Alterações dimensionais do palato em crianças respiradoras bucais submetidas á expansão rápida da maxila.

Imagem de Miniatura
Data
2023-08-10
Autores
Chaves, Rony Wilson [UNIFESP]
Orientadores
Cappellette Júnior, Mario [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Resumo
Introdução: O desequilíbrio do padrão respiratório compromete o desenvolvimento craniofacial e a hipoplasia da maxila é uma alteração esquelética frequente em crianças respiradoras bucais. A expansão rápida da maxila garante o ganho ósseo por sua ação ortopédica, favorecendo o crescimento e desenvolvimento do complexo nasomaxilar. Este estudo propõe um método de avaliação do arco maxilar por meio de imagens tomográficas pré e pós-expansão rápida da maxila de crianças respiradoras bucais, correlacionando, a curto prazo, as alterações dimensionais com possível melhora dos sinais, favorecendo a respiração nasal e utilização de questionário validado. Métodos: Amostra foi composta por 100 imagens tomográficas de 50 pacientes respiradores bucais (idade variando de 6 anos e 8 meses a 13 anos e 9 meses, média de idade de 10.1) da Disciplina de Otorrinolaringologia Pediátrica, sendo 25 meninos (média de idade de 9,9 anos) e 25 meninas (média de idade de 10.3 anos) avaliados por meio de questionários de qualidade de vida e submetidos expansão rápida da maxila no ambulatório do Centro do Respirador Bucal. Todas as crianças foram submetidas à expansão rápida da maxila e avaliadas por meio de tomografia computadorizada em dois tempos, pré-tratamento T1 e após 6 meses da expansão rápida da maxila T2. As comparações entre as tomografias computadorizadas iniciais (T1) e finais (T2) foram realizadas com o auxílio do programa de manipulação de imagens InVivo6® (Anatomage, San Jose, California) e as melhoras subjetivas da qualidade de vida foram avaliadas por meio de questionário validado. Resultados: Quanto ao perímetro, observou-se um aumento significativo de 159.7 mm (IC 95%: 157.0, 162.3) em T1 para 164.8 mm (IC 95%: 161.8, 167.7) em T2 (p < 0.001). O aumento foi de 5.1 mm (IC 95%: 3.4, 6.8), correspondente a um aumento percentual de 3.2%. Observou- se a mesma tendência de aumento significativo nas crianças do sexo feminino (+5.5, p < 0.001, +3.5%) e nas crianças do sexo masculino (+4.7, p < 0.001, +2.9%). Quanto aos domínios da QV, observou-se uma diminuição nos escores médios, indicando melhora na QV em todos os domínios. As diferenças pré-pós ERM foram significativas no domínio 2 (p=0.020) e no domínio 4 (p=0.047), mas não no domínio 1 (p=0.177) nem no domínio 3 (p=0.484). Não se registaram diferenças significativas em nenhum dos domínios entre crianças do sexo feminino e masculino nos escores médios da QV em T1 (p>0.05), em T2 (p>0.05). Conclusão: A expansão esquelética como recurso ortopédico ortodôntico promoveu ganho em largura e diminuição ântero-posterior, pelo achatamento da maxila, observamos um ganho real de massa óssea na região palatina, desta forma promovendo aumento do volume do espaço aéreo nasal; no curto prazo, houve melhora da qualidade de vida que foi semelhante nos grupos avaliados.
Introduction: Behavioral pattern imbalance compromises craniofacial development, and maxillary hypoplasia is a frequent skeletal alteration in mouth-breathing children. Rapid maxillary expansion ensures bone gain due to its orthopedic action, favoring the growth and development of the nasomaxillary complex. This study proposes a method for assessing the maxillary arch using pre- and post-rapid maxillary expansion tomographic images of mouth-breathing children, correlating, in the short term, dimensional changes with possible improvement of the nasal resistance using a validated questionnaire. Methods: The sample consists of 100 tomographic images of 50 mouth-breathing patients (ages ranging from 6 years and eight months to 13 years and 11 months, mean age 10.1 years) from the Otolaryngology-Pediatric Discipline, 25 of whom are boys (mean age 9.9 years) and 25 girls (mean age 10.3 years) underwent rapid maxillary expansion, computed tomography and were evaluated pre-treatment (T1) and post-treatment six months after (T2) rapid maxillary expansion. Comparisons between the initial (T1) and final (T2) CT scans were performed using the InVivo6® software (Anatomage, San Jose, California). Subjective improvements in quality of life were assessed using a validated quality of life questionnaire (MBQoL). Results: As for the perimeter, there was a significant increase from 159.7 mm (95% CI: 157.0, 162.3) at T1 to 164.8 mm (95% CI: 161.8, 167.7) at T2 (p < 0.001). The increase was 5.1 mm (95% CI: 3.4, 6.8), corresponding to a percentage increase of 3.2%. Note the same trend of significant growth in female children (+5.5, p< 0.001, +3.5%) and in male children (+4.7, p < 0.001, +2.9 %). Regarding the QoL domains, a decrease in mean scores was observed, indicating an improvement in QoL in all domains. Pre-post ERM differences were significant in domain 2 (p=0.020) and domain 4 (p=0.047), but not in domain 1 (p=0.177) nor in domain 3 (p=0.484). There were no significant differences in any of the domains between female and male children in the mean QoL scores at T1 (p>0.05), at T2 (p>0.05). Conclusion: The skeletal expansion with the orthopedic and orthodontic resource has a gain in width and an anteroposterior decrease due to the flattening of the maxilla; we observed a real growth in bone mass in the palatal region, thus leading to an increase in the volume of the nasal air space, in the short term, there was an improvement in quality of life that was similar in the evaluated groups.
Descrição
Citação