Fatores relacionados ao preparo para transição de pacientes crônicos pediátricos para a assistência em clínicas de adulto

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Data
2021
Autores
Bafi, Fernanda Souza Angotti Carrara [UNIFESP]
Orientadores
Terreri, Maria Teresa De Sande E Lemos Ramos Ascensao [UNIFESP]
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
Objective: The aim of this study was to verify the readiness and factors related to the transition process of pediatric chronic patients to care in adult clinics through the use of the specific instrument - Transition Readiness Assessment Questionnaire (TRAQ). Method: In this cross-sectional prospective study, with 308 patients aged from 16 to 21 years under follow-up in various medical pediatrics specialties, the degree of readiness for transition was assessed using the Transition Readiness Assessment Questionnaire (TRAQ) and its domains and associations with demographic data, clinical data, socioeconomic level, medication adherence, family functionality and parental satisfaction with the health service were evaluated. Results: The following participants were included: 101 patients from the rheumatology, 84 from the hematology, 45 from the gastroenterology, 34 from the cardiology, 22 from the nephrology and 22 from the pneumology. The median TRAQ score was 3.7 (3.2 – 4.2) and in the univariate analysis, the best preparation was associated with female patients, socioeconomic class AB, active job, with higher level of education, with nonfailure school year, going to consultations alone, with a functional family, with good knowledge of the disease and medications, and those belonging to the specialty of rheumatology. The sample showed a low correlation between TRAQ and age, except for the domain “Talking to the team” that showed no correlation. TRAQ had good internal consistency (alpha-Cronbach 0.86). In the multiple linear regression with the dependent variable TRAQ score, the variables that showed significance were female gender, older patients, socioeconomic class A-B, adolescents with better knowledge of the disease and medications and with independence to go to consultations alone. Conclusion: The TRAQ instrument can guide healthcare professionals to identify specific areas of approach in order to support adolescents with chronic diseases to set goals for their own personal development and better prepare them to enter the adult healthcare system. In this study, female patients, advanced age, better socioeconomic level, with better knowledge of the disease and medications and with independence to go to appointments alone had better TRAQ scores.
Objetivo: verificar os fatores relacionados ao melhor preparo para transição de pacientes crônicos pediátricos para a assistência em clínicas de adulto através do uso do instrumento específico - Questionário de Avaliação do Preparo para a Transição (TRAQ). Método: Neste estudo transversal, com 308 pacientes de 16 a 21 anos em acompanhamento em diversas especialidades médicas pediátricas, foi avaliado o grau de preparo para transição através do TRAQ e seus domínios e foram realizadas associações com dados demográficos, dados clínicos, nível socioeconômico, adesão medicamentosa, funcionalidade familiar e satisfação dos pais com o serviço de saúde. Resultados: Os pacientes foram provenientes das seguintes especialidades: reumatologia (101), hematologia (84), gastroenterologia (45), cardiologia (34), nefrologia (22) e pneumologia (22). A mediana de escore do TRAQ foi 3,7 (3,2 – 4,2); na análise univariada o melhor preparo foi associado com pacientes do sexo feminino, classe socioeconômica A-B, trabalho, ensino superior, não repetência de ano escolar, ida às consultas sozinhos, família funcional, bom conhecimento da doença e dos medicamentos e acompanhamento na especialidade da reumatologia pediátrica. A amostra apresentou correlação baixa entre o TRAQ e idade, exceto para o domínio “Falando com a equipe” onde não houve correlação. O TRAQ apresentou uma boa consistência interna (alfa-Cronbach 0,86). Na regressão linear múltipla com a variável dependente escore TRAQ, as variáveis que tiveram significância foram sexo feminino, pacientes mais velhos, classe socioeconômica A-B, adolescentes com melhor conhecimento da doença e dos medicamentos e com independência para ir às consultas sozinhos. Conclusão: O instrumento TRAQ pode orientar os profissionais de saúde a identificar áreas específicas de abordagem no sentido de apoiar os adolescentes com doenças crônicas a definir metas para seu próprio desenvolvimento pessoal e melhor prepará-los para entrar no sistema de saúde de adultos. Neste estudo, pacientes do sexo feminino, idade avançada, melhor nível socioeconômico, com melhor conhecimento da doença e dos medicamentos e com independência para ir às consultas sozinhos tiveram melhor escore TRAQ.
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