Pré-eclâmpsia: estresse oxidativo, inflamação e disfunção endotelial

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Data
2010-12-01
Autores
Oliveira, Leandro Gustavo De [UNIFESP]
Karumanchi, Ananth
Sass, Nelson [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Artigo
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Resumo
Preeclampsia is a systemic syndrome characterized by inflammatory and antiangiogenic states. The pathogenesis of preeclampsia involves deficient trophoblast invasion that is responsible for altered uterine blood flow and placental oxidative stress. The damaged placenta produces higher concentrations of sFlt-1, a soluble receptor for VEGF and PlGF that is released in the maternal circulation and is involved in endothelial dysfunction. Actually, all processes involved in inflammation, endothelial dysfunction and oxidative stress are strongly correlated and act in a synergistic way. Recent data have shown that an increase in serum concentrations of sFlt-1 initiates 5 to 6 weeks before the clinical manifestations of preeclampsia and these alterations correlate with a decrease in serum concentrations of PlGF. Therefore, both sFlt-1 and PlGF have been suggested to be useful for an early-diagnosis of preeclampsia. The knowledge about the role of antiangiogenic factors in the pathogenesis of preeclampsia has raised the possibility of a therapy involving these factors.In this article we revisited the pathogenesis of preeclampsia addressing its antiangiogenic and inflammatory states.In conclusion, we correlated these alterations with the higher risk for cardiovascular diseases presented by these women in future life.
Pré-eclâmpsia é uma síndrome sistêmica caracterizada por intenso estado inflamatório e antiangiogênico. A fisiopatologia da pré-clâmpsia envolve alterações no processo de invasão trofoblástica, com consequente inadequado suprimento sanguíneo uterino e estresse oxidativo do tecido placentário. As alterações placentárias decorrentes desse processo levam à maior produção de sFlt-1, um receptor solúvel para as moléculas de VEGF e PlGF. O sFlt-1 impede com que VEGF e PlGF realizem suas funções na homeostase endotelial, culminando com disfunção dessas células. De uma maneira geral, os processos inflamatórios, de disfunção endotelial e estresse oxidativo estão interligados e agem de maneira sinérgica. Trabalhos recentes têm demonstrado que elevações nas concentrações séricas de sFlt-1 ocorrem 5 a 6 semanas antes das manifestações clínicas da pré-eclâmpsia. Concomitantemente, observa-se queda nas concentrações séricas de PlGF. Sendo assim, as dosagens séricas de sFlt-1 e PlGF têm sido sugeridas para o diagnóstico precoce de pré-eclâmpsia. Ademais, os conhecimentos adquiridos a respeito dos fatores antiangiogênicos proporcionam ainda a possibilidade de novas linhas de pesquisa sobre possíveis terapias para a pré-eclâmpsia. Neste artigo, foram revisados os aspectos inflamatórios e antiangiogênicos envolvidos na fisiopatologia da pré-eclâmpsia. Por fim, foram correlacionados esses aspectos com o risco elevado para doenças cardiovasculares apresentado por essas pacientes ao longo de suas vidas.
Descrição
Citação
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, v. 32, n. 12, p. 609-616, 2010.
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