Abordagem laboratorial no diagnóstico da alergia alimentar

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Data
2007-09-01
Autores
Cocco, Renata Rodrigues [UNIFESP]
Camelo-Nunes, Inês Cristina [UNIFESP]
Pastorino, Antonio Carlos
Silva, Luciana Rodrigues
Sarni, Roseli Oselka Saccardo [UNIFESP]
Rosario Filho, Nelson Augusto
Solé, Dirceu [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Artigo
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Resumo
OBJCTIVE: Review the available laboratory tests used to assist in the diagnosis of IgE-mediated and non-IgE-mediated food allergy. DATA SOURCES: Papers in English and Portuguese published in PubMed and Embase, in the last ten years. Terms searched were food allergy, diagnose and laboratory, isolated and/or associated. DATA SYNTHESIS: The diagnostic approach to food allergy reactions includes a good medical history, laboratory studies, elimination diets and blinded food challenges. More recently, the use of a quantitative measurement of food-specific IgE antibodies has been shown to be more predictive of symptomatic IgE-mediated food allergy. Food-specific IgE serum levels exceeding the diagnostic values indicate that the patient is greater than 95% likely to experience an allergic reaction if he/she ingests the specific food. Such decision point values have been defined just for some foods and inconsistent results were obtained when allergy to the same food was studied in different centers. Food challenges, in particular the double-blind placebo-controlled food challenge (DBPCFC), represent the most reliable way to establish or rule out food hypersensitivity. CONCLUSIONS: A number of recent developments are improving the predictive value of some laboratory tests for the diagnosis of food allergies. However, to date, no in-vitro or in-vivo test shows full correlation with clinical food allergy and the DBPCFC remains the gold standard for the definitive diagnosis of specific food allergies. There is an urgent need for new and fundamentally improved diagnostic approaches, which must be validated in patients with food allergy confirmed by a positive DBPCFC.
OBJETIVO: Revisar os exames laboratoriais disponíveis utilizados no diagnóstico da alergia alimentar mediada ou não por IgE. FONTES DE DADOS: Artigos publicados em base de dados PubMed e Embase (língua inglesa e portuguesa) nos últimos dez anos. As palavras-chave utilizadas como fonte de busca foram alergia alimentar, diagnóstico e laboratório, isolados e/ou associados. SÍNTESE DOS DADOS: A abordagem diagnóstica das reações alérgicas a alimentos inclui história clínica completa, estudos laboratoriais, dietas de eliminação e desencadeamentos cegos com alimentos. Recentemente, a medida quantitativa de anticorpos IgE específicos a alimentos tem mostrado ser mais preditiva de alergia alimentar sintomática mediada por IgE. Níveis séricos de IgE específica a alimento que excedam os valores diagnósticos indicam que o paciente tem chance maior que 95% de apresentar uma reação alérgica se ingerir o alimento em questão. Estes valores de decisão foram definidos para alguns alimentos e resultados inconsistentes são obtidos ao se estudar diferentes populações. Os desencadeamentos com alimento, especialmente o duplo-cego controlado por placebo (DADCCP), representa a maneira mais confiável de estabelecer ou descartar o diagnóstico de hipersensibilidade alimentar. CONCLUSÕES: Número crescente de aquisições tem melhorado o valor preditivo de alguns testes laboratoriais empregados no diagnóstico de alergias alimentares. Entretanto, até hoje, não há teste in vitro ou in vivo que mostre correlação completa com a clínica da alergia alimentar. O DADCCP continua sendo o padrão-ouro no diagnóstico definitivo de alergia alimentar específica. São necessárias, urgentemente, novas abordagens diagnósticas válidadas em pacientes com alergia alimentar confirmada por DADCCP positivo.
Descrição
Citação
Revista Paulista de Pediatria. Sociedade de Pediatria de São Paulo, v. 25, n. 3, p. 258-265, 2007.
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