Educação e Migrações: Interculturalidade, Desafios e Possibilidades na Escola Pública e o Currículo Da Cidade – Povos Migrantes

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Data
2024-06-12
Autores
Ferreira, Regina de Almeida [UNIFESP]
Orientadores
Freitas, Marcos Cezar [UNIFESP]
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
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Resumo
A migração estrangeira e o refúgio são temáticas recorrentes em pesquisas dos diversos campos do saber, inclusive no campo da educação, de forma mais aprofundada quanto ao direito à educação. A partir da compreensão de que o Brasil é marcado pela diversidade cultural dos diversos grupos étnicos, fruto de diásporas que trouxeram e trazem suas tradições e saberes. Nesse contexto, analisar a educação para migrantes para além do direito à educação ganha destaque frente aos novos fluxos migratórios, que vem evidenciando o processo de feminização e aumento no número de crianças e adolescentes, assim como, a partir da publicação inédita do Currículo da Cidade: Povos Migrantes, publicado em 2021, que destaca a importância e valorização das diferenças culturais e interculturalidade no chão da escola pública, por meio da inclusão e respeito à diversidade. O presenta trabalho apresenta uma revisão bibliográfica das categorias de análise da educação pública e fluxos migratórios, articulados no Estado da Arte (BRAGA, 2019b) sobre as relações sociais, educação como direito, barreiras procedimentais e atitudinais; a presença de latino-americanos nas escolas públicas (BRAGA, 2019 e MOLINARI, 2016); aprendizado da língua portuguesa e o papel dos movimentos sociais (BRAGA, 2018), alfabetização de imigrantes da Bolívia (MOLINARI, 2016) e a intersecção diversidade cultura e deficiência (FREITAS, 2021; 2021b e 2022). Com isso, foi possível observar ainda que o idioma seja apresentado como uma barreira à inclusão e integração social, por professores, gestores entre outros agentes educacionais, dominar o idioma não minimiza a barreira da diferença. Assim como, as mudanças das políticas educacionais, ou ausência delas, fragilizam a equidade, qualidade e terminalidade das oportunidades educacionais, inclusive sob a naturalização de um ordenamento empresarial à instituição escolar, sob uma dinâmica de esvaziamento de práticas inclusivas, que afetam os grupos historicamente excluídos nas escolas públicas, dentre esses os imigrantes pobres. Por fim, a falta de formação inicial e continuada adequada a diversidade cultural, assim como conteúdos e metodologias pensadas a partir do todo como prática inclusiva são importantes e relevantes frente a construção de uma educação e consequentemente uma sociedade multicultural inclusiva.
Foreign migration and refuge are recurring themes in research in different fields of knowledge, including in the field of education, in more depth regarding the right to education. Based on the understanding that Brazil is marked by the cultural diversity of different ethnic groups, the result of diasporas that brought and still bring their traditions and knowledge. In this context, analyzing education for migrants beyond the right to education gains prominence in light of new migratory flows, which have been highlighting the process of feminization and increase in the number of children and adolescents, as well as the unprecedented publication of the City Curriculum: Migrant Peoples, published in 2021, which highlights the importance and appreciation of cultural differences and interculturality on the public school floor, through inclusion and respect for diversity. This work presents a bibliographic review of the categories of analysis of public education and migratory flows, articulated in the State of the Art (BRAGA, 2019b) on social relations, education as a right, procedural and attitudinal barriers; the presence of Latin Americans in public schools (BRAGA, 2019 and MOLINARI, 2016), learning the Portuguese language and the role of social movements (BRAGA, 2018), literacy among immigrants from Bolivia (MOLINARI, 2016) and the intersection of diversity and culture and disability (FREITAS, 2021; 2021b and 2022). With this, it was also possible to observe that the language is presented as a barrier to inclusion and social integration by teachers, managers and other educational agents, mastering the language does not minimize the barrier of difference. Likewise, changes in educational policies, or lack thereof, weaken the equity, quality and terminality of educational opportunities, including under the naturalization of a business order to the school institution, under a dynamic of emptying inclusive practices, which affect groups historically excluded from public schools, including poor immigrants. Finally, the lack of initial and continuing training appropriate to diversity cultural, as well as content and methodologies designed from the whole as an inclusive practice are important and relevant in the construction of education and consequently an inclusive multicultural society.
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