Excesso de sódio e déficit de ferro em alimentos de transição

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Data
2010-08-01
Autores
Portella, Márcia Bitar [UNIFESP]
Morais, Tania Beninga de [UNIFESP]
Morais, Mauro Batista de [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Artigo
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Resumo
OBJECTIVES: To determine, by chemical analysis, the macronutrient, energy, sodium, and iron contents of homemade foods prepared for infants in two socioeconomic classes in Belém, state of Pará, Brazil. METHODS: Cross-sectional study of 78 infants (aged 6 to 18 months) distributed into two groups according to socioeconomic status (high or low). Chemical analyses were performed on samples of homemade complementary foods prepared for each infant's lunch. Daily food intake was estimated on the basis of two 24-hour dietary intake recall. RESULTS: Chemical analyses showed that the energy content of some food samples was lower than recommended, both in the low socioeconomic status (SES) group (29.8% of samples) and in the high-SES group (43.0%; p = 0.199). The iron content of all samples, regardless of group, was lower than minimum recommended levels (6.0 mg/100 g). On the other hand, excessive sodium levels (200 mg/100 g) were found in 89.2 and 31.7% of samples in the low- and high-SES groups, respectively (p = 0.027). Dietary recalls showed that energy intake exceeded 120% of the Estimated Energy Requirement in 86.5% of infants in the low-SES group and 92.7% of those in the high-SES group (p = 0.483). Lunch and dinner provided 35.2±14.6 and 36.4±12.0% of daily energy intake in the low- and high-SES groups, respectively (p = 0.692). CONCLUSION: Homemade complementary foods for infants were found to be low in iron. A significant portion of samples had excessive sodium content, most frequently those prepared for infants in low-SES status families.
OBJETIVOS: Determinar, por análise química, a composição nutricional de macronutrientes, energia, sódio e ferro de alimentos preparados no domicílio para lactentes de dois estratos socioeconômicos em Belém (PA). MÉTODOS: Estudo transversal com 78 lactentes (6 a 18 meses) distribuídos em dois grupos com condição socioeconômica alta ou baixa. Foi realizada análise química de amostras de alimentos de transição preparados no domicílio para o almoço. Foi estimada a ingestão alimentar diária, com base em dois inquéritos alimentares de 24 horas. RESULTADOS: As análises químicas revelaram que parcela das amostras dos alimentos apresentava baixo teor de energia em relação ao recomendado, tanto no estrato socioeconômico baixo (29,8%) como no alto (43,0%; p = 0,199). Todas as amostras analisadas, em ambos os grupos, apresentaram quantidade de ferro abaixo do mínimo recomendado (6,0 mg/100 g). Por outro lado, excesso de sódio (200 mg/100 g) foi constatado em 89,2 e 31,7%, respectivamente, das amostras dos grupos de baixo e alto nível socioeconômico (p = 0,027). De acordo com os inquéritos alimentares, a estimativa da ingestão energética foi maior que 120% da necessidade média estimada em 86,5% dos lactentes do grupo de nível socioeconômico baixo e em 92,7% do alto (p = 0,483). O almoço e o jantar forneceram 35,2±14,6 e 36,4±12,0% da energia, respectivamente, nos grupos de baixo e alto nível socioeconômico (p = 0,692). CONCLUSÃO: Alimentos de transição preparados no domicílio para lactentes apresentaram baixo teor de ferro. Parcela expressiva das amostras apresentou quantidade excessiva de sódio, mais frequentemente nos alimentos preparados para os lactentes de baixo nível socioeconômico.
Descrição
Citação
Jornal de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria, v. 86, n. 4, p. 303-310, 2010.
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