on reducing sedentary behaviors and on food and nutrition education in the school and family environment.
Objetivo: Identificar a prevalência e fatores associados ao consumo de alimentos ultraprocessados em adolescentes brasileiros. Métodos: Estudo transversal de base populacional em amostra representativa de adolescentes participantes da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE-2015), inquérito brasileiro realizado por questionário autoaplicável em alunos matriculados do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Especificamente, foi construída uma variável representativa do consumo semanal de alimentos ultraprocessados baseada na estimativa do consumo agrupado e ponderado de refrigerante, guloseimas, salgados fritos, alimentos industrializados salgados e fast food. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados foi atribuído ao consumo superior a sete vezes na semana. Foi realizada análise descritiva e inferencial das características demográficas, socioeconômicas, comportamentais e ambientais potencialmente associadas ao desfecho. Um modelo logístico múltiplo foi ajustado para controle do confundimento. Resultados: Foram estudados 16.324 adolescentes. A prevalência do consumo excessivo de alimentos ultraprocessados no Brasil foi de 75,4% (IC95%: 73,3% - 77,3%). A maior prevalência foi estimada na região Sudeste e a menor na região Norte. Foram identificados nove fatores associados de forma independente ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados; oito de risco: idade inferior a 15 anos (OR:1,42; p<0,001), tempo diário sentado superior a 4 horas (OR:1,81; p<0,001), comer assistindo TV ou estudando por mais de 4 dias na semana (OR:1,45; p<0,001), tempo diário de uso de TV superior a 3 horas (OR:1,44; p<0,001), frequência de desjejum inferior a 4 dias semanais (OR:1,17; p<0,001), possuir celular (OR:1,49; p<0,001), ser de escola privada (OR:1,26; p=0,003) e localizada na zona urbana (OR 1,50; p=0,004); e um de proteção: escolaridade materna ausente (OR:0,66; p<0,001). Conclusão: Os resultados expressam a característica multifatorial do consumo de alimentos ultraprocessados e sugerem a necessidade da elaboração e execução de políticas de saúde para orientação sobre os prejuízos do consumo destes alimentos e a importância da adoção de comportamentos saudáveis para este grupo populacional. As dimensões de determinação dos fatores identificados apontam para oportunidades de intervenção em diferentes contextos, como ações de regulamentação da disponibilidade, rotulagem e publicidade de alimentos ultraprocessados; e medidas que promovam a adoção de hábitos de vida saudáveis com foco na redução de comportamentos sedentários e na educação alimentar e nutricional no ambiente escolar e familiar.
URI: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59829
Other Identifiers: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8249143
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