A revolução demográfica dos povos indígenas no Brasil: a experiência dos Kayabí do Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso, Brasil, 1970-2007

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Data
2010-03-01
Autores
Pagliaro, Heloisa [UNIFESP]
Orientadores
Tipo
Artigo
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Resumo
This paper analyzes the demographic dynamics of the Kayabí, a Tupi people in the Xingu Indian Reservation in Central Brazil, from 1970 to 2007. Data were gathered from vital statistics for the Xingu Indian Reservation at the Federal University in São Paulo. Contact with Brazilian national society from 1920 to 1950 in the Upper Teles Pires River Valley led to a population decrease due to clashes and epidemics. In 1952, part of the Kayabí group gradually began migrating to the Xingu, where they still live. In 1970 there were 204 Kayabí in Xingu villages, and by 2007 there were 1,162, representing a 4.8% annual growth rate. For 2000-2007 the crude birth rate was 51 per thousand inhabitants; total fertility rate 7.8 children per women; crude death crude 3.5 per thousand inhabitants; and infant mortality rate 17.5 per thousand live births. The majority of the population is under 15 years of age (55.9%). The results show a population recovery process, similar to that of some other indigenous group in Brazil.
O artigo analisa a dinâmica demográfica dos Kayabí, povo de língua Tupi, do Parque Indígena do Xingu, Brasil Central, no período 1970-2007, com base em informações do registro de eventos vitais do Programa de Saúde da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) no Xingu. O contato dos Kayabí com a sociedade nacional, na região do Alto rio Teles Pires, entre 1920 e 1950, deu origem a depopulação das aldeias por confrontos e epidemias de doenças infecto-contagiosas, resultando na emigração paulatina de alguns grupos Kayabí para o Xingu, onde até hoje vivem. Entre 1970 e 2007, a população Kayabí no Xingu cresceu 4,8% ao ano, passando de 204 para 1.162 habitantes. No período 2000-2007, a taxa bruta de natalidade era de 51 nascimentos por mil habitantes, a de fecundidade total de 7,8 filhos por mulher, a taxa bruta de mortalidade de 3,5 óbitos por mil habitantes e a de mortalidade infantil de 17,5 óbitos por mil nascimentos. Na população, 56,2% eram menores de 15 anos de idade. Os resultados mostram que, a exemplo do que vem ocorrendo com outros povos indígenas no Brasil, os Kayabí também estão se recuperando em população.
Descrição
Citação
Cadernos de Saúde Pública. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, v. 26, n. 3, p. 579-590, 2010.