Hipertensão arterial em crianças e adolescentes

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Data
2021-02-11
Autores
Gallego, Victoria [UNIFESP]
Orientadores
Fernandes, Liliam [UNIFESP]
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
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Resumo
A pressão arterial é a força motriz exercida pelo sangue contra a parede vascular, responsável por garantir o aporte sanguíneo a todos os territórios do organismo. É definida pelo débito cardíaco (DC) e pela resistência periférica total (RPT), e controlada por mecanismos complexos e redundantes, envolvendo basicamente os sistemas nervoso autônomo, renina-angiotensina e renal. A hipertensão arterial (HA) é a principal causa de doença cardiovascular e morte prematura em todo o mundo. Trata-se de uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial. Está bem estabelecida a relação direta e linear do aumento da pressão arterial com a idade; sendo assim, a faixa etária de maior risco corresponde aos idosos acima de 65 anos. No entanto, a porcentagem de crianças e adolescentes com diagnóstico de HA em todo o mundo foi duplicada nas últimas duas décadas, com prevalência de 3% a 5%. Dados populacionais brasileiros são ainda muito escassos, porém, estima-se que a HA possa ocorrer entre 2 a 13% da população de crianças e adolescentes. Sabe-se que a obesidade e a ingestão excessiva de sódio são fatores diretamente correlacionados à HA. Em crianças e adolescentes, o aumento do consumo de alimentos de alto valor energético e a associação com a falta da prática de atividade física contribuem para que esses fatores de risco se tornem cada vez mais presentes. A aferição da pressão arterial infantil se dá pelo percentil para sexo, idade e altura. O diagnóstico da HA infanto- juvenil requer exames específicos que vão além da medição em consultório, para que sejam evitados quadros como a Hipertensão Arterial do Avental Branco e a Hipertensão Arterial Mascarada. O tratamento farmacológico da HA em crianças e adolescentes depende primeiramente da correlação com causas anteriores, e geralmente é acompanhado de terapia não farmacológica. O presente estudo se propôs a apresentar um resumo sobre a fisiopatologia da HA e do tratamento farmacológico, bem como abordar questões relevantes a respeito da HA em crianças e adolescentes, incluindo a metodologia de aferição de pressão arterial neste grupo de pacientes, os requisitos para diagnóstico e as abordagens terapêuticas correntes.
Blood pressure is the motive power exerted by blood towards the vessel wall, responsible for ensuring blood supply to all body system. It is defined by cardiac output (CO) and by total peripheral resistance (TPR), and monitored by complex and redundant mechanisms, involving the autonomic nervous system, renin–angiotensin system and renal system. Arterial hypertension (AH) is the main leading cause of cardiovascular diseases and premature death worldwide. It is a multifactorial clinical condition characterized by elevated and sustained blood pressure levels. The immediate and straight relationship between high blood pressure levels and age is well established; therefore, the age group with the highest risk of life corresponds to the elderly people above 65 years. However, the worldwide percentage of children and adolescents diagnosed with AH has duplicated over the past two decades, with 3 to 5% prevalence. Data about Brazilian population are still scarce; however, it is assumed that AH may occur in 2 to 13% children and adolescent citizens. It is known that obesity and excessive sodium dietary intake are determining factors towards AH. In children and adolescents, the rise of consumption of highenergy foods in association with the lack of physical activity have contributed to these risk factors becoming more and more present. Blood pressure in children is measured using the percentile for sex, age and height. The diagnosis of AH for children and adolescents requires specific tests that go beyond measurement with a doctor, in order to avoid conditions such as White Coat Hypertension and Masked Hypertension. The pharmacological treatment of AH in children and adolescents depends at first on the correlation with previous causes and is usually guided by nonpharmacological therapy. The present study aimed to present a summary of the pathophysiology of AH and pharmacological treatment, as well to address relevant issues considering AH in children and adolescents, including the methodology for measuring blood pressure in this group of patients, the requirements for diagnosis and current therapeutic approaches.
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