A função mecânica do miocárdio remanescente a um infarto do miocárdio é normal durante o período de cicatrização, embora exista insuficiência cardíaca

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Data
2006-02-01
Autores
Peron, Alessandra P. O. N. [UNIFESP]
Saraiva, Roberto Magalhães [UNIFESP]
Antonio, Ednei Luiz [UNIFESP]
Tucci, Paulo José Ferreira [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Artigo
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Resumo
OBJECTIVE: The temporal relation between ventricular dysfunction (VD) after myocardial infarction (MI) and remanent myocardium mechanics is not yet clear. The present work investigated - through Doppler echocardiography (ECHO) - ventricular function in rats with extensive MI, as well as the mechanical function of papillary muscles (PM) at the end of the healing period. METHODS: ECHO and PM of 9 Wistar rats (MI) were studied against 9 controls (C) three weeks after LV myocardial infarction. The following were determined: developed tension (DT) and its first negative and positive derivative, time-to-peak tension (TPT), resting tension (RT), and relaxation time at 50% of DT at 0.5, 1.0, 1.5, 2.0 and 2.5 calcium concentrations (mM). Tetanic contractions were carried out after ryanodine administration at 1.5, 2.5 and 5.0 calcium concentrations. RESULTS: VD was characterized by ECHO, with marked abnormality of diastolic volume and LV and ejection fraction in addition to clear restrictive pattern of blood flow through the mitral valve. No significant difference was found in myocardial mechanics data either for MI or for C rats. CONCLUSION: The heart failure (HF) reported by MI rats with > 40% MI at the end of the healing period is not myocardial function dependent. Chamber structural changes and lower population of myocites should base VD and HF.
OBJETIVO: A relação temporal entre disfunção ventricular (DV) após infarto do miocárdio (IM) e função mecânica do miocárdio remanescente não está estabelecida. O trabalho analisou, por ecodopplercardiograma (ECO), a função ventricular de ratos com IM de grandes dimensões e a função mecânica de músculos papilares (MP) no término do período de cicatrização. MÉTODOS: Estudados ECO e MP de 9 ratos Wistar (IM), três semanas após IM e 9 controles (C). Determinaram-se: tensão desenvolvida (TD) e sua primeira derivada positiva e negativa, tempo de pico de tensão, tensão de repouso e tempo de relaxamento a 50% de TD em concentrações de cálcio (em mM) de 0,5, 1,0, 1,5, 2,0 e 2,5. Após rianodina, foram promovidas contrações tetânicas em concentrações de cálcio de 1,5, 2,5 e 5,0. RESULTADOS: O ECO caracterizou DV com marcada anormalidade do volume diastólico e da fração de ejeção do VE, além de nítido padrão restritivo do fluxo sangüíneo pela valva mitral. Não foi identificada diferença significante entre os dados de mecânica miocárdica dos ratos IM e C. CONCLUSÃO: A insuficiência cardíaca (IC) que ocorre em ratos com IM > 40% do VE, no final do período de cicatrização, não depende de disfunção miocárdica. As modificações estruturais da câmara e a menor população de miócitos devem fundamentar a DV e a IC.
Descrição
Citação
Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC, v. 86, n. 2, p. 105-112, 2006.