Relação entre níveis séricos dos marcadores laboratoriais de colestase e intensidade do prurido

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Data
2021
Autores
Nietsche, Thais Reginatto [UNIFESP]
Orientadores
Ferraz, Maria Lucia Cardoso Gomes [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
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Resumo
Introduction: pruritus is a frequent and agonizing symptom that accompanies several liver diseases, particularly the cholestatic ones. It can be mild and tolerable, but it can also dramatically reduce the quality of life. It is still a challenge to determine the intensity of this symptom in an objective manner, however it is extremely relevant in research purposes or clinical practice. Low-cost cholestasis markers already used in the medical routine to assess the liver and bile ducts - such as alkaline phosphatase, gamma-glutamyltransferase and bilirubins - could be associated with the severity of cholestatic pruritus. Objective: to analyze whether there is a correlation between laboratory levels of cholestasis and the clinical intensity of pruritus. Methods: sixty patients with chronic cholestasis from the gastroenterology clinic were consecutively allocated. To the participants were applied: the Dermatology Quality of Life Index (DLQI), the 5D Pruritus Scale (5-DPS) and the Visual Analogue Scale (VAS). The results of laboratory tests were analyzed, particularly the cholestasis parameters, according to the scores obtained in the referred scales. Results: among patients with cholestasis 2/3 had pruritus. The presence or intensity of the pruritus, assessed with the VAS and 5-DPS instruments, as well as the quality of life estimated by the DLQI questionnaire, were not related to laboratory markers of cholestasis. Conclusion: There was no association between serum levels of laboratory markers of cholestasis and the intensity of pruritus. There was also no relationship between the values of these tests and the impact on patients' quality of life.
Introdução: Prurido é um sintoma frequente e agonizante que acompanha várias doenças hepáticas, particularmente as colestáticas. O sintoma pode ser leve e tolerável, mas também pode reduzir drasticamente a qualidade de vida. Ainda é um desafio determinar a intensidade deste sintoma de forma objetiva, porém é muito relevante tanto em pesquisa como na prática clínica. Existe controvérsia se os marcadores de colestase utilizados na rotina médica - fosfatase alcalina (FA), gamaglutamiltransferase (GGT) e bilirrubinas – poderiam ter associação com a gravidade do prurido colestático. Objetivo: Analisar se há correlação entre os níveis laboratoriais de colestase e a intensidade clínica do prurido. Métodos: Foram alocados consecutivamente 60 pacientes com colestase crônica dos ambulatórios de Gastroenterologia da UNIFESP. Aos participantes aplicaram-se: o Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia (DLQI), a Escala de Prurido 5D (EP5-D) e a Escala Visual Analógica (EVA). Foram analisados os resultados dos exames laboratoriais, particularmente os parâmetros de colestase, conforme as pontuações obtidas nas referidas escalas. Resultados: Entre os pacientes com colestase estudados, 2/3 apresentaram prurido. A presença ou a intensidade do prurido, avaliada com os instrumentos EVA e EP5-D, assim como a qualidade de vida estimada pelo questionário DLQI, não se relacionaram com os marcadores laboratoriais de colestase. Conclusão: Embora o prurido da colestase seja de ocorrência frequente na prática clínica, poucos estudos avaliaram a relação entre intensidade do prurido e marcadores laboratoriais de colestase. No presente estudo esta associação não se confirmou, assim como também não foi identificada qualquer relação entre níveis de FA e GGT e repercussão na qualidade de vida dos pacientes.
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