Análise da resposta inflamatória de camundongos BALB/c imunizados com vesículas extracelulares de Leishmania (Leishmania) amazonensis

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Data
2022-12-19
Autores
Souza, Bruna Barros de [UNIFESP]
Orientadores
Batista, Patricia Xander [UNIFESP]
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
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Resumo
Leishmanioses são consideradas doenças tropicais negligenciadas, causadas por protozoários do gênero Leishmania. Algumas espécies do gênero Leishmania podem liberar espontaneamente vesículas extracelulares (VEs) contendo fatores de virulência do patógeno, que podem interagir com macrófagos e outras células do sistema imunológico, contribuindo para a patogênese da leishmaniose. Sabe-se que essas VEs participam da relação parasita-hospedeiro e nosso grupo demonstrou que a imunização de camundongos BALB/c com VEs de Leishmania amazonensis leva a proteção parcial em animais desafiados com o parasita. No entanto, ainda não está completamente esclarecido o perfil das respostas inflamatória e imunológica nos animais imunizados com VEs e desafiados com o parasita. O desenvolvimento deste estudo teve como objetivo analisar a resposta inflamatória no sítio da infecção de animais imunizados com VEs de L. amazonensis e posteriormente desafiados com o parasita. Foram avaliadas 26 lâminas histológicas de experimentos representativos de protocolos de imunizações com VEs na presença ou ausência de adjuvante. Os critérios para a documentação fotográfica e análise histomorfométrica foram estabelecidos para avaliar o infiltrado inflamatório, a carga parasitária e o número de células inflamatórias do tecido; e o software Image J foi também utilizado para as análises histológicas. O número de parasitas permaneceu praticamente constante em quase todos os grupos no protocolo de imunização com VEs DIV-P ou LT-P mais adjuvante em comparação com os grupos controles não imunizados. Porém, o infiltrado inflamatório foi menor nos grupos imunizados com VEs emulsificadas em adjuvante. A carga parasitária praticamente constante nos cortes histológicos sugere que, independentemente do grupo, o epitélio abriga parasitas e pode contribuir para a transmissão e reinfecção. Ao correlacionar os dados anteriores do nosso laboratório a este trabalho, as VEs DIV-P e LT-P utilizadas nos protocolos de imunização induziram efeito protetor e a análise dos infiltrados inflamatórios mostrou que os grupos imunizados apresentaram perfil menos inflamatório em comparação com animais não imunizados, levando a menor dano tecidual. Estudos adicionais ainda são necessários para avaliar a ação efetiva de VEs em protocolos de imunizações.
Leishmaniasis are considered neglected tropical diseases, caused by protozoa of the genus Leishmania. Some species of the genus Leishmania can spontaneously release extracellular vesicles (EVs) containing virulence factors of the pathogen, which can interact with macrophages and other cells of the immune system, contributing to the pathogenesis of leishmaniasis. These EVs are known to participate in the parasite host relationship and our group demonstrated that immunization of BALB/c mice with EVs from Leishmania amazonensis leads to partial protection in animals challenged with the parasite. However, the profile of inflammatory and immunological responses in animals immunized with EVs and challenged with the parasite is not yet fully understood. The development of this study aimed to analyze the inflammatory response at the site of infection in animals immunized with EVs of L. amazonensis and subsequently challenged with the parasite. Twenty-six histological slides from experiments representing immunization protocols with EVs in the presence or absence of adjuvant were evaluated. Criteria for photographic documentation and histomorphometric analysis were established to assess the inflammatory infiltrate, the parasite load and the number of inflammatory cells in the tissue; and Image J software was also used for histological analyses. The number of parasites remained virtually constant in almost all groups in the immunization protocol with EVs DIV-P or LT-P plus adjuvant compared to non-immunized control groups. However, the inflammatory infiltrate was lower in groups immunized with EVs emulsified in adjuvant. The practically constant parasite load in the histological sections suggests that, regardless of the group, the epithelium harbors parasites and can contribute to transmission and reinfection. By correlating previous data from our laboratory to this work, the EVs DIV P and LT-P used in the immunization protocols induced a protective effect and the analysis of inflammatory infiltrates showed that the immunized groups had a less inflammatory profile compared to non-immunized animals, leading to less tissue damage. Additional studies are still needed to evaluate the effective action of EVs in immunization protocols.
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