Evolução dos níveis de beta-hCG após tratamento sistêmico da gravidez ectópica íntegra

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Data
1998-03-01
Autores
Elito Junior, Julio [UNIFESP]
Nakamura, Mary Uchiyama [UNIFESP]
Camano, L. [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Artigo
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Resumo
OBJECTIVE: The follow-up of this treatment is done by monitorization of beta-hCG titers. The objective of this study is to evaluate the beta-hCG titers after treatment with MTX. METHODS:. Twenty four women were included in the study. The inclusion criteria were: ectopic pregnancy < 4.5cm, beta-hCG < 15.000mIU/mL, desire of future pregnancy and a written permission to participate in the study. All patients were treated with a single dose of methotrexate (50mg/m² IM). Patients were monitored with beta-hCG titers on days 1, 4 and 7 after the MTX injection, and then weekly until the beta-hCG was less than 25mIU/mL. RESULTS: The variation of the titers of beta-hCG between day 1 and day 4 after MTX was the following: increase 50,0%, decrease 33.3% and in levels less than 25mUI/mL in 16.7% of the cases. The variation of the titers of beta-hCG between day 4 and day 7 after MTX was the following: decline > 15% in 85.7% of the cases, and decline < 15% in 14.3%. There was the necessity of a second dose of MTX in only two cases (8.4%), since the levels of beta-hCG declined less than 15%, in this period. CONCLUSION: The titers of beta-hCG increase in 50.0% of the cases, so it is a frequent event. The understanding of this evolution of beta-hCG titers avoids surgery in the first week of the treatment.
OBJETIVO: O tratamento sistêmico da gravidez ectópica (GE) íntegra com metotrexato (MTX) tornou-se conduta alternativa para tradicional atitude cirúrgica. O acompanhamento dos casos é realizado com dosagens seriadas de beta-hCG, já que a imagem ultra-sonográfica persiste por tempo prolongado, sendo um parâmetro ruim de seguimento. O objetivo do nosso estudo é de avaliar o comportamento da curva de beta-hCG após a ministração do medicamento. PACIENTES E MÉTODO: Foram incluídas neste estudo pacientes estáveis hemodinamicamente, com massa anexial menor ou igual a 4,5cm, sem sinais de doença hepática, renal ou supressão da medula óssea. O tratamento foi feito com MTX 50mg/m² IM (dose única) em regime de internação. Vinte e quatro pacientes fizeram parte deste trabalho e foram acompanhadas com dosagens de beta-hCG nos dias 1, 4 e 7 pós-MTX. Casos em que os títulos de beta-hCG caíram acima de 15% entre os dias 4 e 7 receberam alta hospitalar e eram acompanhados semanalmente até títulos negativos. Por outro lado, quando esta queda era inferior a 15%, essas pacientes receberam nova dose de MTX. RESULTADOS: Doze (50,0%) dos 24 casos tiveram aumento dos títulos de beta-hCG nos primeiros quatro dias após a injecão IM de MTX, oito (33,3%) apresentaram queda paulatina dos valores e em quatro (16,7%) casos os valores de beta-hCG foram negativos no quarto dia pós-MTX. Apenas duas pacientes (8,3%) necessitaram de segunda dose de MTX por não ter havido queda dos títulos de beta-hCG superior a 15% entre o quarto e o sétimo dia. CONCLUSÕES: A elevação dos títulos de beta-hCG, entre o momento da ministração do MTX e o quarto dia após a medicação, foi evento freqüente (50,0%). A queda de mais de 15% dos valores de beta-hCG, apurada no quarto e no sétimo dia pós-MTX, constitui parâmetro importante para o critério de alta hospitalar. Por outro lado, redução menor que 15% dos níveis séricos de beta-hCG representa indicação para ministração de nova dose de MTX. Em apenas duas pacientes (8,4%) houve necessidade de segunda dose de MTX, pois os títulos de beta-hCG, avaliados no quarto e no sétimo dia após o MTX, apresentaram queda, porém, inferior a 15%.
Descrição
Citação
Revista da Associação Médica Brasileira. Associação Médica Brasileira, v. 44, n. 1, p. 11-15, 1998.