Autoeficácia parental nos cuidados ao recém-nascido durante o período de pandemia pela COVID-19

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Data
2022-11-28
Autores
Lima, Vitória de Jesus Diogenes [UNIFESP]
Orientadores
Balieiro, Maria Magda Ferreira Gomes [UNIFESP]
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
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Resumo
Introdução: a autoeficácia parental é o autoconhecimento dos pais sobre a capacidade de exercer ações da parentalidade de maneira eficaz. Nesse contexto, o envolvimento de familiares e amigos nessa função pode ter diminuído pelas medidas de controle da disseminação da Covid-19. Objetivo: analisar a autoeficácia parental nos cuidados ao recém-nascido a termo durante o período da pandemia pela Covid-19. Método: survey, realizado com pais de crianças nascidas na pandemia e com acesso às redes sociais no Brasil. Incluídos pais de crianças nascidas a termo e excluídos pais de bebês com patologias ou nascidos prematuros que estiveram internados no período neonatal. A pesquisa seguiu as normas de pesquisas com seres humanos. A coleta de dados ocorreu pelo envio do link da pesquisa nas mídias sociais e por meio da Técnica Bola de Neve. Foi aplicado um questionário com variáveis sociodemográficas, perinatais, do recém-nascido e o Checklist Autoeficácia parental em pais de recém-nascido a termo – Versão Brasileira. Os dados foram coletados pelo RedCap®, exportados para o Excel® e realizada a análise estatística simples e inferencial, utilizando teste de Dunn, Mann-Whitney e Teste T Student ou Coeficiente de Correlação de Spearman. Resultados: dos 119 participantes, a maioria (56,3%) residia em São Paulo, era do sexo feminino (95,8%), com companheiro (91,6%), cor branca (65,5%) e empregados (66,7%). A idade média foi de 31 anos, 38,7% possuíam pós-graduação, 66,4% dos pais afirmaram ter recebido ajuda nos cuidados do filho por familiares. Quanto às características do recém-nascido, 61% nasceram de parto cesáreo e 51,3% do sexo feminino. O escore médio da subescala de Autoeficácia Parental foi de 5,376 (escore 5 - um pouco confiante), para Importância das tarefas 6,4 (escore 6 - importante) e para a Competência parental autopercebida 5,665 (escore 5 - um pouco bem sucedido). Houve p-valor significante das subescalas do instrumento com itens das variáveis sociodemográficas e perinatais, além, de com os sentimentos mencionado pelos pais no cuidado ao recém-nascido. Pela matriz de correlação de spearman, todas as questões possuem uma associação direta entre a autoeficácia parental e competência parental autopercebida. Conclusão: os dados do estudo demonstraram que a autoeficácia parental na pandemia apresentou uma média menor. A detecção das atividades do cuidado infantil mais vulneráveis durante a pandemia pode ser elegível para o estabelecimento de ações de cuidado nas orientações na alta hospitalar e no acompanhamento ao recém-nascido e à família.
Descrição
Citação
LIMA, V.J.D. Autoeficácia parental autoeficácia parental nos cuidados ao recém-nascido durante o período de pandemia pela COVID-19. São Paulo, 2022. 59 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) - Escola Paulista de Enfermagem (EPE), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, 2022.
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