Correlação entre imagem de ressonância magnética e imagem por microscopia de hipocampos de pacientes com epilepsia do lobo temporal mesial com esclerose de hipocampo

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Data
2010-04-28
Autores
Gonçalves, Ariadne Sanches [UNIFESP]
Orientadores
Silva, Alexandre Valotta da [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
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Resumo
The mesial temporal lobe epilepsy (MTLE) is the most frequent form of refractory epilepsy in adults. The most common pathological finding is the hippocampal sclerosis (HS), characterized by neuronal loss and gliosis, especially in the Sommer sector (CA1 and prosubiculum) and the hilar region (CA4), with relative preservation of CA2, subicullum and granular layer of DG. The diagnosis of HS by MRI is characterized by an increased volume and/or decreased hippocampal signal on T2 weighted or FLAIR sequence, and may be accompanied by changes in shape and internal structure of the hippocampus. This works aims to achieve the co-registration of images obtained by magnetic resonance and histopathological findings in sclerotic hippocampi of MTLE patients. We used hippocampi of MTLE patients subjected to surgery and necropsy cases (controls). Firstly, control hippocampi were used for technical adjustments of the protocol, which was than applied to MTLE cases. 3D volumes were obtained from histological and MR images. The co-registration of theses volumes was obtained by using reference points (landmarks). The mean number of landmarks in control cases was 16 (sixteen) and, in sclerotic hippocampus, tests were made using 9, 16 e 32 points. Based on the results, it was possible to establish common spatial coordinates for histological and MR images, in order to allow point-to-point correlations. Satisfactory results were obtained with sclerotic hippocampi, although with less quality
A epilepsia do lobo temporal mesial (ELTM) é a forma mais freqüente de epilepsia focal refratária ao tratamento farmacológico em adultos. O achado anatomopatológico mais comum é a esclerose hipocampal (EH), caracterizada por perda neuronal e gliose, especialmente no setor de Sommer (CA1 e prosubiculum) e na região hilar (CA4), com relativa preservação de CA2, subiculum e camada granular do GD. O diagnóstico da EH pela RM se traduz por diminuição do volume e/ou aumento do sinal hipocampal nas seqüências ponderadas em T2 ou na seqüência FLAIR, podendo ser acompanhados de modificação no formato e na estrutura interna do hipocampo. Este trabalho pretende realizar o co-registro de imagens obtidas por ressonância magnética e os achados histopatológicos de hipocampos escleróticos de pacientes com ELTM. Foram utilizados hipocampos de pacientes com ELTM submetidos a cirurgia e indivíduos necropsiados (controles). Em um primeiro momento os hipocampos controle foram utilizados na adequação técnica do protocolo, que em seguida foi aplicado aos casos de ELTM. Foram obtidas imagens histológicas e de RM e gerados volumes 3D. O co-registro desses volumes foi obtido utilizando pontos de referência (“landmarks”). A quantidade de pontos de referência nos controles foi em média 16 (dezesseis) e nos hipocampos escleróticos foram feitos testes com 9, 16 e 32 pontos. Baseados nesses resultados foi possível determinar coordenadas espaciais comuns às imagens de microscopia e de RM, a fim de permitir correlações ponto-à-ponto. Com relação aos hipocampos escleróticos, obtivemos resultados satisfatórios, porém com uma qualidade inferior em relação aos controles.
Descrição
Citação
GONÇALVES, Ariadne Sanches. Correlação entre imagem de ressonância magnética e imagem por microscopia de hipocampos de pacientes com epilepsia do lobo temporal mesial com esclerose de hipocampo. 2010. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2010.