Fatores de risco para a ocorrência de trauma por acidentes de trânsito na população brasileira

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Data
2021
Autores
Nascimento, Felipe Lucas Rial [UNIFESP]
Orientadores
Lopes, Maria Carolina Barbosa Teixeira [UNIFESP]
Campanharo, Cássia Regina Vancini [UNIFESP]
Piacezzi, Luiz Humberto Vieri [UNIFESP]
Batista, Ruth Ester Assayag [UNIFESP]
Tipo
Trabalho de conclusão de curso de graduação
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Resumo
Introdução: os acidentes de trânsito são a principal causa de óbito dentre as causas externas. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em torno de 20 a 50 milhões de pessoas sofrem acidentes no trânsito a cada ano, e o número anual de mortes decorrentes atingiu 1,35 milhão de casos em 2016, tornando- se um dos maiores problemas de saúde pública global. Diversos fatores podem estar relacionados à ocorrência dos acidentes e sua gravidade, de modo que a avaliação e o monitoramento dos fatores de risco podem contribuir com medidas para redução desses elevados índices. Objetivos: Identificar os fatores de risco para acidentes de trânsito e a autoconfiança para dirigir na população brasileira. Método: trata-se de uma pesquisa do tipo survey realizada por via de mídias sociais na população, no período de maio a agosto de 2021. A amostra foi constituída por indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos, que são condutores de veículos, portando ou não Carteira Nacional de Habilitação (CNH), independente da categoria. Foram excluídos os participantes que não responderam todas as questões. Foi elaborado um questionário sendo disponibilizado online pela ferramenta Forms do Google, com tempo médio de duração de 10 minutos. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados: dos 348 participantes a maioria tinha idade entre 18 e 28 anos, do sexo feminino, solteiras, pós-graduadas, católicas e com renda familiar entre 6 e 10 salários mínimos, se declarou condutor de veículo carro, com Carteira Nacional de habilitação há mais de 10 anos. A maior parte dos condutores não receberam multa nos últimos 12 meses, dentre os que receberam, houve prevalência das multas por excesso de velocidade. Metade dos entrevistados já se envolveram acidentes desde a obtenção da CNH e a minoria se sentia culpabilizada pelos acidentes em que estiveram envolvidos. Na avaliação da autoconfiança, foi observado sentimento de confiança pelos participantes. A maioria nunca dirigiu sob efeito de álcool e substâncias, mas já estiveram em veículo com o motorista sob efeito de álcool. A maioria já mexeu no celular, manipulou o rádio enquanto dirigiam, não costuma passar do limite de velocidade e faz uso dos equipamentos de segurança. Conclusão: a avaliação e o monitoramento dos fatores de risco torna possível desenvolver e fortalecer as políticas vigentes, buscando a prática segura e a promoção da saúde em todos os locais, com redução das lesões e mortes no trânsito.
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