Do nistagmo às provas calóricas com ar e com água

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Data
2011-01-26
Autores
Perrella de Barros, Anna Carolina Marques [UNIFESP]
Orientadores
Caovilla, Heloisa Helena [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
Título da Revista
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Resumo
Purpose: to compare the nystagmus response in air (50°C/24°C) and water (44°C/30°C) caloric tests. Method: controlled cross-sectional study in 40 healthy individuals without any symptoms or signs of either hearing or balance disorders who were not making use of any medications. The individuals underwent an otoneurological evaluation, including air (50°C/24°C) and water (44°C/30°C) caloric tests. Results: Comparing air and water caloric tests, no significant difference was found among the values of slow-phase velocity post-caloric nystagmus regarding the stimulation order, between ears and between the values of unilateral weakness and directional preponderance. Slow-phase velocity values were higher in water than in air stimulation (p=0.008, p<0.001). Cold stimulation evoked more intense responses than warm stimulation in both air and water tests (p<0.001). Conclusion: In air (50°C/24°C) and water (44°C/30°C) caloric tests, the post-caloric nystagmus is similar in terms of slow-phase velocity values in both ears, higher responses in the cold temperature, unilateral weakness and directional preponderance results but it is different with regard to slow-phase velocity values which are higher in water test.
Objetivo: comparar o nistagmo pós-calórico da prova com ar a 50 e 24°C com o da prova com água a 44 e 30°C. Método: estudo transversal controlado em 40 indivíduos hígidos, sem sintomas e sinais de alteração da audição e do equilíbrio corporal e que não estavam fazendo uso de medicamentos. Os indivíduos foram instruídos quanto ao preparo do exame e submetidos à avaliação vestibular incluindo a prova calórica com ar a 50 e 24°C e com água a 44 e 30°C. Os mesmos foram distribuídos de forma aleatória em dois grupos, segundo a ordem de estimulação calórica, ora iniciando com ar, ora com água. Resultados: À comparação das provas com ar e com água, não houve diferença significante entre os valores da velocidade angular da componente lenta (VACL) do nistagmo pós-calórico quanto à ordem de realização das estimulações, entre as orelhas e entre os valores de predomínio labiríntico e de preponderância direcional. Os valores de VACL foram maiores nas estimulações com água do que com ar (p=0,008; p<0,001). A temperatura fria evocou respostas mais intensas do que a temperatura quente nas provas com ar e com água (p<0,001). Conclusão: A prova calórica com água apresenta valores de VACL maiores do que a prova calórica com ar, mas ambas as provas apresentam semelhança nos valores da VACL maiores na temperatura fria e nos resultados dos valores relativos de predomínio labiríntico e preponderância direcional do nistagmo.
Descrição
Citação
PERRELLA, Anna Carolina Marques. Do nistagmo às provas calóricas com ar e com água. 2011. 48 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2011.