Função sexual em usuárias de métodos contraceptivos reversíveis de longa duração

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Data
2020-12-18
Autores
Matos, Beatriz Nery De [UNIFESP]
Orientadores
Bella, Zsuzsanna Ilona Katalin De Jarmy Di [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
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Resumo
This study’s aim is to identify the possible impacts of the contraceptive methods LARC (long acting reversible contraception) (DIU Cu) or levonorgestrel releaser (DIU-LNG) and subcutaneous implant) in the female sexual function. It is a comparative study, prospective not randomized in women attended at the Family Planning ambulatory on Escola Paulista de Medicina – UNIFESP in São Paulo, taken before the LARC method insertion and 6 months later. It envolved 120 women aged 18 to 50 years, all fertile women, sexually active, of single partner, whom informed to have had sexual relation in the 4 weeks prior to the study. For the data collection, a questionnaire with sociodemographic information was used, as well as the female sexual function index translated to Portuguese in Brasil and a questionnaire about the contraceptive method satisfaction by the Likert scale. The analysis were made using Excel and a statistic software called R, the tests of Wilcoxon, Kruskal-Wallis and Bonferroni were also used. Results: Group 1 had women who used DIU Cu, group 2 used subcutaneous implant and group 3 DIU-LNG, all the three with 40 women each whom filled up the questionnaire, on all the groups most of them were aged 18 to 26 years - 42,5% at group 1, 63,4% at group 2 and 52,5% at group 3. The FSFI global average presented significant differences after the copper DIU insertion (p=0,0023) on the domains: desire, excitation and orgasm, on the DIU-LING (p=0,0363) on the domains: desire and excitation. The FSFI global average after the subcutaneous implant insertion did not present significant differences (p=0,2641). On the satisfaction method questionnaire of Likert, the group 3 presented highest average in all the analyzed variables. Concludes that the intrauterine devices presented positive impact on the female sexual function, while the subcutaneous did not present any variation on the sexual function. However, new studies are necessary to investigate the long term impact of these methods, inquiring if this improve on the sexuality will keep up over the years as well as to investigate the side effects that may cause a dissatisfaction with these methods.
O objetivo desse estudo é identificar o possível impacto dos métodos contraceptivos LARC (dispositivo intrauterino de cobre (DIU-TCu) ou liberador de levonorgestrel (DIU-LNG) e implante subcutâneo) na função sexual feminina. Trata-se de estudo comparativo, prospectivo não randomizado realizado em mulheres acompanhadas no ambulatório de Planejamento Familiar da EPM-UNIFESP em São Paulo, antes e 6 meses após a inserção do método LARC. Incluiram-se 120 mulheres com idade entre 18 e 50 anos, no menacme, sexualmente ativas, com parceiro fixo, que relataram relações sexuais nas 4 semanas anteriores ao estudo. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário com informações sociodemográficas, o Índice de função sexual feminina validado para a lingua portuguesa no Brasil (FSFI) e um questionário sobre a satisfação do contraceptivo, através da Escala de Likert. As análises foram realizadas no Excel e no software estatístico R, e os testes de Wilcoxon, Kruskal-Wallis e Bonferroni foram utilizados. Resultados: Um total de 40 mulheres do grupo 1 (DIU-TCu), 40 mulheres do grupo 2 (Implante subcutâneo) e 40 mulheres do grupo 3 (DIU-LNG) completaram os questionários, a maioria com idade entre 18 e 26 anos (42,5% grupo 1), 63,4% grupo 2 (Implante subdérmico) e 52,5% grupo 3. A média global do FSFI apresentou diferença significativa após a inserção do DIU-TCu (p=0,0023) nos domínios: desejo, excitação e orgasmo e do DIU-LNG (p=0,0363) nos domínios: desejo e excitação. A média global do FSFI após a inserção do implante subcutâneo não apresentou diferença significativa (p=0,2641). No questionário de satisfação com o método de Likert, o grupo 3 apresentou maior média em todas as variáveis analisadas. Conclui-se que os dispositivos intrauterinos apresentaram impacto positivo na função sexual feminina, enquanto o implante subcutâneo não apresentou alterações no funcionamento sexual. No entanto, faz-se necessário novos estudos para investigar o impacto destes métodos a longo prazo, averiguando se essa melhora na sexualidade se sustentará ao longo dos anos e investigar os efeitos colaterais que podem levar a uma insatisfação com estes métodos.
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