Caracterização Morfológica e Tecidual de Lesões Culpadas em Pacientes comInfarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST Após Uso deFibrinolítico. Análise com Ultrassom Intracoronário e TecnologiaiMAP®

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Data
2014-09-01
Autores
Souza, Cristiano Freitas de
Maehara, Akiko
Lima, Eduardo
Guimarães, Leonardo de Freitas C.
Carvalho, Antonio Carlos [UNIFESP]
Alves, Claudia Maria Rodrigues [UNIFESP]
Caixeta, Adriano [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Artigo
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Resumo
Introdução:Atualmente, existe grande debate acerca da fisiopatologia do infarto agudo do miocárdio e da composição tecidual e morfológica das lesões responsáveis por eventos isquêmicos. Entretanto, poucos estudos investigaram a aplicabilidade da tecnologia iMAP® na caracterização tecidual desses pacientes. Avaliamo pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST pós-fibrinolítico com ultrassom intravascular em escala de cinzas e com a tecnologia iMAP®, a fim de descrever a composição tecidual das lesõe culpadas pelo infarto agudo do miocárdio.Métodos:Foram avaliadas três artérias coronárias epicárdicas com ultrassom intravascular em escala de cinzas e com a tecnologia iMAP® de 25 pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST pós-trombólise, com critérios de reperfusão.Resultados:A média de idade foi de 51 ± 11,5 anos, com predomínio do sexo masculino (72%). A artéria mais frequentemente envolvida foi a coronária direita (48%). O ultrassom intravascular mostrou que as lesões culpadas eram longas (extensão de 31,0 ± 17,2 mm) e com elevado porcentual de volume de placa (58,5 ± 5,1%). No ponto de maior obstrução, ou seja, na área luminal mínima, a carga de placa foi de 82,5 ± 7,5%. Além disso, o índice de remodelamento médio foi de 1,4 ± 1,0, denotando remodelamento positivo. As análises pelo iMAP®, tanto da lesão, quanto da área luminal mínima, mostraram predomínio em termos porcentuais de componente fibrótico e necrótico, quando comparados aos demais.Conclusões:As lesões ateroscleróticas culpadas pelo infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST apresentaram predomínio de remodelamento arterial positivo e do componente necrótico na composição da placa culpada, o que corrobora, in vivo, a principal fisiopatologia da doença aterosclerótica aguda.
Background:Currently, there is a great debate about the pathophysiology of acute myocardial infarction and tissue composition and morphology of lesions responsible for ischemic events. However, few studies have investigated the applicability of tissue characterization using iMAPTM technology in these patients. We evaluated patients with ST-segment elevation myocardial infarction after thrombolytic therapy with grayscale intravascular ultrasound and iMAPTM technology to describe the tissue composition of the culprit lesions.Methods:Twenty-five ST-segment elevation myocardial infarction patients with successful reperfusion had the three major epicardial coronary arteries evaluated by grayscale intravascular ultrasound and iMAPTM technology.Results:Mean age was 51 ± 11.5 years with a prevalence of males (72%). The artery most often involved was the right coronary artery (48%). Intravascular ultrasound showed that the culprit lesions were long (mean extension 31.0 ± 17.2 mm) with a high percent of plaque volume (58.5 ± 5.1%). At the point of highest obstruction (minimal luminal area), the plaque burden was 82.5 ± 7.5%. Furthermore, the mean remodeling index was 1.4 ± 1.0, indicating positive remodeling. iMAPTM analysis of the lesion and minimal luminal area showed a prevalence of fibrotic and necrotic components when compared to other components.Conclusions:In ST-segment elevation myocardial infarction patients, the culprit lesion showed a prevalence of positive arterial remodeling and the necrotic core component in the composition of the culprit plaque corroborating in vivothe main pathophysiology of acute atherosclerotic disease.
Descrição
Citação
Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva. Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista - SBHCI, v. 22, n. 3, p. 225-232, 2014.
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