PPG - Medicina (Pneumologia)

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    Resposta excessiva da ventilação ao exercício e sua associação com fenótipos da Hipertensão Pulmonar Tromboembólica Crônica por meio da análise de cluster
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-10-27) Cordeiro, Andrei Augusto Assis de Campos [UNIFESP]; Arakaki, Jaquelina Sonoe Ota Arakaki [UNIFESP]; Ramos, Roberta Pulcheri [UNIFESP]; Verrastro, Carlos Gustavo Yuji ; http://lattes.cnpq.br/3674430003360595; http://lattes.cnpq.br/4227820017852866; http://lattes.cnpq.br/4282849546206947; https://lattes.cnpq.br/0965197270318961
    Introdução: A HPTEC é uma doença complexa, caracterizada por dupla lesão vascular: trombos crônicos organizados e arteriopatia, com repercussão funcional, tomográfica e hemodinâmica de espectros variáveis, algumas vezes discordantes. Por outro lado, são notórias as alterações ventilatórias e de trocas gasosas na HPTEC, porém a associação com as alterações tomográficas e hemodinâmicas ainda é pouco estudada. Objetivos: Identificar fenótipos entre pacientes com HPTEC, considerando achados na angiografia pulmonar por tomografia de tórax, funcionais e hemodinâmicos por meio da análise de cluster; avaliar a associação dos fenótipos com alterações ventilatórias e de trocas gasosas ao teste de exercício incremental. Métodos: estudo transversal que avaliou características demográficas, funcionais pelo TECR e TC6M, hemodinâmicas e tomográficas dos pacientes atendidos no ambulatório de Circulação Pulmonar do Hospital São Paulo, Hospital Universitário da Escola Paulista de Medicina, Unifesp. Resultados: Foram avaliados 66 pacientes que realizaram exames de TECR, ECO, cateterismo cardíaco e AngioTC de tórax num período máximo de 6 meses entre os exames. A análise de cluster através das variáveis PAD, PAPm, VSi, SvO2, RVP, IC, Escore de Qanadli em porcentagem e a quantificação da atenuação em mosaico, permitiu a determinação de 3 clusters distintos. Os grupos se diferenciam em relação às variáveis funcionais, hemodinâmicas e tomográficas. O cluster 1 é o mais grave, o cluster 2, intermediário e o cluster 3 mais leve. O padrão da atenuação em mosaico foi capaz de diferenciar os grupos, sendo o cluster 1 aquele com maior atenuação e o cluster 3, aquele com menos. A resposta excessiva da ventilação ao exercício foi associada aos clusters. Conclusão: A HPTEC pode ser diferenciada em clusters considerando dados hemodinâmicos e de imagem, sendo os diferentes fenótipos associados à resposta excessiva da ventilação ao exercício.
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    Fatores preditivo do desmame prolongado em pacientes criticos com COVID-19
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-12-06) Almeida, Marcella Marson Musumeci Fagundes de [UNIFESP]; Pulcheri, Roberta Ramos [UNIFESP]; Chiavegato, Luciana Dias [UNIFESP]; Pinheiro, Bruno do Valle [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/2799410181561909; http://lattes.cnpq.br/6275262557452273; http://lattes.cnpq.br/3674430003360595; https://lattes.cnpq.br/2301618416660390
    Introdução: Pacientes com insuficiência respiratória aguda hipoxêmica por COVID- 19 apresentam desfechos piores em comparação a outras causas, culminando em maior tempo de ventilação mecânica e permanência na UTI. Sendo o desmame uma fase importante do processo ventilatório, a identificação de fatores que o prolongam pode auxiliar na identificação de pacientes de alto risco com posterior adoção de abordagens individualizadas. Objetivo: Identificar os fatores de risco para desmame prolongado e mortalidade em pacientes intubados devido insuficiência respiratória aguda por COVID-19. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo que incluiu pacientes críticos intubados por pneumonia por COVID-19. Foram coletados dados sociodemográficos, parâmetros ventilatórios e gasométricos em diferentes momentos da admissão até a alta hospitalar. As complicações ocorridas durante a internação, datas de eventos como intubação, extubação, ou traqueostomia e o desfecho da UTI (alta ou óbito) foram registrados. Os pacientes foram estratificados conforme o tipo de desmame. Foram realizadas análises multivariadas para identificação das variáveis associadas ao desmame prolongado e mortalidade. Resultados: 303 pacientes (60±14 anos, 68,3% sexo masculino) foram incluídos na análise, sendo que 33% apresentaram desmame prolongado e 93 (30.6%) apresentaram SDRA grave. Os principais fatores de risco foram acometimento na tomografia de tórax > 50% (N=136; 44.8%) e tempo entre IOT e primeira tentativa de retirada da ventilação mecânica > 9 dias. Por fim, o desmame prolongado foi associado de maneira independente à mortalidade. No grupo de desmame prolongado 62% dos pacientes foram a obito em 60 dias. Conclusão: Desmame prolongado é um achado frequente em pacientes intubados por insuficiência respiratória aguda hipoxêmica por COVID-19 e associado à mortalidade.
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    Tradução e adaptação cultural do questionário de satisfação e atendimento pela telemedicina (Telemedicne Satisfaction Questionnaire-TSQ)
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023) Leão, Maria Efigênia do Nascimento [UNIFESP]; Jardim, José Roberto de Brito [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/4320654878656075; http://lattes.cnpq.br/7442330878680402
    Introdução: A satisfação é um parâmetro aceito para avaliar o desempenho do serviço de saúde, refletindo os valores entre as expectativas e realidades dos pacientes em relação a diversos aspectos dos serviços de saúde. Quando há correspondência entre o cuidado esperado e o recebido, os pacientes ficam satisfeitos. Assim, o nível de satisfação é diretamente influenciado pelas experiências reais dos pacientes. Objetivo: Traduzir, adaptar culturalmente e avaliar a reprodutibilidade do questionário de satisfação e atendimento pela telemedicina (Telemedicine Satisfaction Questionnaire-TSQ). Métodos: Estudo transversal, amostra constituída pelos pacientes que procuraram o Núcleo de Cessação e Prevenção do Tabagismo (PrevFumo) da Unidade de Reabilitação Pulmonar vinculado à Disciplina de Pneumologia da Escola Paulista de Medicina, a partir 2020, 2021 e 2022 que participaram de, pelo menos, 50% das oito sessões programadas de atendimento virtual com a psicóloga do PrevFumo. Os pacientes foram contatados por telefone e solicitados a responder às 14 perguntas do TSQ por três vezes com intervalo de 7 e 10 dias após a entrevista inicial. Resultados: Foram analisados 53 pacientes, a média de idade era de 49,7 ±10,2 anos, a maioria era do sexo feminino (73,3%). Em relação à escolaridade, 30,2% tinham curso médio completo ou superior incompleto. Quanto ao nível socioeconômico, a maior proporção era do nível B2 (32,1%), sendo A o nível mais alto e E o mais baixo. Referente à presença nas reuniões, 92,5% dos pacientes frequentaram as oito reuniões. O escore médio da pontuação total do questionário de qualidade de vida Whoqol-Bref, foi 12,3 ± 2,49, com porcentagem média de 51,89 ± 15, 54, sendo quanto maior a pontuação, melhor a qualidade de vida. A média do teste de Fagerstrom foi 5,81 ± 2,28, tendo 39,6% dependência elevada. A carga tabagística média foi 35,32 ± 24,8 anos/maços. O escore médio de ansiedade na Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão foi 10,8 ± 4,4, tendo 45,3% dos pacientes provável ansiedade e a média de depressão foi de 8,2 ± 3,7% com 49,1% dos pacientes com provável depressão. Conclusão: O TSQ é fácil e rápido de responder e os pacientes demonstram satisfação com o atendimento da telessaúde.
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    Avaliação do shunt intrapulmonar em pacientes com hipertensão pulmonar tromboembólica crônica
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-10-11) Loureiro, Camila Melo Coelho [UNIFESP]; Ramos, Roberta Pulcheri [UNIFESP]; Arakaki, Jaquelina Sonoe Ota [UNIFESP]; Nery, Luiz Eduardo [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/4282849546206947; http://lattes.cnpq.br/2605106957934146; http://lattes.cnpq.br/3674430003360595; http://lattes.cnpq.br/1270517481563282
    Introdução: A hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC) é desencadeada principalmente pela obstrução mecânica por trombos associada a remodelamento vascular pulmonar. A circulação colateral brônquica tem sido estudada como mecanismo protetor ou implicada na patogênese da doença microvascular, além de contribuir para alterações nas trocas gasosas em repouso e durante o exercício. Objetivos: Avaliar a relação entre o shunt intrapulmonar e correlatos com dados clínicos, hemodinâmicos, laboratoriais, ecocardiográficos, tomográficos e de exercício em pacientes com HPTEC. Métodos: Estudo prospectivo, transversal com intervenção diagnóstica em pacientes do ambulatório de Circulação Pulmonar da UNIFESP. Inicialmente, foram realizados ecocardiograma transtorácico, teste de caminhada de 6 minutos (TC6M) e teste de exercício cardiorrespiratório (TECR) incremental. Após o cateterismo cardíaco direito, os pacientes realizaram TECR de carga constante (50% da carga máxima do teste incremental) em ar ambiente e novamente com oxigênio a 100% via máscara facial acoplada ao saco de Douglas. Amostras de sangue arterial e venoso misto foram obtidas para análise dos gases e cálculo do shunt intrapulmonar pela seguinte equação: QS/QT = [(PAO2 - PaO2) x 0,0031] / {CavO2 + [(PAO2 - PaO2) x 0,0031]}. Resultados: Dados de quatorze pacientes (7 mulheres, 49 ± 15 anos) com HPTEC foram analisados. A pressão média da artéria pulmonar foi de 54 ± 17 mmHg, a pressão de oclusão da artéria pulmonar foi de 11 ± 3 mmHg e a resistência vascular pulmonar foi de 789 ± 372 dina.s.cm5. A distância média no TC6M foi de 458 ± 78 m, o V̇O2 no pico foi de 15 ± 2 mL/kg/min e a SpO2 no nadir foi 90 ± 4% no TECR. Todos os participantes apresentaram um aumento do volume/fração de shunt detectado pela respiração de oxigênio a 100% em repouso, o qual diminuiu durante o exercício (17,0 ± 3,6% versus 9,8 ± 3,0%; p <0,001). Houve diminuição da PvO2 (p <0,001) e aumento do espaço morto (p <0,05) no exercício em ar ambiente. A fração de shunt correlacionou-se negativamente com a gravidade hemodinâmica e os valores de troponina. Houve correlação positiva com a PvO2, a PaCO2 e a fração do venous admixture ao esforço. Conclusão: O shunt intrapulmonar parece ser um mecanismo adaptativo na HPTEC em repouso e durante o exercício, possivelmente associado à diminuição dos efeitos deletérios da alta pressão de perfusão pulmonar e ao incremento do débito cardíaco ao esforço.
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    Intolerância ao exercício em pacientes pós-hospitalização por Covid-19
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-09-29) Lima, Mariana Lafetá [UNIFESP]; Campos, Eloara Vieira Machado Ferreira Alvares da Silva [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/6639042770205771; http://lattes.cnpq.br/6671130475455556
    Sobreviventes após hospitalização por lesão pulmonar por Covid-19 podem persistir com dispneia e intolerância ao exercício com menor qualidade de vida. Apesar de recentes avanços, os possíveis preditores de intolerância ao exercício nos pacientes pós-Covid-19 permanecem complexos e não totalmente caracterizados. Objetivos: Avaliar a persistência da intolerância avaliada pelo consumo do oxigênio no pico do exercício (V’O2PICO) em sobreviventes pós-hospitalização por Covid-19 e a correlação com gravidade da internação e alteração em exames funcionais e imagéticos. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo e observacional que avaliou consecutivamente pacientes previamente hospitalizados por Covid-19 moderada a grave/crítica. A avaliação foi realizada após 90 ± 10 dias do início dos sintomas agudos da Covid-19 e os pacientes foram submetidos à avaliação cardiopulmonar ampla, incluindo função pulmonar, ecocardiograma, tomografia de tórax e teste de exercício cardiopulmonar com gasometria capilar de sangue arterializado do lóbulo de orelha. Resultados: Dos 87 pacientes avaliados, o V’O2PICO foi de 19,5 ± 5,0 ml/kg/min dividido em três grupos por tercis: ≤ 17,0, 17,1-22,2 e ≥ 22,3 ml/kg/min. A gravidade da hospitalização foi semelhante nos três grupos. No entanto, na consulta de seguimento, pacientes com V’O2PICO ≤ 17,0 ml/kg/min relataram maior sensação de dispneia e apresentaram índices de função pulmonar reduzidos e respostas ventilatórias, gasosas e metabólicas anormais durante o exercício em comparação com pacientes com V’O2PICO > 17,0 ml/kg/min. Por meio da análise de regressão logística multivariada ajustada para idade, sexo e embolia pulmonar, com pontos de corte definidos pela análise da curva ROC, a relação espaço morto por volume corrente ≥ 29 e a capacidade vital forçada em repouso ≤ 80% previsto foram preditores independentes da redução do V’O2PICO. Conclusão: A intolerância ao exercício nos sobreviventes após hospitalização por Covid-19 esteve relacionada à alta relação espaço morto como fração do volume corrente no pico do exercício e redução da capacidade vital forçada em repouso, sugerindo que tanto o possível comprometimento da microcirculação pulmonar quanto o ventilatório podem influenciar a capacidade aeróbia nessa população de pacientes.