Remoção de lecitina de óleo bruto de soja por adsorção em sacarose

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Data
2020-12-16
Autores
Rodrigues, Ana Amelia De Lurdes Coelho [UNIFESP]
Orientadores
Bresolin, Igor Tadeu Lazzarotto [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
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Resumo
Degumming is the first stage on the refining process of vegetable oil. It consists in extraction operation that aims to remove the gum present in the crude oil. This is an important step that prevents the formation of sludge, oil rancidity and oxidation, among other negative effects throughout the refining process. The objective of this work was to investigate a possible alternative method for removing lecithin from vegetable oils, a process known as degumming. The study was based on the use of sucrose as a lecithin adsorbent material. The current methods employed are wet degumming and acid degumming, which consist of adding water or a mixture of water and acid to the crude oil, respectively, which can negatively contribute to the quality of the oil and the extracted lecithin. As a result, it is interesting to develop an alternative method of degumming, which presents satisfactory performance, does not use water and acids, does not generate residue and which is energy efficient. For this purpose, the characteristics of the sugar were determined, such as porosity and granulometry, the kinetic and balance data was collected, intending to obtaining an oil with a lower lecithin content and a by-product with high commercial potential. It was found that the lower the mass of sucrose, the greater the adsorption capacity of lecithin. The highest removal yield obtained was 26.50% when using the mass of 1 gram of sucrose, which is equivalent to the removal capacity of 798 mg of lecithin per gram of sucrose. The greatest removal capacity was 2952 mg of lecithin per grams of sucrose when using 0.01 gram of sucrose. With this study it was possible to prove the adsorption capacity of lecithin in sucrose. However, isothermal adsorption models do not predict their behavior under the conditions of analysis, which can be justified by the nonporosity of sucrose.
A degomagem é a primeira etapa do processo de refino de óleos vegetais. Ela é constituída da operação unitária de extração e tem por objetivo remover a goma presente no óleo bruto. Essa goma conhecida como lecitina é constituída de fosfolipídios e a sua remoção é de grande importância para evitar a formação de lodos, rancidez e oxidação do óleo, entre outros efeitos negativos ao longo do processo de refino. O objetivo deste trabalho foi investigar um método alternativo para a remoção da lecitina presente em óleos de origem vegetal. O estudo baseou-se no uso de sacarose como material adsorvente da lecitina. Os métodos atuais empregados são a degomagem úmida e a degomagem ácida, que consistem na adição de água ou de uma mistura de água e ácido no óleo bruto, respectivamente, e que podem contribuir negativamente para a qualidade do óleo e da lecitina extraída. Em virtude disso, o desenvolvimento de um método alternativo de degomagem, que apresente rendimento satisfatório, que não utilize água e ácidos, que não gere resíduos e que seja eficiente energeticamente pode ser interessante do ponto de vista econômico. Para o estudo, foram determinadas as características do açúcar como porosidade e granulometria e levantados os dados cinéticos e de equilíbrio, visando a obtenção de um óleo com menor teor de lecitina e um subproduto com alto potencial de comercialização. Verificou-se que quanto menor a massa de sacarose, maior a capacidade de adsorção de lecitina. O maior rendimento de remoção obtido foi de 26,50% ao se utilizar a massa de 1 grama de sacarose, o que equivale à capacidade de remoção de 798 mg de lecitina por grama de sacarose. A maior capacidade de remoção foi de 2952 mg de lecitina por grama de sacarose ao se utilizar 0,01 g de sacarose em 100 mL de óleo bruto. Com este estudo foi possível comprovar a capacidade de adsorção da lecitina em sacarose. No entanto, os modelos de adsorção isotérmica não preveem o seu comportamento nas condições de análise, o que pode ser justificado pela não porosidade da sacarose.
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