Utilização Da Circunferência Do Pescoço Como Medida Antropométrica Associada A Fatores De Risco Cardiometabólicos: Um Artigo De Revisão

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Data
2017-12-21
Autores
Budicin, Bruno [UNIFESP]
Orientadores
Pititto, Bianca De Almeida [UNIFESP]
Tipo
Dissertação de mestrado
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Resumo
Introduction: Faced with increased life expectancy and population growth, there were changes in the morbidity profile, with an increase in the prevalence rates of chronic noncommunicable diseases (NCDs), such as type 2 diabetes mellitus (DM2), cardiovascular diseases ), neoplasias and osteo-articular diseases. Adiposity, mainly the centralized accumulation of body fat, plays a central role in the etiology of subclinical inflammation, endothelial dysfunction and insulin resistance, which are pathophysiological processes common to chronic diseases and their risk factors - hypertension, dyslipidemia and dysglycemia. In this way, the identification and measurement of adiposity was highlighted as a predictor of cardiometabolic risk. Objective: To perform a review of research on the association of neck circumference with cardiometabolic risk factors and their potential use in clinical practice. Methodology: A bibliographic survey was carried out, using the descriptors: anthropometry, neck circumference, cardiovascular and metabolic risk factors (hypertension, dyslipidemia, glucose intolerance, insulin resistance) between 2000 and 2016. Results : The reviewed studies show the association of neck circumference with cardiometabolic risk factors, proposing different cutoff points depending on the population studied, but all reinforcing the recommendation of the use of this anthropometric measure in clinical practice. Conclusion: There is an association of neck circumference with cardiometabolic risk factors. Brazilian studies propose cut-off values ​​for adults and adolescents of low and medium cardiovascular risk. From the point of view of clinical practice, neck circumference is a good anthropometric measure that identifies an increase in cardiometabolic risk. However, longitudinal studies are still necessary to better evidence the cause-effect relationship and confirm the cut-off points of the neck circumference that would be predictors of diabetes and cardiovascular events.
Introdução: Diante do aumento da esperança de vida e do crescimento da população, ocorreram mudanças no perfil de morbidade, com aumento das taxas de prevalência das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes mellitus tipo 2 (DM2), doenças cardiovasculares (DCV), neoplasias e doenças osteo-articulares. A adiposidade, principalmente o acúmulo centralizado de gordura corporal, tem papel central na etiologia da inflamação subclínica, disfunção endotelial e resistência à insulina que são processos fisiopatologicos comuns às doenças crônicas e seus fatores de risco – hipertensão, dislipidemia e disglicemia. Dessa forma, a identificação e mensuração da adiposidade ganhou destaque como preditor de risco cardiometabólico. Objetivo: Realizar uma revisão de pesquisas sobre a associação da circunferência do pescoço com fatores de risco cardiometabólicos e sua potencial utilização na prática clínica. Metodologia: Realizou-se um levantamento bibliográfico, sendo utilizados os descritores: antropometria, circunferência do pescoço, fatores de risco cardiovascular e metabólico (hipertensão, dislipidemia, intolerância à glicose, resistência à insulina) no período entre os anos de 2000 a 2016. Resultados: Os estudos revisados mostram a associação da circunferência do pescoço com fatores de risco cardiometabólicos, propondo diferentes pontos de corte dependendo da população estudada, mas todos reforçando a recomendação do uso dessa medida antropométrica na prática clínica. Conclusão: Existe associação da circunferência do pescoço com fatores de risco cardiometabólicos. Estudos brasileiros propõem valores de corte para adultos e adolescentes de baixo e médio risco cardiovascular. Do ponto de vista da prática clínica, a circunferência do pescoço é uma boa medida antropométrica que identifica aumento do risco cardiometabólico. Porém estudos longitudinais ainda são necessários para melhor evidenciar a relação causa-efeito e confirmar os pontos de corte da circunferência do pescoço que seriam preditores de diabetes e eventos cardiovasculares.
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