Avaliação da prevalência de osteoporose, parâmetros de fragilidade óssea e fatores de risco associados na doença pulmonar obstrutiva crônica

dc.audience.educationlevelMestrado
dc.contributor.advisorCastro, Marise Lazaretti [UNIFESP]
dc.contributor.authorOkuma, Mariana Gomes Adas [UNIFESP]
dc.contributor.institutionUniversidade Federal de São Paulopt
dc.date.accessioned2022-07-22T13:50:45Z
dc.date.available2022-07-22T13:50:45Z
dc.date.issued2020-11-26
dc.description.abstractChronic obstructive pulmonary disease (COPD) is a highly prevalent condition that imposes a considerable burden for the population worldwide. Chronic complications related to COPD are not restricted to the lungs and may affect several extrapulmonary systems. Osteoporosis is one of the most neglected complications of COPD, imposing a higher risk of fractures and increased morbidity and mortality. Objectives: To assess, in a case-control study, the prevalence of fractures due to frailty and osteoporosis assessed by densitometry (DXA), in addition to identifying the risk factors of these conditions in individuals with COPD. Materials and Methods: The study included individuals with COPD (COPD group; COPDG) undergoing clinical follow-up at a tertiary outpatient clinic in an academic hospital, and age- and sex-matched controls without COPD (control group; CG). Measurements of the spine and femoral bone mineral density (BMD) were obtained from all individuals by DXA. Osteoporosis was diagnosed at a T score ≤ - 2.5. Total fractures were assessed from the patients' clinical history and thoracic and lumbar spine radiographs. Blood was collected for measurement of markers of bone remodeling (CTX and P1NP) and serum levels of parathyroid hormone and 25-hydroxyvitamin D (25OHD). All patients underwent pulmonary function test. Different statistical tests were used to compare the data, and p values ≤ 0.05 were considered significant. Results: Overall, 91 individuals were included in the COPDG (60.1% men, age 66.2±9.2 years) and 81 individuals in the CG (58% men, age 64.1±8.9 years). The prevalence of total fractures in the COPDG was 57.1%, and the risk of fracture in this group was 4.7-fold greater than that in the CG, with the femoral neck BMD emerging as the best predictor of total fractures. The COPDG, compared with the CG, presented a higher prevalence of fractures associated with falls (36.3% vs. 7.4%, respectively, p<0.01), osteoporosis (29.7% vs. 17.3%, respectively, p<0.01), and lower BMD in the three sites analyzed (L1-L4 1.050±0.190 vs. 1.130±0.230, respectively, p=0.01; femoral neck 0.860±0.130 vs. 0.960±0.180, respectively, p<0.01; and total femur 0.920±0.140 vs. 1.030±0.180, respectively, p<0.01). Vertebral fractures were more prevalent in men with COPD compared with controls (24% vs. 6.5%, respectively, p=0.02). The COPDG, in relation to the CG, presented a 2.6-fold higher risk of osteoporosis and lower levels of CTX (0.322±0.170 ng/mL vs. 0.378±0.190 ng/mL, respectively, p=0.04) and 25(OH)D (24.04 ng/mL vs. 28.8 ng/mL, respectively, p=0.01). In the CG, the risk of fractures increased with femoral neck T- score values ≤ -2.7, while in the COPDG, this risk was significantly increased at T- score values ≤ -0.6. Conclusions: Individuals with COPD have about a two-fold greater risk of osteoporosis and almost a five-fold greater risk of fractures than individuals without COPD, a difference that was more evident in male patients. Even though the femoral neck T score was the best predictor of fractures, the fractures in the COPDG occurred at higher BMD values than expected, showing that the pulmonary disease is an independent marker of fracture risk.en
dc.description.abstractA doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) possui elevada prevalência e traz uma grande carga para a população mundial. Suas complicações crônicas não se restringem ao sistema respiratório, podendo apresentar diversas repercussões extrapulmonares. A Osteoporose é uma das complicações mais negligenciadas no acompanhamento de DPOC, trazendo maior risco de fraturas e elevando a morbimortalidade. Objetivos: Em um estudo caso-controle, avaliar a prevalência de fraturas por fragilidade e de osteoporose densitométrica, além de identificar seus respectivos fatores de risco para indivíduos com DPOC. Casuística e Métodos: Foram incluídos indivíduos com DPOC (GDPOC) seguidos clinicamente em ambulatório terciário de hospital escola, e voluntários sem DPOC para o grupo controle (CG), pareados para idade e sexo. A medida da densidade mineral óssea (DMO) da coluna e fêmur foram obtidas por densitometria óssea (DXA) em todos indivíduos. Osteoporose foi diagnosticada quando T-score<-2,5. Fraturas totais foram avaliadas por história clínica e por radiografias de coluna torácica e lombar. Foi realizada uma coleta de sangue matinal em jejum para dosagens de marcadores de remodelação óssea (CTX e P1NP), paratormônio e 25 hidroxivitamina D (25OHD) e todos realizaram prova de função pulmonar. Os dados foram comparados através de diferentes testes estatísticos e o p considerado significativo se ≤ 0,05. Resultados: Foram incluídos 91 indivíduos no GDPOC [60,4% homens; idade 66,2+9,2 anos] e 81 indivíduos no GC [58% homens, idade 64,1+ 8,9 anos]. A prevalência de fraturas totais no GDPOC foi 57,1%; com uma chance 4,7 vezes maior do que o GC (p<0,01), sendo a DMO do colo do fêmur o melhor preditor. Comparado com o GC, o GDPOC apresentou maior prevalência de quedas com fraturas (36,3% x 7,4%, p<0,01, respectivamente) e de Osteoporose (29,7% x 17,3%, p<0,01). A DMO foi menor no GDPOC do que o GC nos três sítios analisados (L1-L4 1,050+ 0,190 x 1,130 + 0,230, p =0,01; colo fêmur 0,860+0,130 x 0,960+0,180, p<0,01 e fêmur total 0,920+0,140 x 1,030+ 0,180, p<0,01, respectivamente). As fraturas vertebrais foram mais prevalentes em homens com DPOC, comparados com controles (24% x 6,5%; p=0,02). O GDPOC apresentou 2,6 mais chances de osteoporose comparado ao GC (p=0,04). O CTX foi menor no GDPOC (0,322+0,170 x 0,378+0,190 ng/ml, p=0,04), assim como a 25OHD (24,04 x 28,8 ng/ml, p=0,01). No GC, a chance de fratura elevou-se significativamente com valores de T-score de colo de fêmur <-2,7. Por outro lado, no GDPOC as fraturas ocorreram a partir de um T-score <-0,6. Conclusões: Indivíduos com DPOC possuem cerca de duas vezes mais osteoporose e quase cinco vezes mais risco de fraturas do que indivíduos sem DPOC e esta diferença foi mais evidente no sexo masculino. Embora o T-score de colo de fêmur tenha sido o melhor preditor de fraturas, no GDPOC as fraturas aconteceram com DMO maiores do que as esperadas, mostrando que a doença pulmonar é um marcador independente para risco de fratura.pt
dc.description.sourceDados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2020)
dc.format.extent105 p.
dc.identifierhttps://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9968158pt
dc.identifier.fileMARIANA GOMES ADAS OKUMA.pdf
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11600/64760
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectChronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD)en
dc.subjectOsteoporosisen
dc.subjectOsteoporosept
dc.subjectFragilidade Ósseapt
dc.subjectDoença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOCpt
dc.titleAvaliação da prevalência de osteoporose, parâmetros de fragilidade óssea e fatores de risco associados na doença pulmonar obstrutiva crônicapt
dc.typeDissertação de mestrado
unifesp.campusSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)pt
unifesp.graduateProgramMedicina (Endocrinologia e Metabologia)pt
unifesp.knowledgeAreaEndocrinologia E Metabologiapt
unifesp.researchAreaDiagnóstico E Terapêuticapt
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