Avaliação comportamental e eletrofisiológica do processamento auditivo em indivíduos com Neurofibromatose do tipo 1 pré e pós treinamento auditivo

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Data
2021
Autores
Fontanelli, Raquel Caroline Ferreira Lopes [UNIFESP]
Orientadores
Gil, Daniela [UNIFESP]
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
Objective: To verify the effectiveness of acoustically controlled auditory training in individuals with Neurofibromatosis Type 1. Methods: The sample consisted of 14 individuals with Type 1 Neurofibromatosis, regardless of gender and manual preference, aged between nine and 31 years, randomly distributed into two groups, making up the intervention group: six individuals undergoing acoustically controlled auditory training; and to the comparison group: eight individuals who were not submitted to the intervention. The subjects were evaluated for the quantitative and qualitative performance of the behavioral assessment of central auditory processing and electrophysiological evaluation, composed by the research of Brainstem Auditory Evoked Potential with click stimulus and Long Latency-P300 Auditory Evoked Potential with tonal stimulus. The evaluations were carried out in three moments: initial evaluation, reevaluation and after four months of reevaluation and comparing the performance between the groups in the behavioral and electrophysiological evaluations. The acoustically controlled auditory training was composed by special auditory tests in an acoustic booth, with control of the level of presentation of the stimuli, in progressively adverse listening conditions, performed in nine individual sessions with a weekly frequency, lasting 50 minutes. After auditory training, the individuals who received the intervention answered the Questionnaire after Formal Auditory Training to describe self-perception of the effect of auditory training. Statistical analysis consisted of the Asymmetry and Kurtosis tests, Student's t-test for independent samples, Pearson's Chi-square test or Fisher's exact test extension, Cochran's test (Homogeneity of Variance) and Mann-Whitney test. The analysis of statistical significance was considered 5%. Results: When analyzing the behavioral responses of central auditory processing, better performances were observed after the acoustic controlled auditory training in the intervention group with significant differences between the evaluations and performance maintenance four months after the end of the training for the auditory closure auditory skills, figure-background for verbal sounds, temporal ordering for verbal sounds and binaural interaction and for the underlying physiological mechanisms of discrimination of inter-stimulus pauses. Significant differences were observed between the groups in the evaluations after the intervention in the quantitative and qualitative analyzes. The electrophysiological evaluation shows unsystematic variation in the short latency potentials and changes in the long latency potentials with the appearance of the P3 wave after the intervention, with latency and amplitude within the normal range; these positive changes in performance have remained stable and have improved over time for both behavioral and electrophysiological assessment. The behavioral and electrophysiological evaluation in the group that was not submitted to the intervention demonstrated that there is no improvement without the intervention, with deterioration of performance being observed in the physiological mechanisms of temporal processing and binaural interaction in the behavioral evaluation. When comparing the performance between the groups, significant differences were observed in the behavioral and electrophysiological evaluations, in favor of the group submitted to acoustically controlled auditory training. Patients were able to measure the benefits of auditory training in the Post-Formal Auditory Training Questionnaire. Conclusions: Acoustically controlled auditory training is effective in rehabilitation in individuals with Neurofibromatosis Type 1.
Objetivo: Verificar a eficácia do treinamento auditivo acusticamente controlado em indivíduos com Neurofibromatose Tipo 1. Métodos: A amostra foi constituída por 14 indivíduos com Neurofibromatose Tipo 1, sem distinção quanto ao gênero e preferência manual, com idades entre nove e 31 anos, distribuídos aleatoriamente em dois grupos, compondo o grupo intervenção: seis indivíduos submetidos ao treinamento auditivo acusticamente controlado; e ao grupo comparação: oito indivíduos que não foram submetidos à intervenção. Os sujeitos foram avaliados quanto ao desempenho quantitativo e qualitativo da avaliação comportamental do processamento auditivo central e avaliação eletrofisiológica, composta pela pesquisa do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico com estímulo clique e Potencial Evocado Auditivo de Longa Latencia-P300 com estímulo tonal. As avaliações foram realizadas em três momentos: avaliação inicial, reavaliação e após quatro meses da reavaliação e comparado o desempenho entre os grupos nas avaliações comportamental e eletrofisiológica. O treinamento auditivo acusticamente controlado foi composto atividades auditivas em cabina acústica, com controle do nível de apresentação dos estímulos, realizadas em nove sessões individuais. Após o treinamento auditivo, os indivíduos que receberam a intervenção, responderam ao Questionário pós Treinamento Auditivo Formal para a descrição da autopercepção do efeito do treinamento auditivo. A análise estatística foi composta pelos testes de Assimetria e Curtose, Teste t-Student para amostras Independentes, Chi-quadrado de Pearson ou Extensão do teste Exato de Fisher, Teste de Cochran (Homogeneidade de Variância) e Teste de Mann-Whitney. A análise da significância estatística foi considerada de 5%. Resultados: Ao analisar as respostas comportamentais do processamento auditivo central foi observado melhor desempenho após o treinamento auditivo acusticamente controlado no grupo intervenção com diferenças significativas entre as avaliações e a manutenção do desempenho após quatro meses do término do treinamento para as habilidades auditivas de fechamento auditivo, figura-fundo para sons verbais, ordenação temporal para sons verbais e interação binaural e para os mecanismos fisiológicos subjacentes de discriminação de pausas interestímulos. A avaliação eletrofisiológica demonstra variação assistemática nos potenciais de curta latência e mudanças nos potenciais de longa latência com aparecimento da onda P3 após a intervenção, com latência e amplitude dentro dos padrões de normalidade; essas mudanças positivas de desempenho mantiveram-se estáveis e aprimoram-se ao longo do tempo tanto para a avaliação comportamental e como para a eletrofisiológica. A avaliação comportamental e eletrofisiológica no grupo que não foi submetido à intervenção demonstrou que não ocorre melhora sem a intervenção, tendo sido observada deterioração de desempenho nos mecanismos fisiológicos de processamento temporal e interação binaural na avaliação comportamental. Ao comparar o desempenho entre os grupos foram observadas diferenças significantes nas avaliações comportamentais e eletrofisiológicas, a favor do grupo submetido ao treinamento auditivo acusticamente controlado. Os pacientes foram capazes de mensurar os benefícios decorrentes do treinamento auditivo no Questionário pós Treinamento Auditivo Formal. Conclusões: O treinamento auditivo acusticamente controlado é eficaz na reabilitação em indivíduos com Neurofibromatose Tipo 1.
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