Avaliação dos mecanismos intracelulares da diferenciação mieloide por receptores P2

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Data
2019-05-23
Autores
Araujo Júnior, Roberto Theodoro de [UNIFESP]
Orientadores
Gamero, Edgar Julian Paredes
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
A capacidade de auto renovação, quiescência e diferenciação em múltiplos passos apresentado pelas células-tronco hematopoéticas (CTHs) são características essenciais para a manutenção da homeostase do tecido hematopoético. Diversos trabalhos mostraram a capacidade do ATP e análogos em modular a atividade de células hematopoéticas maduras e em CTHs. Nosso grupo mostrou que o ATP extracelular promove a diferenciação das CTHs de forma Ca2+ dependente por receptores P2. Embora tenha sido observada a modulação da hematopoese por ATP e análogos por ativação de receptores P2, os subtipos de receptores envolvidos e as vias envolvidas no processo de diferenciação não foram completamente elucidados. Este trabalho teve como objetivo elucidar as vias intracelulares relacionadas com a indução da diferenciação mieloide promovida por receptores P2. Mostrou-se no presente estudo que as CTHs sofrem diferenciação por ativação dos receptores P2. As CTHs tratadas com ATP aumentam a expressão do marcador de proliferação Ki67, além de diminuir a expressão do receptor Notch-1 indicando assim, que estas células perderam a quiescência, característica das CTHs. Além disso, as vias Pi3K/AKT foram ativadas, sendo que a AKT foi fosforilada tanto na serina 473 quanto na treonina 308, sugerindo assim que tanto a enzima PDK-1 quanto o complexo proteico mTOR estão envolvidos na sinalização deste processo. As enzimas CaMKI, CaMKII e PKC, proteínas dependentes de Ca2+, também foram ativadas pelo ATP, porém não a proteína CaMKIV. Entre as vias ativadas por receptores P2Y estão as da PLCβ3, capaz de induzir liberação de Ca2+. Avaliou-se também a alguns fatores de transcrição como as STATs 3 e 5, ambas foram ativadas por vias independentes de Janus quinases, bem como a oncoproteína Bcl-2, que possui papel no processo de diferenciação celular. E por fim a ERK1/2, uma MAPK associada com a diferenciação, foi ativada de forma sustentada por até 24 h, o processo de ativação da via ERK está fortemente ligado a processos de diferenciação. Corroborando este resultado, um inibidor específico para a MEK foi capaz de reverter o processo de diferenciação induzido pelo ATP. Ademais, a utilização do inibidor da Pi3K foi capaz de reverter parcialmente o processo de diferenciação. Estes dados em conjunto sugerem que os receptores P2 levam às CTH a se diferenciarem por meio da sinalização de muitas vias como a da ERK1/2 e Pi3K.
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