O disjuntivismo fenomênico como defesa do realismo ingênuo

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Data
2019-08-07
Autores
Goncalves, Daniel Borgoni [UNIFESP]
Orientadores
Smith, Plinio Junqueira [UNIFESP]
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
The thesis deals with the nature of visual perceptual experiences analyzing if phenomenal disjunctivism achieves its goal, that is, to defend naïve realism. Phenomenal disjunctivism is a theory of perception according to which hallucinations and veridical perceptions do not share the same phenomenal character, even though hallucinations seem introspectively indistinguishable from veridical perceptions. Naïve realism is a conception according to which physical objects and their properties determine and constitute veridical perceptual experience. Hence, the phenomenal character of veridical perception would be fulfilled only with physical objects. The terms of art above and rival theories of disjunctivism will be presented and commented to giving us a background of the debate over which this thesis belongs. Following we deal with naïve realism specifically presenting theoretical commitment that phenomenal disjunctivists should adhere. Then we deal with the causal argument from hallucination, the main threat to naïve realism, according to which we could reproduce the experience that occurs in veridical perception without physical objects. Hence, hallucinations would have the same phenomenology of matching veridical perceptions. To defend that veridical perceptions have a sui generis phenomenal character, phenomenal disjunctivists give three kinds of responses that characterizing the following phenomenal disjunctivisms: negative disjunctivism, eliminativist disjunctivism and positive disjunctivism. We will analyze both pro and contra arguments regarding with these three kinds of disjunctivism and we will defend that none achieves its goal. In other words, this thesis defends that negative disjunctivism, eliminativist disjunctivism and positive disjunctivism are not suitable strategies to defend naïve realism.
Esta tese trata da natureza das experiências perceptivas visuais analisando se o disjuntivismo fenomênico atinge o seu objetivo de defender o realismo ingênuo. O disjuntivismo fenomênico é a teoria da percepção segundo a qual alucinações e percepções verídicas não compartilham o mesmo caráter fenomênico, ainda que alucinações sejam indiscrimináveis introspectivamente de percepções verídicas. O realismo ingênuo é a concepção segundo a qual objetos físicos e suas propriedades determinam e constituem a experiência da percepção verídica. Portanto, o caráter fenomênico das percepções verídicas seria realizado somente na presença de objetos físicos. Os termos de arte acima e as teorias concorrentes ao disjuntivismo serão apresentadas e comentadas, nos dando um pano de fundo sobre o debate no qual essa tese se insere. Então, trataremos especificamente do realismo ingênuo, apresentando os compromissos teóricos aos quais o disjuntivista fenomênico tem de aderir. Em seguida, trataremos do argumento causal da alucinação, principal ameaça ao realismo ingênuo, e segundo o qual poderíamos reproduzir a experiência ocorrente na percepção verídica sem a presença do objeto físico. Assim, alucinações teriam a mesma fenomenologia das percepções verídicas correspondentes. Para defender que a percepção verídica tem um caráter fenomênico sui generis, os disjuntivistas oferecem três tipos de respostas, que caracterizam variantes do disjuntivismo fenomênico: o disjuntivismo negativo, o disjuntivismo eliminativista e o disjuntivismo positivo. Analisaremos os argumentos a favor e contra cada uma dessas respostas e defenderemos que nenhuma delas atinge seu objetivo. Em outras palavras, esta tese defende que o disjuntivismo negativo, o disjuntivismo eliminativista e o disjuntivismo positivo não são estratégias adequadas na defesa do realismo ingênuo.
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