I Write Gender Not Politics: como o emo da década de 2000 questionou estruturas de identidade e gênero (mas não políticas)

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Data
2023
Autores
Correia, Júlia Goularte [UNIFESP]
Orientadores
Quinalha, Renan Honório [UNIFESP]
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
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Resumo
A globalização não difundiu apenas modos de produção e fluxos mundo afora; houve também uma exportação e imposição de formas de ser e viver, de se identificar e portar. A cultura emo surge do coração dos centros capitalistas, dos filhos daqueles que definiram os padrões sociais, como uma resposta às restrições de suas vidas - especialmente seus gêneros. Com uma estética caracteristicamente escura, voltada para a introspecção e a análise e catarse dos próprios sentimentos, e uma comunidade de fãs que ainda vive, e que esteve presente para a expansão da internet e dos mundos virtuais, o emo marcou gerações que, em retrospecto, enxergariam essa “fase” com embaraço. Por seu teor não-confrontacional e apelativo para grandes massas, o emo encontrou limites em seu poder de impactar o mundo, e passou a ser uma identidade comercializável que, no entanto, trouxe mudanças para toda a sociedade, especialmente sobre como expressam a própria identidade - de gênero, sexual ou em sentidos mais amplos -, no mundo e interagem com outras formas de ser e viver. O presente estudo pretende entender o impacto do emo da década de 2000 na compreensão de gênero de seus jovens fãs, além de avaliar como e até que ponto seu formato o encaixou - e o limitou - aos moldes culturais do modelo neoliberal.
Descrição
Citação
Correia, Júlia Goularte. I Write Gender Not Politics: como o emo da década de 2000 questionou estruturas de identidade e gênero (mas não políticas). 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Relações Internacionais) - Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Política, Economia e Negócios, Osasco, 2023.