PPG - Ciências da Saúde Aplicada ao Esporte e à Atividade Física

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    Acurácia do exame físico no diagnóstico de lesões ligamentares após entorse agudo do tornozelo
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-08-11) Maringolo, Leonardo Fernandez [UNIFESP]; Belangero, Paulo Santoro [UNIFESP]; Mansur, Nacime Salomão Barbachan [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/5286610387997973; http://lattes.cnpq.br/0399504221133550; http://lattes.cnpq.br/8764077681763910
    Introdução: O entorse do tornozelo está entre as queixas mais comuns na prática clínica do ortopedista e o exame físico consiste no principal método para avaliação e diagnóstico das lesões decorrentes deste trauma. O objetivo do estudo é avaliar a acurácia dos testes clínicos para o diagnóstico de lesão ligamentar do tornozelo. Métodos: 93 pacientes com história de entorse do tornozelo foram avaliados e incluídos de forma prospectiva no estudo. Todos os pacientes foram submetidos a exame físico minucioso do pé e tornozelo em até 48 horas após o evento traumático e encaminhados para ressonância nuclear magnética (RNM) do tornozelo acometido. Após 7 dias os pacientes foram reavaliados pelo mesmo médico. As RNM foram avaliadas por um radiologista e considerada o padrão-ouro para o diagnóstico das lesões. Foram calculados a sensibilidade, a especificidade, a acurácia e os valores preditivos. Resultados: 98,4% dos pacientes apresentaram alguma lesão ligamentar. Para avaliação do complexo ligamentar lateral, somente o teste do stress em varo teve valor significativo no exame inicial (p = 0,033). No exame tardio, tanto o teste da gaveta anterior, quanto o teste do stress em varo tiveram boa acurácia (p < 0,05). No exame do complexo ligamentar medial, o exame físico inicial teve melhor sensibilidade e o exame tardio teve melhor especificidade. Todos pacientes com lesão da porção superficial do ligamento deltóide (LDEL) também tinham lesão da porção profunda. A palpação da topopgrafia do LDEL foi o exame com maior acurácia (p < 0,05). Na avaliação da sindesmose, o exame físico inicial e tardio apresentaram valores altos de especificidade e baixa sensibilidade (p < 0,05). Quando avaliado nas primeiras 48 horas, o exame físico da subtalar teve sensibilidade de 100% (p = 0,08). Já o exame tardio não apresentou significância estatística (p > 0,05). Dor à palpação da interlinha articular apresentou correlação significativa com edema ósseo no exame tardio (p = 0,049), apresentando alta especificidade. Conclusão: Esse estudo demonstrou alta incidência de lesão ligamentar após entorse do tornozelo. O exame físico apresentou boa acurácia diagnóstica no exame inicial e tardio dos complexos ligamentares do tornozelo em pacientes com história de entorse. O exame físico nas primeiras 48 horas teve maior sensibilidade, enquanto o exame realizado 1 semana após o evento traumático apresentou maior especificidade.
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    Validação do guia “pilates clássico para lombalgia crônica inespecífica” pelo método e-delphi
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-09-22) Valério, Danielle Cristine [UNIFESP]; Wajchenberg, Marcelo [UNIFESP]; Kanas, Michel [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/2029387809069971; http://lattes.cnpq.br/4615316496474251; http://lattes.cnpq.br/3838953780461935
    Objetivo: Validar o Guia “Pilates Clássico para Lombalgia Crônica Inespecífica” pelo Método E-Delphi. Métodos: Foram selecionados 30 (trinta) indivíduos chamados de painelistas, entre eles, 10 médicos, 10 instrutores e 10 praticantes do método Pilates. Para validação do guia, os painelistas responderam a um formulário que continha 12 questões diretas, pertinentes ao assunto, relacionadas ao entendimento e coerência do guia. Para análise dos dados, utilizou-se como método o Coeficiente de Alfa de Cronbach (α) e o Índice de Validade de Conteúdo (IVC). Resultados: Os resultados obtidos revelam que o instrumento proposto obteve valores de IVC maiores que 0,90 na sua avaliação, ou seja, houve alta concordância entre os avaliadores. Conclusão: Ao ser avaliado pelo método E-Delphi, o Guia “Pilates Clássico para Lombalgia Crônica Inespecífica” demonstrou ser confiável para ser aplicado em pacientes com esse sintoma, apresentando altos valores de concordância no IVC e coeficiente Alfa de Cronbach.
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    Identificação dos componentes da Tríade da Mulher Atleta e perfil de macro e micronutrientes em universitárias
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-11-24) Souza, Thais Neri de [UNIFESP]; Komatsu, Willian Ricardo [UNIFESP]; Araújo, Maíta Poli [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/4291655687968808; http://lattes.cnpq.br/7359717138923539; http://lattes.cnpq.br/2695891541419040
    Objetivo: Identificar os componentes da Tríade da Mulher Atleta em universitárias, traçar o perfil do consumo de macro e micronutrientes e identificar a frequência de baixa energia disponível. Método: Estudo do tipo observacional descritivo com análise quantitativa. Os instrumentos utilizados foram: anamnese, registro alimentar de três dias e registro fotográfico dos alimentos, antropometria e composição corporal. Foi realizada análise do perfil de macro e micronutrientes e nível de adequação, estimativa do gasto de energia em repouso e com exercício, parâmetros de índice de massa corpórea, massa livre de gordura e percentual de gordura, diagnóstico e magnitude do risco da Tríade. Resultados: Foram avaliadas dez atletas, sendo cinco de handebol e cinco de futsal com a média de idade de 23 (±1,9) anos. Somente uma atleta referiu diagnóstico de bulimia, e outra relatou fratura por estresse prévia e menstruação irregular. Nove atletas foram classificadas como menstruação regular, sete referiram uso de método contraceptivo. A média do consumo de macronutrientes foi 3,0g/kg/dia de carboidrato, 1,2g/kg/dia de proteína e 32% do valor calórico total de lipídios. Todas apresentaram baixa adequação aparente para ingestão magnésio e cálcio, e a média de ingestão de ferro, vitamina A, vitamina C e vitamina B12 apresentaram abaixo da Dose Dietética Recomendada (Recommended Dietary Allowance – RDA) e Ingestão Adequada (Adequate Intake – AI) para a maioria das participantes. Todas apresentaram baixa energia disponível, ou seja, ≤30 kcal/kg MLG/dia. Nove atletas apresentaram risco baixo para a Tríade e uma apresentou risco moderado. Conclusão: A frequência da baixa energia disponível foi elevada, a ingestão de carboidratos esteve abaixo da recomendação e todas as atletas apresentaram risco para a Tríade.
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    Análise radiográfica do eixo de carga em membros inferiores: uso de escaneamento corporal para customização e impressão 3D do encaixe de próteses transtibiais
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023-12-01) Gubert, Leonardo Maranhão [UNIFESP]; Belangero, Paulo Santoro [UNIFESP]; Stirma, Guilherme Augusto [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/4254637971994778; http://lattes.cnpq.br/0399504221133550; http://lattes.cnpq.br/0697271597005420
    Objetivo: Desenvolvimento de um novo método para elaboração de encaixe de prótese para amputados transtibiais, utilizando a associação entre radiografia panorâmica dos membros inferiores, escâner de superfície e impressão 3D. Métodos: Utilizando a ferramenta de inovação de design thinking procuramos desenvolver um método preciso e replicável, resultando em um encaixe com o eixo de carga alinhado. Utilizamos um caso piloto: maior de 18 anos, um dos membros inferiores amputados ao nível transtibial, já protetizado, praticante de atividade física. Submetido a escâner do coto, modelagem gráfica para desenho de encaixe customizado, raio x panorâmico dos membros inferiores e análise dos eixos. Elaboração do posicionamento da haste da prótese de maneira precisa em software de CAD. Impressão 3D do encaixe customizado. Nova radiografia panorâmica dos membros inferiores para conferencia do eixo de carga. Resultados: Apos 4 tentativas de métodos para customização do encaixe, alcançamos uma estratégia replicável para elaboração de encaixes de próteses transtibiais baseadas no eixo mecânico de carga. A associação do raio x panorâmico (análise 2D) e softwares de CAD (análise 3D) apresentou uma precisão ímpar. Conclusões: é possível melhorar o eixo de carga através da associação dos métodos bidimensionais de radiografias panorâmicas, escâner corporal, computação gráfica tridimensional e manufatura aditiva.
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    Dosagem de ácido hialurônico sinovial em atletas com luxação anterior do ombro estudo preliminar
    (Universidade Federal de São Paulo, 2023) Rezende, Karina Levy Siqueira [UNIFESP]; Pochini, Alberto de Castro [UNIFESP]; Dreyfuss , Juliana Luporini [UNIFESP]; Belangero, Paulo Santoro [UNIFESP]; http://lattes.cnpq.br/2390066977030420; http://lattes.cnpq.br/0399504221133550; http://lattes.cnpq.br/2476659894036430; http://lattes.cnpq.br/8498884684257618
    Introdução: Biomarcadores tornaram-se importante ferramentas para auxiliar no diagnóstico precoce e tratamento da osteoartrose, uma vez que não só identificam a doença, como também monitoram a progressāo e a eficácia de medicamentos. Dentre esses biomarcadores, o ácido hialurônico demonstrou ser um dos mais importantes para a detecção precoce e prognóstico da osteoartrose. Diversos estudos associaram a presença deste marcador em indivíduos com instabilidade de joelho à osteoartrose, porém nenhum estudo até o momento investigou a presença de biomarcadores em osteoartrose secundária à luxação do ombro. Objetivo: Comparar a quantidade do biomarcador ácido hialurônico no líquido sinovial do ombro de atletas com luxação anterior do ombro entre dois grupos de atletas: o primeiro grupo com até 6 meses de história do primeiro episódio, com o segundo grupo de atletas com história há mais de 6 meses do primeiro episódio, sem sinais de osteoartrite dos ombros aos exames de ressonância magnética e radiografias. Métodos: Foi coletado 3ml de líquido sinovial glenoumeral de 12 participantes que foram submetidos a tratamento cirúrgico da luxação anterior do ombro, no início do procedimento cirúrgico. Os pacientes são acompanhados no ambulatório de Ombro do Grupo de Medicina Esportiva da Unifesp, seguindo os protocolos de tratamento dessa instituição. A amostra de líquido sinovial do ombro foi analisada no laboratório de Biologia Molecular da Unifesp para quantificar a quantidade do ácido hialurônico. Resultados: Foram encontradas maiores concentrações de ácido hialurônico no grupo de pacientes com mais de 6 meses história do primeiro episódio (p<0,0303) em comparação com o grupo de pacientes < 6 meses do primeiro episódio de luxação anterior do ombro. Não houve relação da concentração de ácido hialurônico com a idade. Limitações do estudo: tamanho da amostra, estudo transversal. Conclusão: Atletas com instabilidade anterior crônica do ombro (primeiro episódio de luxação > 6 meses) tiveram uma maior concentração de ácido hialurônico no líquido sinovial dessa articulação em comparação com pacientes com instabilidade anterior aguda do ombro (primeiro episódio de luxação menor ou igual a 6 meses).