A importância da popularização do debate sobre saúde mental para problematizar o uso político de diagnósticos

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Data
2022-12-15
Autores
Quintas, Leticia Martins dos Santos [UNIFESP]
Orientadores
Moreira, Maria Inês Badaró [UNIFESP]
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
Título da Revista
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Resumo
O presente trabalho tem como objetivo abordar o uso de repertório psiquiátrico como um instrumento de desresponsabilização para delitos e atos preconceituosos tais como racismo, homofobia, machismo, etc. Este trabalho apresenta onze notícias disponíveis em meios digitais que mencionam o uso dessa denominação psiquiátrica durante o período de 2020 até 2021. Com isso, busca também demonstrar o histórico e as perspectivas do debate sobre o uso político de diagnósticos de acordo com os dispositivos de biopoder e biopolítica. É uma pesquisa qualitativa em que se efetuou levantamento das notícias por meio de buscas em várias mídias digitais. A partir da leitura do material, foram escolhidos 20 textos nos quais realizou-se uma análise de conteúdo das notícias em que foi possível ampliar o debate e problematizar o uso de linguagem psiquiátrica e supostos diagnósticos para minimizar ou evitar a criminalização pelo ato infracional cometido. Dos elementos analisados destacam-se três temas primordiais: Diagnóstico e Estrutura de Opressão; Estigma e Deslegitimação dos Transtornos Mentais e A Loucura no Sistema Penal. Além disso, aponta-se um caminho analítico em que é possível também ampliar o olhar sobre o cuidado em saúde mental, permitindo sua eventualização, desnaturalização e a elucidação de seu episteme. Conclui-se ser possível, por meio deste tipo de análise, problematizar o uso da linguagem psiquiátrica no sentido de desresponsabilizar por eventuais delitos e atos preconceituosos e também ampliar o olhar sobre este tema e favorecer novas formulações de cuidado para as práticas de saúde no âmbito da Atenção Psicossocial.
Descrição
Citação
QUINTAS, Leticia Martins dos Santos. A importância da popularização do debate sobre saúde mental para problematizar o uso político de diagnósticos. 2022. 56 f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Psicologia) - Instituto de Saúde e Sociedade, Universidade Federal de São Paulo, Santos, 2022.
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