Hepatite crônica B e superinfecção por vírus d: prognóstico dos pacientes segundo a carga viral e aspectos clínicos na Amazônia ocidental brasileira

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Data
2018-04-26
Autores
Oliveira, Marcelo Siqueira de [UNIFESP]
Orientadores
Fram, Dayana Souza [UNIFESP]
Tipo
Tese de doutorado
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Resumo
Objective: correlate HBVDNA quantification with clinical aspects in patients presenting chronic hepatitis B virus (HBV) and those superinfected by hepatitis D virus (HDV) according to prognosis. Method: this is a crosssectional study carried out with patients chronically infected by HBV (HBV Group) and superinfected by HDV (HBV + HDV Group), evaluated through serology, biochemical markers, ultrasonography, HBVDNA quantification and Model for Endstage Liver Disease (MELD). Results: Of the 112 total patients, 74% comprised the HBV group and 26% comprised the HBV + HDV group. No difference in gender distribution was observed. Mean patient age ranged from 35 (HBV + HDV group) to 37 years old (HBV group) with a standard deviation of ±12 years. The symptoms and signs had a higher distribution in the HBV + HDV group (p = 0.001). Of the investigated patients, 82.4% presented nonreactive HBeAg. Of the patients presenting HBV DNA between 2,000 and 20,000 IU/ml, 30% presented elevated ALT activity. The HBV+ HDV group exhibited a higher elevation of alanine aminotranferase (ALT) (p = 0.001) and aspartate aminotransferase (AST) (p = 0.017) enzyme activity The registry of biochemical and hematological changes presented higher frequency in the HBV + HDV group (p <0.05). There was no association between HBV DNA and ultrasonographic changes. MELD revealed a risk of 27% death at 90 days for 28% of the patients. No correlation between HBVDNA and MELD was detected. Conclusion: this study revealed a patient profile formed by young adults, with an equivalent distribution between males and females, with a higher frequency of clinical, serological, biochemical and hematological alterations among those superinfected by HDV. The description of the relationship between HBeAg status and viral load revealed that serological profile and viral load exhibit limitations for classification purposes. The relationship between abdominal USG and MELD score with observed clinical and laboratorial aspects was useful to complement the diagnosis and prognosis of the evaluated patients. The description of the initial profile of patients chronically infected by HBV and HDV depends on the offer of specific technology, a scarce element when taking into account the reality of communities located in areas of difficult access in the Brazilian Western Amazon.
Objetivo: correlacionar a quantificação do VHBDNA com aspectos clínicos entre pacientes com hepatite crônica por vírus da hepatite B (VHB) e aqueles superinfectados por vírus da hepatite D (VHD) segundo o prognóstico. Método: estudo transversal, realizado com pacientes cronicamente infectados por VHB (Grupo VHB) e superinfectados por VHD (Grupo VHB+VHD), avaliados através de sorologia, marcadores bioquímicos, hematológicos, ultrassonografia, quantificação do VHBDNA e análise do Modelo para doença hepática terminal (MELD). Resultado: dos 112 pacientes investigados, 74% eram do grupo VHB e 26% do grupo VHB+VHD. Não houve diferença na distribuição por gênero. A idade média variou entre 35 (Grupo VHB+VHD) e 37 anos (Grupo VHB) com desvio padrão de ±12 anos. Os sintomas e sinais apresentaram maior distribuição no grupo VHB+VHD (p=0,001). Entre os investigados, 82,4% estavam com AgHBe não reagente. Dos pacientes com VHBDNA entre 2.000 e 20.000 UI/ml, 30% estavam com ALT elevada. O grupo VHB+VHD apresentou maior elevação das enzimas alanina aminotranferase (ALT) (p=0,001) e aspartato aminotransferase (AST) (p=0,017). O registro de alterações bioquímicas e hematológicas apresentou maior frequência no grupo VHB+VHD (p<0,05). Não houve associação entre o VHBDNA e alterações ultrassonográficas. O MELD revelou um risco de 27% de óbito em 90 dias para 28% da amostra. Não houve correlação entre VHBDNA e o MELD. Conclusão: O estudo revelou um perfil de pacientes formado por adultos jovens, com distribuição equivalente entre os gêneros masculino e feminino, apresentando maior registro de alterações clínicas, sorológicas, bioquímicas e hematológico entre aqueles superinfectados por VHD. A descrição da relação entre o status do AgHBe e a carga viral revelou que o perfil sorológico e a carga viral apresentam limitações para fins de classificação da infecção. A relação da USG abdominal e do resultado do escore MELD com os aspectos clínicos e laboratoriais encontrados, mostrouse útil para, de modo complementar, auxiliar no diagnóstico e prognóstico dos pacientes investigados. A descrição do perfil inicial dos pacientes cronicamente infectados por VHB e VHD carece de diversas tecnologias, elementos escassos quando se leva em consideração a realidade de comunidades localizadas em áreas de difícil acesso na Amazônia Ocidental brasileira.
Descrição
Citação
OLIVEIRA, Marcelo Siqueira de. Hepatite crônica B e superinfecção por vírus D: prognóstico dos pacientes segundo a carga viral e aspectos clínicos na Amazônia ocidental brasileira. 2018. 54 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2018.