Autorregulação emocional e variabilidade da frequência cardíaca em adolescentes: revisão sistemática

Imagem de Miniatura
Data
2021-12-01
Autores
Costa, Aron Gomes da [UNIFESP]
Orientadores
Cardoso, Thiago da Silva Gusmão [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Resumo
Introdução: Tendo em vista a difusão de práticas diagnósticas atualizadas acerca da autorregulação emocional em adolescentes, esta pesquisa reapresenta e aprofunda o conhecimento sobre a associação entre concomitantes fisiológicos e transtornos de humor. Objetivo: O objetivo principal da pesquisa foi revisar sistematicamente a literatura referente à autorregulação emocional e à variabilidade da frequência cardíaca em adolescentes, em condições normais e psicopatológicas do humor e ansiedade. Métodos: A metodologia utilizada foi a revisão sistemática da literatura, tendo sido consultadas as bases de dados Lilacs, PubMed e Web of Science. Resultados: Os estudos analisados indicam que a variação de gênero é relevante para a indexação de VFC em crianças, sendo o sexo feminino mais responsivo às análises de variabilidade, bem como a alta frequência mais adequada para a investigação sobre concomitantes psicofisiológicos desta natureza. Pode-se defender a presença de menor VFC nos transtornos de humor, ainda que apenas casos extremos apresentem viabilidade no uso diagnóstico deste marcador fisiológico. A associação entre VFC e as estratégias de regulação emocional em populações mais jovens é inconclusiva e carece de mais estudos. Fatores adicionais, tais como risco cardiovascular, pressão arterial sistólica, transtornos do sono, diabetes e obesidade detêm o potencial de produzir grandes alterações em respostas fisiológicas como a VFC, as quais não estão necessariamente ligadas aos transtornos de humor, ou à utilização de autorregulação emocional adaptativa. Conclusões: Constatou-se que há uma base muito restrita de estudos voltados a população jovem que analisaram a associação entre medidas de VFC e autorregulação adaptativa na população jovem com ou sem transtornos de humor, ainda que a ocorrência dos mesmos nessa população seja uma preocupação crescente nos sistemas de saúde.
Descrição
Citação